segunda-feira, 17 de julho de 2023

Gestalt: o que é, princípios e aplicações na psicologia

 



O que é Gestalt?

Gestalt é uma palavra que diz respeito àquilo que faz o todo algo diferente de só uma soma de partes. Nós somos um todo, mas nós, com frequência, não temos plena consciência desse todo, nem do que nos incomoda ou deixa triste.

Nesse sentido, a Gestalt é um caminho da terapia que tenta expor o presente e o agora de forma nua e crua, para que nossos saberes e achismos não interfiram.

Qual a origem da Gestalt?

Em 1890, o filósofo austríaco Christian von Ehrenfels apresentou os critérios da Gestalt pela primeira vez, na Universidade de Graz. Além dele, os pioneiros da Teoria da Gestalt são Max Wertheimer, Kurt Koffka, Kurt Lewin e Wolfgang Köhler.

Quem criou a Gestalt-terapia foi Fritz Perls, formado como psicoterapeuta e psicanalista. Ele e sua esposa, Laura Perls, junto ao psicoterapeuta, escritor e crítico político Paul Goodman, criaram a maior parte da base que temos hoje na abordagem. E o grande surgimento da Gestalt se dá em 1968, durante o movimento da contracultura e a busca de novos valores humanistas para a época.

A teoria histórica da Gestalt-terapia implica que o nosso campo perceptivo se organiza de modo espontâneo. E pode parecer confuso, mas calma!

Na verdade, isso quer dizer que você não precisa forçar a verdade dentro de você, forçar seus desejos e vontades. Mas sim que criamos as nossas visões de mundo e nossa consciência de forma livre, a partir do que aprendemos do mundo.

O primeiro nome que Fritz queria dar para a Gestalt era “terapia da concentração”, um nome que foca bastante no objetivo da Gestalt-terapia: que o paciente foque e se concentre apenas nele mesmo.

Conceito básico de Gestalt

Segundo a gestalt, se considera a “experiência crua imediata” como algo confiável. Ou seja, a experiência “como ela é” é um fator super importante para essa terapia! Sendo assim, todos os assuntos são dignos de falar e discutir. Em outras palavras, sem julgar algo que o paciente traz como bobo. 

A Gestalt-terapia foca muito no “agora”, já que o processo de ter consciência sempre acontece no aqui-e-agora. Além disso, a Gestalt é flexível e não promove uma mudança rápida; ela é um processo que se molda conforme o paciente e sua necessidade.

Isso não quer dizer que o gestalt-terapeuta não vá trabalhar também com o passado da pessoa. Entretanto, o modo de trabalho será diferente das que vemos em outras abordagens terapêuticas.

Além disso, a Gestalt entende que o passado se repete no aqui e agora. Então, é preciso, sim, olhar para o passado e trazê-lo para o presente, cuidando de traumas e situações ruins que precisam ser revividas para serem curadas.


O Gestalt é usado apenas na psicologia?

Não mesmo! Apesar da gestalt ser usada na terapia (e ter influência em outras abordagens além da gestalt-terapia), também vemos seus princípios em outras profissões. A gestalt tem muito uso na área de design, porque ajuda a entender como o mundo recebe as ideias e formas.

Podemos ver também a gestalt na área clínica, na área hospitalar, no Coaching, nos recursos humanos, na educação com a gestaltpedagogia e em atendimentos diversos como apoio a idosos, psicossomática, etc.

Os 8 princípios da Gestalt

Esses oito princípios são as leis da gestalt (também conhecida como “Lei da Simplicidade”). São usadas, acima de tudo, na área de criação de conteúdo, como parte teórica. Veja que interessante:

1. Lei da Pregnância (ou boa forma)

A pregnância vai nos mostrar o quão rápido se pode perceber e assimilar algo. Assim, portanto, mostra a eficiência da comunicação. Assim, se nota os objetos da forma mais simples possível.

2. Lei da Unidade

Trata-se de um elemento que se torna parte uma parte que não pode ser retirada do todo. Ou seja, ele se liga com outros elementos e todos eles se tornam subunidades, existindo um todo que é a unidade.

3. Lei da Segregação

O nosso cérebro consegue dividir esse todo nas unidades que o compõem. Assim, fica mais fácil interpretar o todo.

4. Lei da Proximidade

Em contraste com o que acabamos de ver, o nosso cérebro costuma processar elementos muito colados como um todo. Ou seja, elementos próximos, que se encaixam, são processados pelo cérebro como conjuntos ou unidades.

Para fazermos a segregação, os elementos podem estar mais afastados, enquanto na lei da proximidade estamos falando de elementos unidos.

5. Lei da Semelhança

O nosso cérebro tende a agrupar na memória objetos e elementos que são semelhantes. É por isso que reconhecemos uma cadeira, não importa quantos apoios ela tem.

