Apenas mais um blog, de relevância para mim; uma extensão das minhas pesquisas visando ao auto estudo no processo de aprimoramento para uma formação continuada, em ambiente virtual de aprendizagem.
quarta-feira, 31 de julho de 2024
domingo, 20 de agosto de 2023
Sublimação: a arte de reorientar nossas angústias
Podemos liberar nossas tensões através da sublimação. Trata-se de uma forma incomparável de reorientar nossas angústias a algo que seja mais saudável. Assim, reforçamos nosso bem-estar.
Às vezes, acumulamos angústias tão grandes que não sabemos como lidar com elas. Trata-se de um sofrimento intenso, que vamos deixando que, pouco a pouco, se apodere de nós.
No entanto, existem mecanismos para nos defender e colocar uma barreira nesse sentimento tão profundo. Através da sublimação, podemos conseguir redirecionar esse sofrimento.
Então, embora seja próprio da natureza humana passar por momentos difíceis que nos causam mal-estar, podemos estabelecer um limite para as nossas angústias. Até mesmo reorientá-las, dando-lhes uma direção mais saudável. Isso não é maravilhoso?
Através da sublimação, podemos dar outra forma ao sofrimento. A seguir, vamos contar um pouco mais sobre o que falamos exatamente, quais são seus benefícios e algumas formas de sublimar.
“Nossos complexos são a fonte da nossa fraqueza. Mas com frequência também são a fonte da nossa força”.
-Sigmund Freud-
Sublimação: do que se trata?
A sublimação é uma parte dos mecanismos de defesa descritos por Sigmund Freud. Um mecanismo de defesa é uma via com a qual contamos para enfrentar nossas angústias. Estas surgem, por exemplo, quando temos um medo com o qual não sabemos lidar.
No caso da sublimação, surge para redirecionar nossos impulsos a algo que seja socialmente aceito. Freud sugeriu que se trata de uma via de elaboração das pulsões com a capacidade de deslocá-las.
Assim, podemos entender que é um mecanismo através do qual somos capazes de reorientar nossas angústias em direção a uma conduta que não nos cause prejuízos no âmbito social.
Nas palavras de Freud, “a cultura repousa totalmente na coerção dos instintos”. Nesse sentido, afirmaríamos que há assuntos aceitos no âmbito cultural e, através da sublimação, poderíamos reorientar o que nos causa angústia a tais assuntos ou níveis de expressão (como pintura, literatura, escultura, etc).
No entanto, Freud não foi o único que falou sobre esse conceito: alguns de seus contemporâneos e sucessores também o fizeram (e continuam fazendo).
Por exemplo, Nietzsche formulou o conceito na mesma época que Freud, mas deu maior ênfase à sublimação artística, referindo-se à arte como um Deus salvador. Jaques Lacan também mencionou o conceito, mas deu destaque à sublimação como uma satisfação substitutiva.
Mesmo atualmente, esse conceito continua a ser estudado. Por exemplo, Javier Cuevas del Barrio dedicou, em sua tese de doutorado (Universidade de Málaga, na Espanha), uma seção ao conceito da sublimação. Ele se concentrou na influência desse conceito na arte das vanguardas e explorou a sua transformação através de vários autores.
Muito além da criação artística
Ao longo do tempo, desde que foi formulado o conceito de sublimação, fala-se que uma forma de redirecionar o sofrimento é por meio da arte, mas existem outras.
Embora a arte seja um veículo mobilizador das emoções, que atua de forma inigualável como suporte para representar nossos aspectos inconscientes e conscientes, há outras formas de sublimar.
Como na sublimação ocorre o redirecionamento a algo que seja aprovado socialmente, é possível realizá-la através de diferentes vias. Uma forma bastante estudada também é por meio do trabalho.
Podemos transferir nossas angústias a algo que seja aceito pela nossa cultura, que neste caso seria trabalhar. Por exemplo, um cirurgião que, em vez de seguir seus instintos, faz operações, algo socialmente aceito. Assim, descarrega suas tensões.
Além disso, podemos sublimar praticando esporte. Trata-se de redirecionar nossas angústias ao exercício físico. Uma forma ímpar de liberar a energia que nossos impulsos podem conter. Além disso, ao praticar esportes produzimos endorfinas, um neurotransmissor que cuida do nosso humor.
Outra maneira de sublimar que talvez não identifiquemos como tal é através das novas tecnologias. São recursos maravilhosos que utilizamos diariamente para sair das nossas angústias. Por exemplo, podemos assistir séries que incluam acontecimentos inaceitáveis no mundo real, como matar.
