quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Debate - Teoria da Complexidade de Edgar Morin...


Nessa entrevista do Programa da UNIVIVA - Programa Universidade Viva da FGF TV – os professores Júlio Tôrres, Roncalli Maranhão e Alberto Teixeira 
debatem sobre a Teoria da Complexidade de Edgar Morin, modelo teórico aplicado a diversas áreas do conhecimento.  

(FAEL)


Entrevista com um dos mais relevantes pensadores da modernidade Edgar Morin.  
Filósofo, sociólogo, antropólogo e historiador francês, 
Edgar Morin, foi entrevistado pelo RODA VIVA no ano 2.000, falando sobre  o como o sistema de educação não produz apenas conhecimento e elucidação, mas também ignorância e cegueira. 
Nessa entrevista, Edgar Morin aborda vários temas, e insiste que a reforma do pensamento é uma necessidade-chave da sociedade. 

“  a reforma do pensamento que permitiria o pleno empre o da inteligência, de forma que os cidadãos possam realmente entender e enfrentar os problemas contemporâneos. É a ideia de um pensamento nãofragmentado. A ideias de que o homem, ao analisar a vida e o mundo, perceba tudo o que está a sua volta e assim construa um entendimento melhor e mais abran ente a respeito dos problemas da humanidade”.

(FAEL/Disciplina/Metodologia da Pesquisa Científica na Prática)

O Erro, a Incerteza e a Ilusão



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Psicologia da Aprendizagem: Método de Ensino Emilia Ferreiro

Introdução

As formas tradicionais de alfabetização inicial consistem em um método no qual o professor transmite seus conhecimentos aos seus alunos. Porém, muitos desses não estão capacitados para compreender algumas dificuldades que a criança enfrenta antes de entender o verdadeiro sentido da leitura e escrita.
As primeiras escritas feitas pelas crianças no início da aprendizagem devem ser consideradas como produções de grande valor, porque de alguma forma seus esforços foram colocados no papel representando algo.
Na aprendizagem inicial as práticas utilizadas são muitas vezes, baseadas na junção de sílabas simples memorização de sons e copias. Fazendo com que a criança se torne um espectador passivo ou receptor mecânico. Não participando do processo de construção do conhecimento.