6. Lei da Unificação

Quando há pregnância, unidade, proximidade e semelhança entre objetos de um mesma grupo, podemos afirmar que há uma unificação perfeita. Um ótimo exemplo dessas leis são as mandalas.

7. Lei da Continuidade

Os objetos da nossa realidade tendem a ter uma harmonia do começo ao fim, o que é prazeroso para a nossa visão. Um exemplo disso seria uma imagem com cores em degradê.

8. Lei do Fechamento

Esse princípio afirma que o nosso cérebro precisa concluir formas que vemos inacabadas ou abertas. Nós conseguimos prever toda a estrutura pelo o que recebemos.


Técnicas utilizadas na gestalt-terapia

Você sabia que a gestalt-terapia utiliza algumas das ideias da Psicanálise para entender a mente humana? Pois é! Mas elas foram usadas em contextos bem diferentes da psicanálise que era praticada na época do início da Gestalt.

A psicologia da Gestalt é uma “terapia de contato”, devido a essa conexão do paciente com o seu interior, procurando perceber o que ele quer naquele momento.

Além disso, a função principal do terapeuta na sessão é prestar atenção nos detalhes da experiência que estão fugindo da atenção do paciente, e então mostrar esses detalhes à ele. Chamamos essa percepção de “awareness” e às vezes o paciente não mantém todos os detalhes em sua “awareness”. Por isso, o terapeuta o ajuda a notar todos os aspectos da experiência.

Na sessão de terapia, o importante será o conteúdo falado no momento, como o paciente quiser falar, e quando quiser falar. A terapia para a Gestalt é o próprio processo de “awareness” que falamos mais acima, o processo de ter consciência e se reconhecer. O papel do terapeuta, aqui, é o de encorajar para que o paciente seja o que é.

A Gestalt-terapia, no final das contas, é uma psicoterapia que une o diálogo e a fenomenologia. 

Quase nunca você vai ouvir um Gestalt-terapeuta te perguntar “Por quê?” Eles se baseiam muito mais no como e no o quê do que na causa e efeito das questões do paciente. As intervenções do Gestalt-terapeuta são sempre sobre o processo da situação. Assim, o cliente vai estar mais em contato com ele mesmo, como falamos acima.

Um dos princípios mais importantes da Gestalt é o respeito incondicional ao sofrimento humano. (...) Sem um terapeuta humanizado, nenhuma técnica funciona bem.

FONTE: https://www.blogger.com/blog/post/edit/3034414634056562020/5446126750545682508

quinta-feira, 25 de maio de 2023

O que é o funcionalismo na psicologia

 



A escola do funcionalismo é considerada a combinação da ciência, da preocupação pelo prático, da ênfase no indivíduo e da teoria da evolução. Ela tem seu início no final do século XIX.

O início formal do funcionalismo começou com a publicação do livro Princípios de Psicologia, de James. Essa escola é anterior ao estruturalismo de Titchener e evolui paralelamente a esta, no entanto, obtém muito mais seguidores e acaba por desbancá-la.

O funcionalismo considera a consciência das pessoas como uma corrente que muda constantemente. Ela tem as características de ser pessoal (reflete as experiências particulares de cada um) e contínua (não pode ser dividida para sua análise).

Os autores dessa corrente, pelo interesse particular que têm em conhecer a razão dos processos mentais, começam a se preocupar com a motivação. Ou seja, se preocupam em conhecer aquilo que nos leva a agir para satisfazer nossas necessidades.

Características do funcionalismo em psicologia

A psicologia funcionalista possuía diversos temas de interesse:

  • Se opôs ao que considerava a busca inútil de elementos da consciência.
  • Pretendem conhecer a função da mente em vez de proporcionar uma descrição estática dela. Consideram que os processos mentais têm como função ajudar o organismo a se adaptar ao ambiente.
  • Consideram a psicologia uma ciência prática e procuram aplicar suas descobertas na melhoria da vida.
  • Tem grande interesse na razão dos processos mentais. Pretendem conhecer como a vontade de um organismo age de maneira diferente no mesmo ambiente à medida que as necessidades do indivíduo mudam.
  • Consideram a introspecção como uma das muitas ferramentas válidas de pesquisa.
  • Valorizam as diferenças individuais: estão mais interessados no que diferencia os organismos do que no que eles têm em comum.
  • Todos os funcionalistas são influenciados, em maior ou menor grau, por James, que por sua vez foi influenciado pela teoria da evolução de Darwin.

Teoria do funcionalismo na psicologia: princípios


Para os funcionalistas, as suposições relativas à mente derivavam da teoria da evolução e seu objetivo era conhecer o funcionamento da mente e do comportamento na tentativa de ajudar o organismo a se adaptar ao ambiente. Para isso, as ferramentas de pesquisa incluíram tudo que possuía um valor informativo, inclusive a introspecção, o estudo do comportamento animal e o estudo das doenças mentais.

