Apenas mais um blog, de relevância para mim; uma extensão das minhas pesquisas visando ao auto estudo no processo de aprimoramento para uma formação continuada, em ambiente virtual de aprendizagem.
domingo, 27 de janeiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
QUEIXA INSTRUÇÃO INICIAL
ENTREVISTA
PARA ESCLARECER O MOTIVO DA CONSULTA
OBJETIVO:
Estabelecer hipóteses sobre aspectos importantes para o
diagnóstico de aprendizagem.
COM OS PAIS
(representantes da família) observar:
·
Significação do sintoma na família ou, com
maior precisão, articulação funcional do problema de aprendizagem;
·
Significado do sintoma para a família,
isto é, as reações comportamentais de seus membros ao assumir a presença do
problema; relaciona se os valores da família com o respeito ao não aprender;
·
Fantasias de enfermidade e cura e
expectativas acerca de sua intervenção no processo diagnóstico e de tratamento;
sentindo o que a família espera a respeito de seu trabalho, modalidade de
comunicação do casal e função do terceiro, observar a relação dos pais entre
si, os valores da família, a comunicação entre os pais e você.
COM A ESCOLA (PROFESSOR ORIENTADOR)
observar:
·
Significação do sintoma na escola;
·
Significação do sintoma para o professor, reações dos membros da escola ao assumirem o
problema;
·
Significado do sintoma, no sentido do que
a escola espera a respeito de sua intervenção (confirmação do não aprender,
como: tirar da responsabilidade da escola o fracasso, uma possibilidade de
auxilio para o sucesso, uma ameaça externa);
·
Observar os valores da escola, a
comunicação entre seus profissionais e entre profissionais e aluno;
COM O SUJEITO observar:
·
Visão do sintoma para o sujeito;
·
Significação do problema para o sujeito;
·
Sentido do que o sujeito espera de sua
intervenção
·
Observar as modalidades de comunicação do
sujeito (pode ser obtida na entrevista realizada com o sujeito no primeiro
encontro – antes do E.O.C.A.).
sábado, 19 de janeiro de 2019
Queixa Psicopedagógica
A palavra queixa é usada em diversas oportunidades com diferentes
significados, dependendo da situação vivida pelo sujeito. No
dicionário Aurélio (1975:1170) a compreensão sobre esse termo corresponde:
“1.
Ato ou efeito de queixar-se. 2. Motivo de desprazer, de
ressentimento, de mágoas, de ofensas, de dor.... 7. Reclamação,
protesto. 8. Sintoma relatado pelo doente.”
Na
concepção psicopedagógica clínica ou institucional a queixa é o
primeiro relato de alguém sobre os possíveis problemas de
aprendizagem. Esse ato pode ser produzido pelo próprio sujeito ou
responsáveis pela dinâmica do espaço onde se apresenta algum
sintoma que esteja dificultando os processos da aprendizagem do
indivíduo, ou em particular de um grupo, buscando ajuda para
solucionar o problema.
No espaço clínico a queixa é o primeiro passo para o diagnóstico
psicopedagógico. Na maioria das vezes a queixa é narrada pelos
pais, responsáveis pelo sujeito, ou por profissionais como psicólogos
e coordenadores. No entanto, alguns adolescentes, jovens e adultos
são os próprios relatores dos seus sintomas. Independentemente do
narrador a conduta de escuta do psicopedagogo é valiosa e para
isso o profissional deve ter competência necessária para
desempenhar este procedimento. A escuta psicopedagógica de uma queixa requer uma postura
responsável, porém descontraída – semblante, sem demonstrar
surpresa, temor, repulsa ou qualquer outra emoção relacionada à
história que está sendo contada.
As informações ouvidas pelo
psicopedagogo devem ser apreendidas apenas no que diz respeito
ao sintoma (como o problema da aprendizagem se expressa).
Outros dados devem ser anotados: a idade do sujeito, a escola que
estuda e o turno, pois outras informações contaminam o
psicopedagogo comprometendo o processo diagnóstico. Delineado o
sintoma passa-se para o processo da análise e reflexão das falas do
relator, estas serão úteis em vários momentos da investigação, pois
determinadas frases são carregadas de significados que estão
relacionados a aprendizagem dos pais e do próprio sujeito.
Entretanto, não se deve fazer conclusões precipitadas como afirma
Weiss (2001, p.47) ... é fundamental, durante a queixa, iniciar-se a
reflexão sobre as duas vertentes de problemas escolares: o sujeito e
sua família e a própria escola em suas múltiplas facetas, para se
definir a seqüência diagnóstica bem como as técnicas a serem
utilizadas."