Benefícios da sublimação
É difícil ter consciência dos nossos mecanismos de defesa porque eles agem em um espaço de difícil acesso para a nossa consciência, até mesmo com angústias que não somos capazes de reconhecer. Estando conscientes ou não, a sublimação pode nos trazer grandes benefícios.
Vamos ver alguns deles:
- Protege nossa psique.
- Alivia tensões.
- Fomenta os processos de socialização.
- Facilita a compensação psicológica.
- Altera estados mentais que podem ser prejudiciais.
- Diminui o estresse.
Cada forma de sublimar representa um benefício para a nossa saúde mental. Embora não tenhamos consciência desse mecanismo, podemos conseguir descobrir como ele age em nós. O autoconhecimento e a psicoterapia são uma grande opção para explorá-lo.
A sublimação é um mecanismo de defesa que age como um guia para nossas angústias. Ela as leva a outro plano, no qual se expressam de uma forma mais saudável. Então, é uma forma através da qual nossa mente nos protege.
Em vez de seguir nossos impulsos e fazer coisas fora da lei, passamos a orientar nossas angústias a assuntos que sejam compreensíveis para a nossa sociedade, liberando, assim, nossas tensões.
Escrito pela psicóloga: María Alejandra Castro Arbeláez.
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segunda-feira, 17 de julho de 2023
Gestalt: o que é, princípios e aplicações na psicologia
O que é Gestalt?
Gestalt é uma palavra que diz respeito àquilo que faz o todo algo diferente de só uma soma de partes. Nós somos um todo, mas nós, com frequência, não temos plena consciência desse todo, nem do que nos incomoda ou deixa triste.
Nesse sentido, a Gestalt é um caminho da terapia que tenta expor o presente e o agora de forma nua e crua, para que nossos saberes e achismos não interfiram.
Qual a origem da Gestalt?
Em 1890, o filósofo austríaco Christian von Ehrenfels apresentou os critérios da Gestalt pela primeira vez, na Universidade de Graz. Além dele, os pioneiros da Teoria da Gestalt são Max Wertheimer, Kurt Koffka, Kurt Lewin e Wolfgang Köhler.
Quem criou a Gestalt-terapia foi Fritz Perls, formado como psicoterapeuta e psicanalista. Ele e sua esposa, Laura Perls, junto ao psicoterapeuta, escritor e crítico político Paul Goodman, criaram a maior parte da base que temos hoje na abordagem. E o grande surgimento da Gestalt se dá em 1968, durante o movimento da contracultura e a busca de novos valores humanistas para a época.
A teoria histórica da Gestalt-terapia implica que o nosso campo perceptivo se organiza de modo espontâneo. E pode parecer confuso, mas calma!
Na verdade, isso quer dizer que você não precisa forçar a verdade dentro de você, forçar seus desejos e vontades. Mas sim que criamos as nossas visões de mundo e nossa consciência de forma livre, a partir do que aprendemos do mundo.
O primeiro nome que Fritz queria dar para a Gestalt era “terapia da concentração”, um nome que foca bastante no objetivo da Gestalt-terapia: que o paciente foque e se concentre apenas nele mesmo.
Conceito básico de Gestalt
Segundo a gestalt, se considera a “experiência crua imediata” como algo confiável. Ou seja, a experiência “como ela é” é um fator super importante para essa terapia! Sendo assim, todos os assuntos são dignos de falar e discutir. Em outras palavras, sem julgar algo que o paciente traz como bobo.
A Gestalt-terapia foca muito no “agora”, já que o processo de ter consciência sempre acontece no aqui-e-agora. Além disso, a Gestalt é flexível e não promove uma mudança rápida; ela é um processo que se molda conforme o paciente e sua necessidade.
Isso não quer dizer que o gestalt-terapeuta não vá trabalhar também com o passado da pessoa. Entretanto, o modo de trabalho será diferente das que vemos em outras abordagens terapêuticas.
Além disso, a Gestalt entende que o passado se repete no aqui e agora. Então, é preciso, sim, olhar para o passado e trazê-lo para o presente, cuidando de traumas e situações ruins que precisam ser revividas para serem curadas.
O Gestalt é usado apenas na psicologia?
Não mesmo! Apesar da gestalt ser usada na terapia (e ter influência em outras abordagens além da gestalt-terapia), também vemos seus princípios em outras profissões. A gestalt tem muito uso na área de design, porque ajuda a entender como o mundo recebe as ideias e formas.