O criador dessa corrente considerava que se uma ideia funcionava, era válida. Ou seja, afirmava que o único critério que deveria ser empregado para julgar uma ideia era a utilidade da mesma. James indicou que, ao empregar o método científico na psicologia, era completamente necessário supor que todo comportamento dos homens estava determinado.

Esse pensamento é conhecido como pragmatismo, onde qualquer crença, comportamento ou pensamento deve ser julgado por suas consequências. Através desse pensamento, delimitou dois tipos diferentes de mentalidades:

  1. Mentalidade terna: caracterizada por serem pessoas otimistas, religiosas e dogmáticas.
  2. Mentalidade difícil: pessoas empiristas, ateus e pessimistas.

No entanto, para ele, o pragmatismo consistia no comprometimento de ambas as mentalidades, em aceitar o melhor de ambas e usá-las da melhor maneira possível, de acordo com as circunstâncias que se apresentam.

O funcionalismo tinha a ideia central de que grande parte do comportamento, tanto animal como a humana, estava governada pelo instinto. E por isso foi proposta a teoria da emoção de James-Lange, uma das principais teorias da emoção, a qual alterava a tradicional afirmação de que a emoção era o resultado da percepção.

Para os autores dessa corrente, primeiro ocorre a percepção de um evento, o que resultará em uma reação corporal e, finalmente, a emoção será experimentada. Em termos de exemplo: se vemos um urso, para James, o processo que realizamos é: primeiro notamos a presença do urso o urso, depois corremos e, finalmente, ficamos assustados.

Essa teoria foi posteriormente criticada pelos behavioristas porque não estava baseada em experimentos controlados, portanto, suas teorias tinham pouco poder preditivo.

Autores do funcionalismo na psicologia

Os principais representantes dessa corrente psicológica são:

  1. William James: considerado como o precursor da psicologia do funcionalismo. Além disso, também foi o promotor do pragmatismo aplicado na psicologia.
  2. Harvey A. Carr: promotor do funcionalismo como uma escola do pensamento na psicologia estadunidense.
  3. James Rowland Angell: foi um dos principais expoentes da psicologia funcional.
  4. John Dewey: sua base funcionalista residia em sua queixa em relação às rígidas distinções que eram usadas para fazer entre sensações, pensamento e atos. Para ele, existia uma diferença entre estímulo e resposta, no entanto, essa deveria ser funcional e não existencial.
Bibliografia:
  1. Cervantes, R. (2016). Aportaciones a la psicología funcionalista. Universidad Vizcaya.
  2. Gonzalez, J. (2015). Historia de la Psicología. Universidad Jaume I.Sos, R. (2015). Historia de la Psicología. Universidad Jaume I.
  • FONTE: https://br.psicologia-online.com/o-que-e-o-funcionalismo-em-psicologia-caracteristicas-teoria-e-autores-357.html



sexta-feira, 12 de maio de 2023

DIFERENÇA entre a PSICANÁLISE, PSICOLOGIA e a PSIQUIATRIA




PSICANÁLISE é um campo CLINICO e de INVESTIGAÇÃO TEÓRICA da PSIQUE HUMANA independente da PSICOLOGIA, que tem origem na Medicina desenvolvido por SIGMUND FREUD, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.