Método de Ensino Emilia Ferreiro

Nos últimos 20 anos nenhum nome teve tanta influência sobre a educação brasileira como o da psicolingüista Emília Ferreiro. 
Emília Ferreiro nasceu na Argentina em 1936. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho é epistemologia genética (desenvolvimento natural da criança). Em 1974 Emília desenvolveu na Universidade de Buenos Aires uma série de experimentos com crianças, que deu origem em Psicogênese da Língua Escrita, com parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky , publicado em 1979.
Das obras de Emília a mais importante foi – Psicogênese da Língua Escrita – não apresenta nenhum método pedagógico, mas revela os processos de aprendizagem da criança, levando a entender que puseram em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita.
Emília Ferreiro tornou-se referência para o ensino brasileiro e seu nome passou a ser ligado ao construtivismo, modo em que a criança aprende. Emília chegou à conclusão de que as crianças têm um papel ativo de aprendizagem. Elas constroem seu próprio conhecimento.
Segundo Emília Ferreiro, a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, na escola ou fora dela. No processo de aprendizagem a criança passa por etapas com avanços e recuos, até dominar o código lingüístico. O tempo para o aluno transpor cada uma das etapas é bem variado. Duas conseqüências importantes a ser respeitada em sala de aula é respeitar a evolução de cada criança e compreender que o desempenho mais vagaroso não significa que a mesma seja menos inteligente. A aprendizagem não é provocada pela escola, mas pela própria mente das crianças, elas chegam a seu primeiro dia de aula com conhecimento.
O processo inicial é considerado em função da relação entre método utilizado e o estado de maturidade ou de prontidão da criança. As dificuldades que a criança enfrenta, são dificuldades conceituadas a respeito da construção do sistema e pode-se dizer que as crianças reinventam esse sistema. Não é reinventar as letras ou números, mas compreende-se o processo de construção e suas regras de produção.
De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até sua alfabetização:
  • pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;
  • silábica: interpreta de sua maneira, atribuindo valor a cada sílaba;
  • silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de cada silaba;
  • alfabética: domina o valor das letras e sílabas.
O processo de conhecimento da criança deve ser gradual dependendo de sua assimilação e de uma re-acomodação dos esquemas internos, que necessariamente levam tempo. É por utilizar esse sistema e não repetir o que ouvem, que as crianças interpretam o ensino que recebem. Nada mais revelador do funcionamento da mente de um aluno do que seus supostos erros, porque evidenciam como ele releu o conteúdo aprendido.
Emília Ferreiro critica a alfabetização tradicional, porque a prontidão das crianças para o aprendizado da leitura e da escrita por meio de avaliação de percepção e de motricidade (coordenação). O peso para o aspecto externo da escrita é excessivo, deixando de lado suas características como a compreensão da escrita e sua organização. Seguindo esse raciocínio o contato da criança com a organização da escrita é adiado para quando ela for capaz de ler as palavras isoladas, embora a relação com os textos inteiros sejam enriquecida. Portanto a alfabetização também é uma forma de se apropriar das funções sociais da escrita.
Segundo Emilia Ferreiro (1996, p.24) “O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida, em um ambiente social. Mas as práticas sociais assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças.”
Atualmente, os professores definem o processo de alfabetização como sinônimo de uma técnica. Entretanto no processo de alfabetização inicial, nem sempre esses critérios são utilizados. Os professores ensinam da mesma maneira como aprenderam quando eram alunos, e não aceitam os erros que seus alunos cometem.
A autora defende, que de todos os grupos as crianças são as mais fáceis de alfabetizar e estão em processo continuo de aprendizagem, enquanto os adultos já têm formas de conhecimento mais difíceis de modificar, ressalta.
Tradicionalmente, as decisões a respeito da prática alfabetizadora têm como foco a polêmica sobre os métodos utilizados. A metodologia normalmente utilizada pelos professores parte daquilo que é mais simples, passando para os mais complexos.
Para Ferreiro & Teberosky (1985, p.18) a preocupação dos educadores tem-se voltado para a busca do melhor ou do mais eficaz dos métodos, levando a uma polêmica entre dois tipos fundamentais: método sintético e método analítico.
O método sintético preserva a correspondência entre o oral e o escrito, entre som e a grafia. O que se destaca é o processo que consiste em partir das partes do todo, sendo as letras os elementos mínimos da escrita. O método analítico insiste no reconhecimento global das palavras ou orações.
Então para Emília Ferreiro, o que seria correto é interrogar, ”através de que tipo de prática a criança é introduzida na linguagem escrita, e como se apresenta esse objeto no contexto escolar” (1985, p.30).
Existem práticas que levam a criança à convicção de que o conhecimento é algo que os outros possuem e que só se pode adquirir da boca destes, deixando assim, de ser participante da construção. Algumas práticas levam a pensar que o que existe para conhecer já foi estabelecido, como um conjunto de coisas que não serão modificados. Algumas práticas fazem com que a criança, fique sem a prática do conhecimento, como receptor daquilo que o professor ensina.
Ainda para Ferreiro ”nenhuma prática pedagógica é neutra. Todas estão apoiadas em certo modo de conceber o processo de aprendizagem e o objeto dessa aprendizagem” (1985,p.31). Então para que o professor seja eficaz deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança.

Conclusão

Foi possível compreender que as dificuldades e fracassos nas séries iniciais na aprendizagem da leitura e escrita constituem um problema que nenhum método conseguiu solucionar.
Tendo como base a teoria psicológica e epistemológica de Piaget, a pesquisadora mostra que a criança constrói seus sistemas interpretativos.
Porem é necessário que o professor considere as escritas do ponto de vista construtivo, considerando a evolução de cada criança, é preciso que haja uma reestruturação interna na escola com relação à alfabetização e também no que se refere às formas de alfabetizar.