Podemos ver também a gestalt na área clínica, na área hospitalar, no Coaching, nos recursos humanos, na educação com a gestaltpedagogia e em atendimentos diversos como apoio a idosos, psicossomática, etc.
Os 8 princípios da Gestalt
Esses oito princípios são as leis da gestalt (também conhecida como “Lei da Simplicidade”). São usadas, acima de tudo, na área de criação de conteúdo, como parte teórica. Veja que interessante:
1. Lei da Pregnância (ou boa forma)
A pregnância vai nos mostrar o quão rápido se pode perceber e assimilar algo. Assim, portanto, mostra a eficiência da comunicação. Assim, se nota os objetos da forma mais simples possível.
2. Lei da Unidade
Trata-se de um elemento que se torna parte uma parte que não pode ser retirada do todo. Ou seja, ele se liga com outros elementos e todos eles se tornam subunidades, existindo um todo que é a unidade.
3. Lei da Segregação
O nosso cérebro consegue dividir esse todo nas unidades que o compõem. Assim, fica mais fácil interpretar o todo.
4. Lei da Proximidade
Em contraste com o que acabamos de ver, o nosso cérebro costuma processar elementos muito colados como um todo. Ou seja, elementos próximos, que se encaixam, são processados pelo cérebro como conjuntos ou unidades.
Para fazermos a segregação, os elementos podem estar mais afastados, enquanto na lei da proximidade estamos falando de elementos unidos.
5. Lei da Semelhança
O nosso cérebro tende a agrupar na memória objetos e elementos que são semelhantes. É por isso que reconhecemos uma cadeira, não importa quantos apoios ela tem.
6. Lei da Unificação
Quando há pregnância, unidade, proximidade e semelhança entre objetos de um mesma grupo, podemos afirmar que há uma unificação perfeita. Um ótimo exemplo dessas leis são as mandalas.
7. Lei da Continuidade
Os objetos da nossa realidade tendem a ter uma harmonia do começo ao fim, o que é prazeroso para a nossa visão. Um exemplo disso seria uma imagem com cores em degradê.
8. Lei do Fechamento
Esse princípio afirma que o nosso cérebro precisa concluir formas que vemos inacabadas ou abertas. Nós conseguimos prever toda a estrutura pelo o que recebemos.
Técnicas utilizadas na gestalt-terapia
Você sabia que a gestalt-terapia utiliza algumas das ideias da Psicanálise para entender a mente humana? Pois é! Mas elas foram usadas em contextos bem diferentes da psicanálise que era praticada na época do início da Gestalt.
A psicologia da Gestalt é uma “terapia de contato”, devido a essa conexão do paciente com o seu interior, procurando perceber o que ele quer naquele momento.
Além disso, a função principal do terapeuta na sessão é prestar atenção nos detalhes da experiência que estão fugindo da atenção do paciente, e então mostrar esses detalhes à ele. Chamamos essa percepção de “awareness” e às vezes o paciente não mantém todos os detalhes em sua “awareness”. Por isso, o terapeuta o ajuda a notar todos os aspectos da experiência.
Na sessão de terapia, o importante será o conteúdo falado no momento, como o paciente quiser falar, e quando quiser falar. A terapia para a Gestalt é o próprio processo de “awareness” que falamos mais acima, o processo de ter consciência e se reconhecer. O papel do terapeuta, aqui, é o de encorajar para que o paciente seja o que é.
A Gestalt-terapia, no final das contas, é uma psicoterapia que une o diálogo e a fenomenologia.
Quase nunca você vai ouvir um Gestalt-terapeuta te perguntar “Por quê?” Eles se baseiam muito mais no como e no o quê do que na causa e efeito das questões do paciente. As intervenções do Gestalt-terapeuta são sempre sobre o processo da situação. Assim, o cliente vai estar mais em contato com ele mesmo, como falamos acima.
Um dos princípios mais importantes da Gestalt é o respeito incondicional ao sofrimento humano. (...) Sem um terapeuta humanizado, nenhuma técnica funciona bem.
FONTE: https://www.blogger.com/blog/post/edit/3034414634056562020/5446126750545682508
quinta-feira, 25 de maio de 2023
O que é o funcionalismo na psicologia
A escola do funcionalismo é considerada a combinação da ciência, da preocupação pelo prático, da ênfase no indivíduo e da teoria da evolução. Ela tem seu início no final do século XIX.
O início formal do funcionalismo começou com a publicação do livro Princípios de Psicologia, de James. Essa escola é anterior ao estruturalismo de Titchener e evolui paralelamente a esta, no entanto, obtém muito mais seguidores e acaba por desbancá-la.