Ele propôs este MÉTODO para a compreensão e ANÁLISE do HOMEM, COMPREENDIDO enquanto sujeito do INCONSCIENTE, abrangendo 3 áreas: 1 - Um método de investigação do PSIQUISMO e seu funcionamento; 2 - Um sistema TEÓRICO sobre a vivência e o comportamento humano; 3 - Um método de tratamento caracterizado pela aplicação da técnica da Associação Livre. _______________________________________________________ A originalidade do conceito de INCONSCIENTE introduzido por Freud deve-se à proposição de uma REALIDADE PSÍQUICA, característica dos PROCESSOS INCONSCIENTES. Não é possível abordar o INCONSCIENTE diretamente. Só o conhecemos através de suas formações: ATOS FALHOS, SONHOS, CHISTES e sintomas diversos expressos no corpo. PSICANÁLISE refere-se à forma de ANÁLISE baseada nas teorias oriundas do trabalho de Freud é, assim, um termo + específico. _______________________________________________________ Essencialmente é uma TEORIA da PERSONALIDADE e um procedimento de PSICOTERAPIA; a PSICANÁLISE influenciou muitas outras CORRENTES de pensamento e disciplinas das CIÊNCIA HUMANAS, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ETICA, da MORALIDADE e da CULTURA HUMANA. A essa definição elaborada pelo próprio Freud pode ser acrescentada um tratamento possível das NEUROSES, da PSICOSE e PERVERSÃO, considerando o desenvolvimento dessa técnica. _______________________________________________________ Em linguagem comum, o termo "PSICANÁLISE" é mtas vezes usado como sinônimo de "PSICOTERAPIA" ou mesmo de "PSICOLOGIA". Em linguagem + própria, no entanto, PSICOLOGIA refere-se à ciência que estuda o COMPORTAMENTO e os PROCESSOS MENTAIS e a PSICOTERAPIA ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo. _______________________________________________________ No início, tinha apenas um único objetivo — o de compreender algo da natureza daquilo que era conhecido como doenças nervosas ‘funcionais’, com vistas a superar a impotência que até então caracterizara seu tratamento médico. _______________________________________________________ Em sua opinião, os neurologistas daquele período haviam sido instruídos a terem um elevado respeito por fatos químico-físicos e patológico-anatômicos e não sabiam o que fazer do FATOR PSÍQUICO e não podiam entendê-lo. Deixavam-no aos filósofos, aos místicos e — aos charlatães; e consideravam não científico ter qualquer coisa a ver com ele. _______________________________________________________ Por outro lado, analisando-se o contexto da época observa-se que sua proposição estabeleceu um diálogo crítico à proposições WILHELM WUNDT (1832 — 1920) da PSICOLOGIA com a ciência que tem como objeto a CONSCIÊNCIA entendida na perspectiva NEUROLÓGICA (da época) ou seja opondo-se aos estados de COMA ALIENAÇÃO MENTAL. _______________________________________________________ O modelo PSICANALÍTICO da MENTE considera que a atividade mental é baseada no papel central do INCONSCIENTE DINÂMICO. _______________________________________________________ O contato com a realidade teórica da PSICANÁLISE põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas. Mas isso deve ser entendido em um contexto histórico cultural e em relação às próprias características do MODELO PSICANALÍTICO da MENTE. _______________________________________________________ Ainda segundo o seu criador, a PSICANÁLISE cresceu num campo muitíssimo restrito. Após FREUD, muitos outros PSICANALISTAS contribuíram para o desenvolvimento e importância da psicanálise. Entre alguns, podemos citar MELANIE KLEIN, WINNICOTT, BION, ANDRE GREEN _______________________________________________________ No entanto, a principal virada da psicanálise, que conciliou ao mesmo tempo a inovação e a proposta de um "retorno a Freud" veio com o psicanalista francês JACQUES LACAN. _______________________________________________________ A partir daí outros importantes autores surgiram e convivem em nosso tempo, como: FRANÇOISE DOLTO SERGE ANDRÉ J-D NASIO JACQUES ALAIN MILLER DAVID ZIEMERMAN _______________________________________________________ AVANÇO DIS ESTUDOS: Uma das recentes tendências é a criação da NeuroPsicanálise segundo Soussumi, tendo como antecedentes a fundação do grupo de estudos de NEUROCIÊNCIA e PSICANÁLISE no Instituto de Psicanálise em 1994 com a participação de ARNOLD PFEFER, e o neurocientista da Universidade de Columbia como JAMES SCHWARTZ, que a partir de 1996, fica sobre a coordenação de MARK

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Qual é a diferença entre a psicologia social psicológica e a psicologia social sociológica?

 


Qual a diferença entre psicologia social psicológica e psicologia social sociológica?

psicologia social psicológica se limita a explicar as ações do indivíduo a partir dos estímulos que recebe do exterior (os seus sentimentos, comportamentos e pensamentos, por exemplo). Já a psicologia social sociológica estuda os fenômenos que surgem nos diferentes grupos a partir da interação das pessoas com estes.

O que é um psicólogo social?

Psicologia Social estuda a relação do indivíduo com a sociedade. Ela observa comportamentos (ou suas intenções), nos momentos em que estamos cercados de outras pessoas. Uma de suas principais ideologias é que nosso comportamento é diferente quando estamos sozinhos e quando estamos em comunidade.

Onde surgiu a psicologia social sociológica?

A tradição da psicologia social sociológica inicia-se na França com Tarde e Le Bon e foi institucionalizada nos Estados Unidos, consistindo no efetivo modelo de sociologia praticada em seus primeiros anos naquele país. Dessa tradição fazem parte a Escola de Chicago e o Interacionismo Simbólico.

Quais seriam as principais diferenças entre as ciências sociais e a psicologia?

Uma das principais diferenças entre psicologia social e sociologia é que a psicologia estuda o efeito do social sobre o indivíduo, enquanto a sociologia se concentra nos fenômenos coletivos em si mesmos.

Quais são as principais diferenças entre a psicologia social crítica e a psicologia social PSI de base Norte-americana?

Em Psicologia Social Crítica, Guareschi (2004) sustenta que o conceito-chave da Psicologia social seria o conceito de relação. Essa afirmação revela uma contraposição à psicologia social norteamericana, que busca valores universais que regiriam as interações humanas.

Quais são os principais conceitos da psicologia social?

Dessa perspectiva, os principais conceitos são: a percepção social; a comunicação; as atitudes; a mudança de atitudes; o processo de socialização; os grupos sociais e os papéis sociais.