Após a exposição do sintoma o psicopedagogo esclarece como será
o acompanhamento psicopedagógico. O tratamento, quando o Pp é
amparado na Teoria Convergente, é realizado em dois momentos: o
diagnóstico e a intervenção. O primeiro momento é a investigação
das causas do sintoma. A média de atendimento em sessões de 50´
é entre 12 a 15 encontros para maior segurança dos resultados.
Estes encontros são realizados com o sujeito individualmente, com
os pais ou responsáveis, com a escola e profissionais que
acompanham ou já acompanharam o sujeito.
Todos estes itens
devem ser ditos ao relator da queixa, e quando acertado o
diagnóstico deve ficar claro os dias e horários das sessões, a
necessidade do cumprimento do horário, o valor dos honorários e a
forma de pagamento. O Pp deve evidenciar os elementos da causa
do sintoma para que ao final da investigação possa assegurar ao
psicopedagogo uma conclusão – devolução ou informe diagnóstico –
na qual conterá a causa ou causas que levam o sujeito à apresentar
os sintomas analisados e o tratamento adequado para o caso.
No segundo momento o sujeito poderá ser submetido ao tratamento
que varia de acordo com a origem do problema. Assim sendo é
possível que se torne necessário apenas a intervenção
psicopedagógica, como também a intervenção de outros
profissionais, a exemplo de psicólogos, de fonoaudiólogos, e demais
especialistas. Uma outra possibilidade é unir o acompanhamento
psicopedagógico a um desses profissionais ou a mais de um. É
importante ressaltar que em alguns casos os pais e ou a família
também devem passar por algum processo terapêutico.
Ainda sobre a queixa, após analisá-la, segue-se com a formulação
de hipóteses denominadas essenciais. Assim o Pp faz algumas
suposições da causa do problema para poder traçar um plano
investigativo o mais apurado possível que possibilite anunciar com
segurança o diagnóstico clínico.
Escuta de uma queixa (Transcrição):
Pp: Bom dia! Sente-se por favor.
Mãe: Obrigada!
Pp: Srª Socorro, o que lhe trouxe aqui?
Mãe: Veja bem Drª, meu filho... tem problemas sérios para estudar,
não gosta de ir à escola, não faz as atividades e tem tirado notas
muito baixas. A professora me pediu para que eu tomasse uma
providência, porque a escola não pode fazer nada por ele. Foi aí que
conversando com uma amiga, ela me disse que o filho da amiga
dela estava sendo atendido pela senhora.
Pp: Qual o nome do seu filho?
Mãe: Pedro.
Pp: Quantos anos de idade ele tem?
Mãe: 11 anos.
Pp: Que série e qual o turno que estuda?
Mãe: Ele está na 5ª série pela manhã na Escola X.
Pp: Srª Socorro, o trabalho que nós desenvolvemos aqui é realizado
em dois momentos. No primeiro fazemos o diagnóstico, ou seja,
uma investigação para descobrir a causa que leva Pedro a
apresentar os problemas relatados pela senhora. Esta investigação
se constitui em pelo 15 sessões com 50’ cada, as quais são divididas
entre Pedro, a família, a coordenação da escola, a professora, outro
profissional que já esteja acompanhando Pedro, e em alguns casos,
quando é necessário, solicitamos o parecer de outro profissional.
Após esta investigação chegaremos a uma conclusão sobre as causas e do problema, além dos devidos encaminhamentos, é o que chamamos de processo interventor.
As sessões diagnósticas são realizadas duas vezes por semana, caso a senhora queria que Pedro seja submetido aos trabalhos, então poderá estar marcando um horário com Patrícia, a mesma pessoa que agendou sua visita para hoje.
Alguma dúvida Srª Socorro?
Mãe: Foram muitas informações, mas acho que entendi tudo, minha amiga já tinha me falado mais ou menos como era. E o pagamento?
Pp: Você pode tratar com Patrícia também.
Mãe: Ah! Vou ver com ela, e falar com o pai de Pedro, não sei se ele vai assumir...
Pp: Obrigada Srª Socorro tenha um bom dia.
(Ver contrato)
Após esta investigação chegaremos a uma conclusão sobre as causas e do problema, além dos devidos encaminhamentos, é o que chamamos de processo interventor.
As sessões diagnósticas são realizadas duas vezes por semana, caso a senhora queria que Pedro seja submetido aos trabalhos, então poderá estar marcando um horário com Patrícia, a mesma pessoa que agendou sua visita para hoje.
Alguma dúvida Srª Socorro?
Mãe: Foram muitas informações, mas acho que entendi tudo, minha amiga já tinha me falado mais ou menos como era. E o pagamento?
Pp: Você pode tratar com Patrícia também.
Mãe: Ah! Vou ver com ela, e falar com o pai de Pedro, não sei se ele vai assumir...