O funcionalismo considera a consciência das pessoas como uma corrente que muda constantemente. Ela tem as características de ser pessoal (reflete as experiências particulares de cada um) e contínua (não pode ser dividida para sua análise).
Os autores dessa corrente, pelo interesse particular que têm em conhecer a razão dos processos mentais, começam a se preocupar com a motivação. Ou seja, se preocupam em conhecer aquilo que nos leva a agir para satisfazer nossas necessidades.
Características do funcionalismo em psicologia
A psicologia funcionalista possuía diversos temas de interesse:
- Se opôs ao que considerava a busca inútil de elementos da consciência.
- Pretendem conhecer a função da mente em vez de proporcionar uma descrição estática dela. Consideram que os processos mentais têm como função ajudar o organismo a se adaptar ao ambiente.
- Consideram a psicologia uma ciência prática e procuram aplicar suas descobertas na melhoria da vida.
- Tem grande interesse na razão dos processos mentais. Pretendem conhecer como a vontade de um organismo age de maneira diferente no mesmo ambiente à medida que as necessidades do indivíduo mudam.
- Consideram a introspecção como uma das muitas ferramentas válidas de pesquisa.
- Valorizam as diferenças individuais: estão mais interessados no que diferencia os organismos do que no que eles têm em comum.
- Todos os funcionalistas são influenciados, em maior ou menor grau, por James, que por sua vez foi influenciado pela teoria da evolução de Darwin.
Teoria do funcionalismo na psicologia: princípios
Para os funcionalistas, as suposições relativas à mente derivavam da teoria da evolução e seu objetivo era conhecer o funcionamento da mente e do comportamento na tentativa de ajudar o organismo a se adaptar ao ambiente. Para isso, as ferramentas de pesquisa incluíram tudo que possuía um valor informativo, inclusive a introspecção, o estudo do comportamento animal e o estudo das doenças mentais.
O criador dessa corrente considerava que se uma ideia funcionava, era válida. Ou seja, afirmava que o único critério que deveria ser empregado para julgar uma ideia era a utilidade da mesma. James indicou que, ao empregar o método científico na psicologia, era completamente necessário supor que todo comportamento dos homens estava determinado.
Esse pensamento é conhecido como pragmatismo, onde qualquer crença, comportamento ou pensamento deve ser julgado por suas consequências. Através desse pensamento, delimitou dois tipos diferentes de mentalidades:
- Mentalidade terna: caracterizada por serem pessoas otimistas, religiosas e dogmáticas.
- Mentalidade difícil: pessoas empiristas, ateus e pessimistas.
No entanto, para ele, o pragmatismo consistia no comprometimento de ambas as mentalidades, em aceitar o melhor de ambas e usá-las da melhor maneira possível, de acordo com as circunstâncias que se apresentam.
O funcionalismo tinha a ideia central de que grande parte do comportamento, tanto animal como a humana, estava governada pelo instinto. E por isso foi proposta a teoria da emoção de James-Lange, uma das principais teorias da emoção, a qual alterava a tradicional afirmação de que a emoção era o resultado da percepção.
Para os autores dessa corrente, primeiro ocorre a percepção de um evento, o que resultará em uma reação corporal e, finalmente, a emoção será experimentada. Em termos de exemplo: se vemos um urso, para James, o processo que realizamos é: primeiro notamos a presença do urso o urso, depois corremos e, finalmente, ficamos assustados.
Essa teoria foi posteriormente criticada pelos behavioristas porque não estava baseada em experimentos controlados, portanto, suas teorias tinham pouco poder preditivo.
Autores do funcionalismo na psicologia
Os principais representantes dessa corrente psicológica são:
- William James: considerado como o precursor da psicologia do funcionalismo. Além disso, também foi o promotor do pragmatismo aplicado na psicologia.
- Harvey A. Carr: promotor do funcionalismo como uma escola do pensamento na psicologia estadunidense.
- James Rowland Angell: foi um dos principais expoentes da psicologia funcional.
- John Dewey: sua base funcionalista residia em sua queixa em relação às rígidas distinções que eram usadas para fazer entre sensações, pensamento e atos. Para ele, existia uma diferença entre estímulo e resposta, no entanto, essa deveria ser funcional e não existencial.
- Cervantes, R. (2016). Aportaciones a la psicología funcionalista. Universidad Vizcaya.
- Gonzalez, J. (2015). Historia de la Psicología. Universidad Jaume I.Sos, R. (2015). Historia de la Psicología. Universidad Jaume I.