Qual o trabalho do psicólogo social?

psicólogo social atua em penitenciárias, asilos e centros de atendimento a crianças e adolescentes. Além disso, ele é responsável por elaborar programas e pesquisas sobre a saúde mental da população em geral.

Qual é o objetivo de estudo da psicologia social?

[4] “A psicologia social é o estudo científico da interdependência, da interacção e da influência entre as pessoas. A interdependência reflecte o facto de que a maior parte das coisas que uma pessoa deseja não pode ser obtida sem a colaboração de outras pessoas.

Onde surgiu a psicologia social psicológica?

Nasce na segunda metade do Séc XIX, em alguns países da Europa, e um pouco mais tarde nos Estados Unidos e outros países. Para alguns, a Psicologia Social surgiu no ano de 1859, junto com a edição da revista “ Grande Enciclopédia Soviética”, de Steintahl e Lazarus.

Em que país surgiu a psicologia?

psicologia é uma ciência muito nova, com a maioria dos avanços acontecendo nos últimos 150 anos. No entanto, suas origens remontam à Grécia antiga, entre 400 e 500 anos a.C. A ênfase era filosófica, com grandes pensadores como Sócrates influenciando Platão, que por sua vez influenciaram Aristóteles.

Qual a diferença entre ciência social e ciência humana?

As ciências sociais estudam os mais variados aspectos da sociedade e a influência do comportamento humano em uma determinada sociedade. Já as ciências humanas, embora também estudem o ser humano, são mais voltadas aos seus aspectos individuais, como é o caso da psicologia.

Qual é a diferença entre ciências sociais e humanas?

Já as Ciências Sociais estudam os interesses e necessidades dos seres humanos na sociedade. Na prática, o seu foco é o todo, enquanto as Ciências Humanas dão atenção às partes.

O que propõe a nova psicologia social ou psicologia social crítica?

A proposta é a afirmação de uma Psicologia Social Crítica aberta para novos modos de ser e agir, preocupada com os projetos de vida individuais e com a dinâmica dos processos históricos-sociais. Palavras-chave: Teoria, Prática, Práxis, Psicologia social crítica, Emancipação.

O que significa psicologia social crítica?

Psicologia Social Crítica situa o saber psicológico em geral como uma forma de entender, guiar e regular a vida cotidiana, procurando compreender e explicitar quais são os meios pelos quais uma “cultura psicológica” (Parker & Burman, 2008) é difundida e instituída, sendo instalada para além do conhecimento acadêmico …

Fonte:

https://www.vivendobauru.com.br/qual-e-a-diferenca-entre-a-psicologia-social-psicologica-e-a-psicologia-social-sociologica/

A Psicologia Junguiana e o inconsciente coletivo

 

Carl Gustav Jung, psiquiatra que colaborou com Freud em diversos artigos de psicanálise. A teoria Junguiana de Inconsciente Coletivo consiste em uma transmissão de materiais através de ancestrais em nossa mais profunda psique. Vamos entender um pouco mais sobre isso!

Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo

Nós não dominamos tudo o que pensamos, o nosso eu não é capaz de fugir de alguns sentimentos ou pensamento que surgem de repente. Sendo assim, podemos dizer que o inconsciente é algo nosso que não temos conhecimento.

Na Psicologia Junguiana há a distinção de inconscientes, podendo ser ele pessoal ou coletivo.

O que é Inconsciente Pessoal

O Inconsciente Pessoal é a área em que estão nossas memórias esquecidas e nossos pensamentos reprimidos. Esse inconsciente foi estudado por Freud. Ele pode se manifestar em nossos sonhos ou até mesmo como sintomas psíquicos e físicos.

O que é Inconsciente Coletivo

Esse inconsciente ao contrário do pessoal,  não se trata só do que vivenciamos, e sim de tudo que a humanidade teve como experiência. E foi nesse estudo que ele começou a ter divergências com Freud, mas essa também foi sua maior contribuição na psicologia.

Essa teoria aponta que nós nascemos também com uma herança psicológica além da biológica. Ele compara a estrutura do corpo, dos órgãos e suas funções que se evoluem conforme os anos com a humanidade, com a existência também de uma evolução da mente, que traz traços de toda a história, afirmando que não seria possível um organismo todos se modificar e a mente nascer vazia. Assim, nosso corpo e mente são depósitos de histórias do passado.

Os arquétipos Junguianos são  canais de organização de todo o material psicológico que herdamos ao decorrer dos anos. Um dos pontos interessantes dos arquétipos, são as imagens primordiais. Elas são na maioria das vezes de conteúdo mitológico e abordam assuntos de culturas tão longínquas que temos certeza de nunca termos escutado, mas de alguma forma ela existe em sua mente e surgem de repente, geralmente em sonhos.

