quinta-feira, 16 de junho de 2016

Maria Aparecida Baccega

Maria Aparecida Baccega


Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP; Docente, pesquisadora e orientadora do Programa de Mestrado Comunicação e práticas de consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing SP, desde 2003, do qual foi coordenadora adjunta de 2003 a 2007; Professora e pesquisadora da Escola de Comunicações e Artes, tendo ministrado graduação e pós-graduação stricto e lato sensu e também chefe de Departamento de 1992 a 1996, entre outros cargos. Fundadora e editora da revista Comunicação &Educação (USP; Paulinas) de 1994 a 2003 da qual hoje é Membro do Conselho Editorial e da Comissão de Publicação. Coordenou a equipe fundadora do Curso de Gestão da Comunicação, tendo sido sua Coordenadora, além de docente e orientadora, de 1993 a 2003. Atualmente é Coordenadora Honorária. Pesquisadora do Centro de Pesquisa de Telenovela, do Centro de Pesquisa Comunicação e trabalho, ambos da USP e do Núcleo de Pesquisa Comunicação e práticas de consumo, da ESPM SP, além do OBITEL (Observatório Iberoamericano de Ficção Televisiva), que congrega países da América Latina, países da Europa Ibérica, além da Itália. É membro do Conselho Editorial de várias revistas acadêmicas, entre as quais Comunicação, Mídia e Consumo, editada pelo Mestrado da ESPM. Autora de artigos e capítulos de livros, tem vasta contribuião no campo comuicação e educação, além de livros, entre os quais: Palavra e discurso (Ática); Comunicação e linguagem (Moderna); Televisão e escola: uma mediação possível? (Senac); Gestão de processos comunicacionais (org.) (Atlas); Comunicação e culturas do consumo (org.) (Atlas). Coordena o grupo de Pesquisa certificado pelo CNPq "Comunicação e consumo: Educação e Cidadania" do PPGCOM-ESPM-SP. (Texto informado pelo autor)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Juízos de Fato e Juízos de Valor

Julgar das coisas

O homem, através do seu intelecto e sua experiência, ou seja, das formas de conhecer, forma juízos acerca da realidade, acerca das coisas. Julgar de algo é, ou formar um juízo equivale a simplesmente afirmar, negar, juntar, separar propriedades de um objeto. Por exemplo, dizer que uma maçã é vermelha, que o céu é azul, que a chuva é bela, enfim, qualquer coisa que se possa dizer de algo é um processo de julgar. Os juízos podem ser e dois tipos, de fato e de valor.
Juízo de fato

…são aqueles que dizem que algo é ou existe, e que dizem o que as coisas são, como são e por que são (CHAUI). Em outras palavras, juízos de fato são proposições que formamos com base no material da realidade, ou seja, coisas que julgamos a respeito do que está posto ao nosso redor, das coisas que existem, dos objetos materiais.
EX: O aço é um metal;
O hidrogênio é um elemento químico;
O revólver é uma arma.
O panela é um utensílio doméstico.
O caderno tem folhas.
Juízos de valor
…são normativos e se referem ao que algo deve ser; Como devem ser os bons sentimentos, as boas intenções, as boas ações, os nossos comportamentos decisões, etc. (Adaptado – CHAUI). Neste caso, os juízos de valor não tratam de objetos materiais, mas sim de questões relacionadas às ações humanas, ou seja, a questões morais e éticas. São reflexões acerca de como deve ser o bem proceder das pessoas. Mas eles não se limitam às questões do comportamento humano, pois podem referir-se também a objetos materiais, no entanto, o juízo tem um caráter diferente, veja o exemplo:
O oxigênio é bom; Ora, nós sabemos muitas coisas a respeito do hidrogênio, que ele é um elemento químico, que pode ser encontrado na água, entre outras coisas, mas se ele é bom não sabemos. Não se pode afirmar com certeza se ele é algo bom sem depender das circunstancias e mesmo assim, a bondade em si não será uma propriedade do oxigênio.
Mais exemplos:
A lua é bela.
Discussões são ruins.
Os ricos são medíocres.
Os políticos são corruptos.
Os negros são inferiores.
Então, os juízos de valor não dizem respeito às propriedades reais da coisa, do objeto, mas sim de como julgamos a presença, existência, ação de tal coisa, objeto. Por outro lado, os juízos de fato dizem sim as propriedades reais, intrínsecas na realidade do objeto, ou seja, diz que coisas que podemos perceber de fato em algo.
~X~
(Anderson Yankee)
Fonte: https://www.blogger.com/