- FONTE: https://br.psicologia-online.com/o-que-e-o-funcionalismo-em-psicologia-caracteristicas-teoria-e-autores-357.html
quinta-feira, 11 de maio de 2023
A Psicologia Junguiana e o inconsciente coletivo
Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo
Nós não dominamos tudo o que pensamos, o nosso eu não é capaz de fugir de alguns sentimentos ou pensamento que surgem de repente. Sendo assim, podemos dizer que o inconsciente é algo nosso que não temos conhecimento. Na Psicologia Junguiana há a distinção de inconscientes, podendo ser ele pessoal ou coletivo. O que é Inconsciente Pessoal O Inconsciente Pessoal é a área em que estão nossas memórias esquecidas e nossos pensamentos reprimidos. Esse inconsciente foi estudado por Freud. Ele pode se manifestar em nossos sonhos ou até mesmo como sintomas psíquicos e físicos. O que é Inconsciente Coletivo Esse inconsciente ao contrário do pessoal, não se trata só do que vivenciamos, e sim de tudo que a humanidade teve como experiência. E foi nesse estudo que ele começou a ter divergências com Freud, mas essa também foi sua maior contribuição na psicologia. Essa teoria aponta que nós nascemos também com uma herança psicológica além da biológica. Ele compara a estrutura do corpo, dos órgãos e suas funções que se evoluem conforme os anos com a humanidade, com a existência também de uma evolução da mente, que traz traços de toda a história, afirmando que não seria possível um organismo todos se modificar e a mente nascer vazia. Assim, nosso corpo e mente são depósitos de histórias do passado. Os arquétipos Junguianos são canais de organização de todo o material psicológico que herdamos ao decorrer dos anos. Um dos pontos interessantes dos arquétipos, são as imagens primordiais. Elas são na maioria das vezes de conteúdo mitológico e abordam assuntos de culturas tão longínquas que temos certeza de nunca termos escutado, mas de alguma forma ela existe em sua mente e surgem de repente, geralmente em sonhos. Jung reparou esse ponto em suas viagens experimentais pelo mundo, onde viu que as pessoas tinham sonhos com características de mitos e religiões que eles não conheciam, mas ao lembrar deles, eles poderiam os descrever detalhadamente, mesmo sem o conhecimento do que aquilo se tratava. Ou seja, algo lhe foi passado inconscientemente de décadas passadas e estava armazenado em sua mente, seu inconsciente. Um exemplo do inconsciente coletivo é o que se entende por pai. O peso dessa palavra vai muito além do que o que se vivencia com o pai, progenitor. Esse arquétipo paterno é a imagem de todos os tipos de pais que nutrem sua mente, ele pode ter relação com a religião por exemplo, como Deus, ou o Sol e nem sempre estará ligado a algo bom, pode ser um pai severo, punidor, coisas que não fizeram parte da sua própria vivência mas você consegue atribuir a essa única palavra. Esse material que você possui no inconsciente coletivo, ele não pode ser destruído, mesmo que a imagem passe a fazer parte de seu consciente, ele estará lá entrelaçado nessa área para continuar fazendo parte da cadeia evolutiva. Assim afirma Jung:
Os principais arquétipos da estrutura da personalidade segundo Jung:A Persona: é a forma que nos apresentamos para a sociedade. Ela possui diversos aspectos negativos, ela pode esconder quem realmente você é por conta de esteriótipos. Mas por outro lado ela te protege de atitudes sociais externas que procuram de alguma forma te derrubar. Também é muito importante para a comunicação. Anima e Animus: é um arquétipo do inconsciente da parte sexual, sendo Anima para os homens e Animus para as mulheres. Ele é o principal regulador de comportamento, ele filtra o que é feminino e masculino e alimenta seu animus ou anima assim definindo suas características pessoais. Self: O self é o consciente e inconsciente se completando para formar uma totalidade.
Ego: ele é o arquétipo da personalidade, o centro de nossa consciência. Não é traços de inconsciência no ego, somente a consciência e aprendizado de tudo que foi vivido. Sombra: é aquela voz que “escutamos” quando refletimos, ela é tudo o que a consciência descartou por não fazer parte de sua persona ou não se encaixar no que é sociavelmente aceitável. O inconsciente coletivo, fruto do estudo de Jung é uma explicação para conhecimentos que temos mas não sabemos explicar de onde eles foram extraídos, mas na verdade eles são provenientes de uma sabedoria coletiva que foi transmitido para nós através da evolução humana e estavam armazenados em nosso mais profundo eu, nos acompanhando desde nosso nascimento. Fonte: https://www.telavita.com.br/blog/psicologia-junguiana/ |
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