Jung reparou esse ponto em suas viagens experimentais pelo mundo, onde viu que as pessoas tinham sonhos com características de mitos e religiões que eles não conheciam, mas ao lembrar deles, eles poderiam os descrever detalhadamente, mesmo sem o conhecimento do que aquilo se tratava. Ou seja, algo lhe foi passado inconscientemente de décadas passadas e estava armazenado em sua mente, seu inconsciente.

Um exemplo do inconsciente coletivo é o que se entende por pai. O peso dessa palavra vai muito além do que o que se vivencia com o pai, progenitor. Esse arquétipo paterno é a imagem de todos os tipos de pais que nutrem sua mente, ele pode ter relação com a religião por exemplo, como Deus, ou o Sol e nem sempre estará ligado a algo bom, pode ser um pai severo, punidor, coisas que não fizeram parte da sua própria vivência mas você consegue atribuir a essa única palavra.

Esse material que você possui no inconsciente coletivo, ele não pode ser destruído, mesmo que a imagem passe a fazer parte de seu consciente, ele estará lá entrelaçado nessa área para continuar fazendo parte da cadeia evolutiva. Assim afirma Jung:

“OS CONTEÚDOS DE UM ARQUÉTIPO PODEM SER INTEGRADOS NA CONSCIÊNCIA, MAS ELES PRÓPRIOS NÃO TEM ESTA CAPACIDADE. PORTANTO, OS ARQUÉTIPOS NÃO PODEM SER DESTRUÍDOS ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO OU DA RECUSA EM ADMITIR A ENTRADA DE SEUS CONTEÚDOS NA CONSCIÊNCIA. ELES PERMANECEM UMA FONTE À CANALIZAÇÃO DAS ENERGIAS PSÍQUICAS DURANTE A VIDA INTEIRA E PRECISAM SER CONTINUAMENTE TRABALHADOS” (JUNG, 1951, P.20).

Os principais arquétipos da estrutura da personalidade segundo Jung:

A Persona: é a forma que nos apresentamos para a sociedade. Ela possui diversos aspectos negativos, ela pode esconder quem realmente você é por conta de esteriótipos. Mas por outro lado ela te protege de atitudes sociais externas que procuram de alguma forma te derrubar. Também é muito importante para a comunicação.

Anima e Animus: é um arquétipo do inconsciente da parte sexual, sendo Anima para os homens e Animus para as mulheres. Ele é o principal regulador de comportamento, ele filtra o que é feminino e masculino e alimenta seu animus ou anima assim definindo suas características pessoais.

Self: O self é o consciente e inconsciente se completando para formar uma totalidade.

“O SELF DESIGNA A PERSONALIDADE TOTAL. A PERSONALIDADE TOTAL DO HOMEM É INDESCRITÍVEL… PORQUE SEU INCONSCIENTE NÃO PODE SER DESCRITO.” (JUNG EM EVANS, 1964, P. 62).

Ego: ele é o arquétipo da personalidade, o centro de nossa consciência. Não é traços de inconsciência no ego, somente a consciência e aprendizado de tudo que foi vivido.

Sombra: é aquela voz que “escutamos” quando refletimos, ela é tudo o que a consciência descartou por não fazer parte de sua persona ou não se encaixar no que é sociavelmente aceitável.

inconsciente coletivo, fruto do estudo de Jung é uma explicação para conhecimentos que temos mas não sabemos explicar de onde eles foram extraídos, mas na verdade eles são provenientes de uma sabedoria coletiva que foi transmitido para nós através da evolução humana e estavam armazenados em nosso mais profundo eu, nos acompanhando desde nosso nascimento.

Fonte:

https://www.telavita.com.br/blog/psicologia-junguiana/


Psicologia das massas: Freud e o comportamento de multidões

 


por Sigmund Freud

“A massa é extraordinariamente influenciável e crédula, é acrítica, o improvável não existe para ela.

Pensa em imagens que evocam umas às outras associativamente, como no indivíduo em estado de livre devaneio, e que não têm sua coincidência com a realidade medida por uma instância razoável.

Escondidos no
anônimo: “um
germe de
antipatia se
 torna um ódio
 selvagem.”

Os sentimentos da massa são sempre muito simples e muito exaltados. Ela não conhece dúvida nem incerteza. Ela vai prontamente a extremos; a suspeita exteriorizada se transforma de imediato em certeza indiscutível, um germe de antipatia se torna um ódio selvagem.

Quem quiser influir sobre ela, não necessita medir logicamente os argumentos; deve pintar com imagens mais fortes, exagerar e sempre repetir a mesma fala. 

Como a massa não tem dúvidas quanto ao que é verdadeiro ou falso, e tem consciência da sua enorme força, ela é, ao mesmo tempo, intolerante e crente na autoridade.

Ela respeita a força, e deixa-se influenciar apenas moderadamente pela bondade, que para ela é uma espécie de fraqueza.