Juízo de Valor

Émile Durkheim – Julgamentos de Valor e de Realidade

1-) O que são julgamentos de valor? 
O julgamento de valor não visa expressar aquilo que as coisas são, mas o valor que elas têm em relação a um sujeito consciente. Quando atribuo valores aos seres ou aos objetos, estou apenas expressando qual o valor que este tem para mim, mesmo que eu não dê tanta importância a este ser/objeto, mas, não importa qual o tipo de opinião que for atribuída ao objeto, o seu valor não se tornará menor do que aquele considerado no momento.
2-) O que são julgamentos de realidade?
O julgamento de realidade é o meio que usamos para exprimir determinados fatos, enunciar aquilo que existe. Muitas das nossas opiniões (julgamentos) dizem unicamente de que maneira nos comportamos em face de certos objetos, ou seja, do que mais gostamos, das nossas preferências. Isso tudo é considerado fato; portanto, os julgamentos não têm a função de atribuir um valor que realmente pertença a esse objeto, apenas afirmar os estados determinados do sujeito.
3-) Qual a relação entre julgamentos de valor e de realidade?
O julgamento de realidade é uma ponderação sobre algo real. Ele representa uma tomada de conhecimento da realidade. Sua formulação tem como finalidade apenas informar, pois se trata de uma constatação objetiva. O julgamento de valor, ao contrário, é subjetivo, pois os valores são pessoais. A definição de valores, como o belo, o bom, o justo, difere de pessoa para pessoa, pois representam uma tomada de posição frente à realidade. Assim, todo individuo é capaz de julgar determinado fato utilizando um julgamento de valor ou um de realidade.
4-) O que os julgamentos de valor tem a ver com a ciência positiva?
A formulação de um julgamento de valor possui a finalidade não da informação, mas sim da persuasão. A ciência positiva, na busca pelo conhecimento puro e objetivo, deve afastar de seu estudo os julgamentos de valor, pois estes são subjetivos e pessoais. O cientista positivista estuda a natureza tal como ela é, e não tal como deveria ser. É a natureza como fato, e não como valor.
5-) O que é moral para Durkheim?
“É um sistema de regras de ação que predeterminam a conduta, que nos dizem como deveremos agir, regula seus movimentos com base em outra coisa que não o impulso de seu egoismo, é a moralidade é mais sólida quanto mais numerosos e fortes são os laços coletivos, e a moral é um fato social e que se impõe aos individuos por intermedio da coerção social”.
6-) O valor moral da sociedade equivale à soma dos valores morais individuais?
O valor moral da sociedade é mais do que a soma dos valores morais individuais. O conceito de vida social está nas representações que são os estados da consciência coletiva, e não os estados de consciência individual, uma vez diferentes por natureza.  Essas representações baseiam-se na maneira pelo qual o grupo se compreende em suas relações com os objetos que os afetam. O grupo constitui-se diferentemente do indivíduo, assim o que o afeta é de outra origem. Podemos concluir que para entender como a sociedade vê a si própria e o que está a sua volta, devemos considerar a natureza da sociedade e não apenas dos indivíduos.
Fonte: DURKHEIM, Émile. Émile Durkheim: sociologia. São Paulo: Editora Ática, 1984. Coleção Grandes Cientistas Sociais.
7-) Quais os exemplos que podemos dar da divisão durkheimeana da relação entre moral e sociedade?
Temos três elementos de moralidade discriminados por Durkheim: o espírito da disciplina, a adesão ao grupo e a autonomia. Vejamos o exemplo na educação de uma criança. O espirito da disciplina fortifica na criança a obediência a uma regra. Para Durkheim as regras sociais carregam duas características relevantes, regularidade e autoridade. Uma regra que aparece frequentemente já indica sua adequação, o seu aparecimento no contexto social lhe certifica autoridade. A regra social sendo fato social, ou seja, “coisa” – como definido em tópicos anteriores – por si só já representa uma ordem que exige obediência.  O espírito de disciplina, enquanto na educação moral, colabora nessa obediência, sujeitando a criança à autoridade da regra. O terceiro elemento da moralidade, a autonomia da criança, decorre da educação moral como um estado de consciência adquirido após a inserção no grupo. A autonomia, para Durkheim, consiste em uma submissão consciente às regras sociais devido a seu espírito de disciplina e sua integração no grupo.
Fonte: DURKHEIM, Émile. Émile Durkheim: sociologia. São Paulo: Editora Ática, 1984. Coleção Grandes Cientistas Sociais.

John Stuart


Bakuni


Adorno




sábado, 11 de junho de 2016

Novas Mídias na Educação



“Repensar o papel e a função da educação escolar – seu foco, sua finalidade, seus valores […]”. 

Segundo este autor, “a tecnologia será importante, mas principalmente porque irá nos forçar a fazer coisas novas, e não por que irá permitir que façamos melhor as coisas velhas” (1993:153).

Assim, a introdução de novas mídias na educação conduz ao questionamento da função da escola e do papel do professor.


De acordo com Vigotsky (1989), o professor deve valorizar os interesses individuais dos alunos, o que corrobora com a ideia de que o aluno aprende muito melhor aquilo que lhe interessa. 

Segundo este autor, é necessário que haja a interação entre sujeito e objeto para que

haja a construção do conhecimento.

"Tanto Piaget como Vigotsky possuem uma concepção interacionista do desenvolvimento intelectual, e defendem que a inteligência “é construída a partir das relações recíprocas do homem com o meio, e que a cognição e emoção não estão separadas”. 

Neste sentido, Piaget (1973) afirma a importância dos jogos enquanto promotor do desenvolvimento da criança, pois à medida que ela interage com vários materiais, constrói objetos e reinventa coisas.

Assim, este autor aponta os aspectos pedagógicos do jogo na
medida em que o jogo é uma atividade que desenvolve a inteligência, a percepção e a experimentação. Conforme Piaget, os jogos representam meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.



Na sociedade atual, fortemente marcada pelo avanço tecnológico, os jogos adquiriram um formato diferente dos jogos convencionais até então utilizados na escola.

Atualmente aparelhos como os consoles de videogames, celulares, leptops, e PCs, fazem parte
do dia a dia de adolescentes e crianças, os quais utilizam este aparato tecnológico para realizar
diversas atividades, dentre as quais a prática de jogos. 

Ultimamente, os jogos eletrônicos têm sido muito utilizados por crianças e jovens para se divertir, brincar e passar o tempo, tendo em
vista serem os games altamente atrativos pela natureza lúdica que possuem.

Conforme Freire:

A educação não se reduz à técnica, mas não se faz educação sem ela.
Utilizar computadores na educação […] pode expandir a capacidade crítica e criativa de nossos meninos e meninas. Depende de quem o usa, a favor de que e de quem, e para quê. O homem concreto deve se instrumentalizar com os recursos da ciência e da tecnologia para melhor lutar pela causa de sua humanização e de sua libertação.” (1995:98; 1979:22)


A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...