Pp: Obrigada Srª Socorro tenha um bom dia.
(Ver contrato)
A queixa:
Pedro tem 11 anos, está cursando a 5ª do Ensino Fundamental,
estuda no turno matutino em uma escola da rede particular da
cidade do Salvador. A mãe do menino apresentou a seguinte
queixa: Pedro não gosta de ir à escola, não faz as atividades e tem
tirado notas baixas; a professora solicitou que a mãe do aluno
tomasse providências, pois a escola nada poderia fazer.
Após esta escuta levantamos às seguintes hipóteses:
- é possível que Pedro tenha déficit de conteúdos;
- é provável que a escola tenha uma metodologia incompatível com
o aprendizado do aluno em questão;
- Pedro pode não ter bons vínculos com a professora e com a
escola;
- é possível que o sujeito tenha déficit cognitivo.
Fonte:
Juliana Laranjeira Pereira – Psicopedagoga Clínica e Institucional,
mestranda em Gestão Escolar. Professora Substituta da
Universidade Estadual de Feira de Santana – Ba.
Correspondência – Av. ACM, 2501 – Sl. 106 – Profissional Center,
Brotas, CEP:41.800-700 – Salvador – BA – Brasil
Tel: (71) 9132-9853 E-mail: juliana.laranjeira@ig.com.br
Bibliografia:
BUARQUE, Aurélio. Novo Dicionário de Holanda Ferreira. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1975.
WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica
dos problemas e aprendizagem escolar. 8ª Edição. Rio de Janeiro:
DP&A, 2001
Primeira Sessão Pp
O que fazer na 1ª Sessão Psicopedagógica?
Sessão Pp, o que é?
Sessão, significa reunião ou intervalo de tempo que dura uma atividade específica. Em psicopedagogia a sessão é vista como um processo de investigação e observação, onde deve-se a partir de diversos recursos ser montado um grande quebra-cabeças para compreensão da queixa apresentada.
Na primeira sessão o psicopedagogo organiza os dados necessários para compreender o problema de aprendizagem, o significado do problema e sua causa.
Durante as sessões com o psicopedagogo, os recursos como jogos, livros e computador, tem a finalidade de descobrir os estilos de aprendizagem do paciente: ritmos, hábitos adquiridos, motivações, ansiedades, defesas e conflitos em relação ao aprender.
Mas, a pergunta frequente é: O que fazer na primeira sessão?
Na maioria dos casos, o processo diagnóstico psicopedagógico (1ª sessão) inicia-se por uma entrevista com os pais ou responsáveis. Também é frequente que o profissional atenda os pais e o individuo a ser acompanhado. Nesse caso, além de uma breve entrevista com os responsáveis, deverá acontecer um breve diálogo com o(a) suposto (a) paciente/aprendente.
A primeira sessão deverá ser baseada na queixa apresentada. Vejamos algum procedimentos utilizados na primeira sessão por psicopedagogos de todo Brasil:
1ª Possibilidade:
ACOLHIDA: CONVERSA (APRESENTAÇÃO) – Nome, profissão, horário e material.
CAIXA LÚDICA/AEOCA – Avaliar a leitura e raciocínio quando indagar sobre o jogo, quando ler a capa, os nomes…
TRABALHO PSICOMOTOR CORPORAL/EQUILÍBRIO: Jogos e Brincadeiras relacionadas a queixa apresentada.
ENCERRAMENTO: Fazer uma retrospectiva da sessão
2ª Possibilidade:
Iniciar com a utilização da Caixa Lúdica, momento de criar vínculos positivos entre o Pp e o atendente.
Link: Orientação Caixa Lúdica e E.O.C.A
3ª Possibilidade:
Iniciar com E.O.C.A e Roteiro de Observação.
Link:EOCA/PROCEDIMENTOS_DURANTE_TESTE_DE_PSICOPEDAGOGIA
FOLHA EOCA
E.O.C.A
ROTEIRO DA EOCA
Explicacões EOCA
4ª Possibilidade:
Entrevista Familiar Exploratória Situacional
5ª Possibilidade:
Entrevista com o Sujeito.
6ª Possibilidade:
AVALIAÇÃO PSICOLINGUÍSTICA
Link: Avaliação Psicolinguistica
Como podemos perceber existem várias possibilidades para iniciar a primeira sessão psicopedagógica, tudo vai depender da queixa apresentada e dos recursos disponíveis para o mesmo.
Mas o que realmente não pode faltar na primeira sessão é organização. Cadastrar e guardar os dados dos pacientes/aprendentes é a primeira coisa a ser feita em uma sessão. Antes de organizar qualquer material saiba que o cadastro e registro das sessões é de fundamental importância.
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