O que exige de seus heróis é fortaleza, até mesmo violência. Quer ser dominada e oprimida, quer temer os seus senhores. No fundo, inteiramente conservadora, tem profunda aversão a todos os progressos e inovações, e ilimitada reverência pela tradição”.

 

(trecho de “Psicologia das massas e análise do eu”, de Sigmund Freud, 1921).

Do cartunista Aroeira:




Fonte:
http://fepesp.org.br/artigo/psicologia-das-massas-freud-e-o-comportamento-de-multidoes/#:~:text=por%20Sigmund%20Freud,medida%20por%20uma%20inst%C3%A2ncia%20razo%C3%A1vel.


Teoria das representações sociais

 

A teoria das representações sociais foi elaborada por Serge Moscovici
com o intuito de explicar e compreender a realidade social,
considerando a dimensão histórico-crítica (OLIVEIRA, 2001).

O conceito de representação social

O conceito de Representação Social se estabelece no limite entre a psicologia e a sociologia, especialmente entre a psicologia e a sociologia do conhecimento.

Este teve início com Durkheim, com o conceito da teoria da Representação Coletiva, no qual procurava dar conta de fenômenos como religião, mitos, ciência, categorias de tempo e espaço em termos de conhecimento inerente à sociedade. Moscovici (1978), por sua vez, afasta-se da perspectiva sociológica de Durkheim quando considera as representações como algo compartilhado de modo heterogêneo pelos diferentes grupos sociais, assim retorna o conceito de Representação Social para a Psicologia Social.

Quem foi Serge Moscovici?

Serge Moscovici nasceu em 1928, é um psicólogo social. Atualmente, é diretor do Laboratoire Européen de Psychologie Sociale (Laboratório Europeu da Psicologia Social), que ele cofundou em 1975, em Paris. É também membro do European Academy of Sciences and Arts, da Légion d’honneur e do Russian Academy of Sciences.

Foi na obra La Psychanalyse, son image et son public, de 1961, que o autor mencionou pela primeira vez o conceito de Representação Social, desenvolvendo a partir deste uma psicossociologia do conhecimento.

Desta forma, o conhecimento é adquirido por meio da compreensão alcançada por indivíduos que pensam, porém, não sozinhos, pois a semelhança dos pronunciamentos feitos pelos indivíduos de um grupo demonstra que pensaram juntos sobre os mesmo assuntos.

As representações sociais na visão de Moscovici

Para Moscovici (1978), as Representações Sociais são entidades quase tangíveis. Elas circulam, cruzam-se e cristalizam-se incessantemente, por intermédio de uma fala, um gesto, um encontro em nosso universo cotidiano, constituindo, assim, uma modalidade de conhecimento particular que tem por função a elaboração de comportamentos e a comunicação entre os indivíduos.

A Representação Social produzida na construção do cotidiano de cada indivíduo, a teoria das Representações Sociais, tenta entender as lutas, batalhas, espaços, formas de comunicação desses indivíduos e o que eles produzem de saberes no e pelo cotidiano.

A representação social é algo que vai muito além de formulações de conceitos acerca de determinado fato, mas produções de comportamentos embasados em experiências sociais, de forma individual e coletiva; conjunto de conceitos construídos diante de um fenômeno social.

A teoria das Representações Sociais é uma teoria sobre a construção dos saberes sociais (JOVCHELOVITCH, DUVEEN, 2001), entretanto, é importante diferenciar saberes sociais de opiniões. Moscovici (1978, p. 46) descreve opinião como sendo algo pouco estável, incidindo sobre pontos particulares. São, portanto, características observadas mais individualmente pelo homem enquanto que representações sociais.

Ou seja, todos os aspectos que envolvem a vida de um sujeito, inclusive o momento histórico-cultural em que o sujeito está inserido são, de certa forma, formadores das Representações Sociais que este formulará a respeito dos fenômenos sociais que fazem parte do seu contexto

A representação de um objeto

Representar um objeto, para Moscovici (1978), é, ao mesmo tempo, conferir-lhe o status de um signo, é conhecê-lo, tornando-o significante, ou seja, tornar familiar o não familiar. Há duas formas de conhecimento que podem explicar os conceitos de familiar e não familiar, sendo estes o de Universo Reificado e o de Universo Consensual.

De acordo com Oliveira e Werba (2001), os Universos Reificados são mundos restritos, onde circulam as ciências, a objetividade ou as teorizações abstratas. Nestes, a sociedade é percebida como um sistema de diferentes papéis e classes, cujos membros são desiguais. Já os Universos Consensuais são as teorias do senso comum, onde se encontram as práticas do dia a dia e a produção de Representações Sociais.

Os formadores de opinião

Consensual a sociedade é vista como um grupo de pessoas que são iguais, cada uma com possibilidades de falar em nome do grupo. Este, de acordo com Moscovici (1981), estimula e dá forma à nossa consciência coletiva, explicando coisas e eventos de tal forma que sejam acessíveis a cada um do Universo Reificado das ciências e deve ser transferido ao Universo consensual do dia a dia para, assim, ser representado.