Referências:

FERREIRO, Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1996.
FERREIRO, Emilia; Teberosk, Ana. A Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Medicas 1985.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2001.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Meu pé esquerdo

 Meu pé esquerdo 

Oscar de melhor ator e atriz coadjuvante. Esta é a história real do escritor e pintor irlandês Christy Brown, sequelado de paralisia cerebral desde bebê ele conseguiu pintar e escrever usando apenas o seu pé esquerdo. Mostra que pessoas diagnosticadas com alguma dificuldade podem progredir e, em muitos casos, podem aprender formas de superar suas limitações. Com o suporte adequado, as pessoas com problemas de aprendizagem podem aprender e, de fato, aprendem com sucesso. 

Sinopse: 

A história de Christy Brown é um triunfo sobre a adversidade. Meu pé esquerdo é a extraordinária história de um homem com grande amor e paixão pela vida. Quando ainda era um bebê, descobriu‑se que ele sofria de paralisia cerebral e os médicos comunicaram a sua mãe que, se sobrevivesse, Christy seria pouco mais do que um vegetal. O filme segue todo o progresso de Christy Brown desde o seu nascimento, em 1932, até o dia que conheceu Mary Carr, em 1959, que mais tarde se tornou sua esposa. Premiado com o Oscar de melhor ator (Daniel Day Lewis) e melhor atriz coadjuvante (Brenda Fricker). 

MEu PÉ esquerdo. Direção de Jim Sheridan. Irlanda: Dist. Fox Filmes, 1989. 1 filme (103 min), color. 


Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind)



O filme Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind) fala de um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o prêmio Nobel. Trata‑se de uma história para refletir sobre a potencialidade humana. 

Sinopse: é um drama intensamente humano, inspirado nos eventos da vida de um gênio de verdade – o matemático John Forbes Nash Jr. Nascido em uma família de classe média em uma pequena cidade de West Virginia, ele fascinou o mundo intelectual há mais de 50 anos com uma surpreendente descoberta. Seu trabalho pioneiro sobre a “teoria do jogo” tornou‑o o astro da “Nova Matemática” na década de 50, mas sua ascensão mudou de rumo drasticamente quando seu brilhantismo intuitivo foi afetado pela esquizofrenia. Enfrentando desafios que destruíram muitas outras pessoas com essa doença, John Nash lutou com a ajuda de sua devotada mulher, Alicia, e, depois de décadas de dedicação, conseguiu superar a tragédia e chegou até a receber o Prêmio Nobel de 1994. Lenda viva, o matemático continua envolvido em seu trabalho até hoje. 

uMA MENTE brilhante. Direção de Ron Howard. EuA: Imagine Entertainment: Dist. DreamWorks Distribution L.L.C.; universal Pictures; uIP, 2001. 1 filme (135 min), color

Tropa de Elite 1 - Dublado PT-BR (Completo)

Tropa de elite 

Assista ao filme Tropa de elite e preste atenção em um dos episódios do filme: 
o aspirante Matias diagnosticando o problema de um menino do morro que tem dificuldades de acompanhar as aulas: 
o garoto é míope e precisa de óculos para continuar frequentando a escola. Na tentativa de ajudá‑lo, o também aspirante Neto acaba morto por traficantes quando vai entregar os óculos à ONG que tenta fazer alguma coisa pelos moradores da favela. 
Matias, que também é de origem humilde, mostrou a sensibilidade e até a sabedoria que muitas vezes são necessárias para identificar uma situação que não raro funciona como estigma, como veredicto. 

Sinopse: 

O filme retrata o dia a dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE no ano de 1997 que está querendo sair da corporação e tentará encontrar um substituto para seu posto, paralelo a isso tem a história de dois amigos de infância que se tornam policiais e que se destacam pela honestidade e honra de serem policiais, e se indignam com a  corrupção no batalhão em que atuam.


TROPA de elite. Direção de José Padilha. Brasil: Zazen Produções: Dist. universal Pictures do Brasil; The Weinstein Company, 2007. 1 filme (118 min), color.

A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...