O processo de formadores de opinião

Existem dois processos formadores das Representações Sociais, sendo estes o processo de ancoragem e o processo de objetificação. Estes dois processos servem para familiarizar o desconhecido.

Além disso, ancorar também significa classificar e rotular, pois implica, muitas vezes, em um juízo de valor pois, ao ancorarmos, classificamos pessoas, ideias e objetos, situando-os dentro de uma categoria, procurando, assim, um lugar para encaixar o não familiar.

Oliveira e Werba (2001) citam como exemplo de ancoragem o problema da Aids que, quando surgiu, diante da dificuldade de entendê-la e classificá-la, foi ancorada pelo senso comum como uma “peste”, ou seja, a “peste gay”, a qual só aconteceria com estes. Esta foi a forma encontrada para encaixar, de alguma forma, o não familiar, dando conta da ameaça que a Aids trazia.

O segundo processo de formação das representações acontece com a objetificação, ou seja, uma transformação do abstrato em algo quase físico, traduzindo algo que existe no pensamento em algo que existe na natureza. Segundo Moscovici (1981, p. 64), “objetificar significa descobrir o aspecto icônico de uma ideia ou ser mal-definido, isto é, fazer equivaler o conceito com a imagem”.

Desta forma, procura-se, por meio da objetificação tornar concreta, visível uma realidade, aliando conceito com imagem, ou seja, a objetificação é a imagem que acompanha a ancoragem, que é conceito.

A teoria das representações sociais é um importante método de estudo, pois “[…] tem a capacidade de descrever, mostrar uma realidade, um fenômeno que existe, do qual muitas vezes não nos damos conta, mas que possui grande poder mobilizador e explicativo” (JACQUES, 2001, p. 31).

A Representação Social mostra-se como um conjunto de proposições, reações e avaliações que dizem respeito a determinados pontos, emitidas aqui e ali, no decurso de uma pesquisa de opinião ou de uma conversação pelo “coro” coletivo de que cada um faz parte, queira ou não.

Esse “coro” é a opinião pública, sendo que esta recebe seu significado a partir de uma situação multi-individual, em que os indivíduos se expressam, ou são chamados a se expressar, a favor ou contra alguma condição específica, alguma pessoa ou proposta de importância geral, em tal proporção de número, intensidade e constância, que isso dê origem à probabilidade de afetar, direta ou indiretamente, a ação em direção ao objeto referido, diferenciando-se, assim, das Representações Sociais, as quais têm a ver com as dimensões de construção e de mudança, ausentes na opinião pública (GUARESCHI, 1996).

O papel da opinião pública

Assim, a RS tem relação com a opinião pública. Porém, a Representação Social não é mera opinião, vai além dela, pois está relacionada à avaliação do objeto, aos sentimentos associados a ele e isso enquanto característica produzida e compartilhada por um grupo. Entretanto, as proposições, reações ou avaliações estão organizadas de maneira muito diversa segundo as classes, as culturas ou grupos, e constituem tantos universos de opinião quantas classes, culturas ou grupos existentes (MOSCOVICI, 1978).

Segundo o autor, estas proposições, reações e avaliações estão organizadas de acordo com a cultura e a formação social de cada grupo e, a partir disto, lança a ideia de que cada contexto social está dividido em três dimensões: a atitude, a informação e o campo de representações ou a imagem.

A informação é a organização dos conhecimentos que o grupo possui a respeito de determinado objeto social. Ou seja, dependendo do nível de conhecimento do grupo, as informações a respeito do objeto serão mais precisas, e sua representação pode diferir de um grupo com pouca, nenhuma informação, ou com informações diferentes (MOSCOVICI, 1978).

No que se refere ao campo de representações, Moscovici (1978) considera-o a imagem que o grupo social constrói do objeto, o modelo social referente aos aspectos da representação do objeto.

A atitude, segundo o autor, é a tomada de posição diante do objeto, ser favorável ou não, aceitar ou rejeitar, ou então ser intermediário, ou seja, o meio termo entre os dois extremos.

A importância da psicologia social

A psicologia social trabalha com as representações sociais no âmbito do seu campo, do seu objeto de estudo – a relação indivíduo-sociedade – e de um interesse pela cognição, embora não situado no paradigma clássico da psicologia: ela reflete sobre como os indivíduos, os grupos, os sujeitos sociais constroem seu conhecimento a partir da sua inscrição social, cultural, etc., por um lado e, por outro, como a sociedade se dá a conhecer e constrói esse conhecimento com os indivíduos. Logo, como interagem sujeitos e sociedade para organizar a realidade, como terminam por construí-la numa estreita parceria que passa pela comunicação (ARRUDA, 2007).


Fonte:

https://blog.portaleducacao.com.br/teoria-das-representacoes-sociais/

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