sábado, 17 de julho de 2021

O que é o ensino híbrido?

Ensino híbrido: o que é e como utilizar essa estratégia
No modelo híbrido, o professor pode explorar o potencial dos dois ambientes: as interações nas aulas presenciais e os recursos digitais no ensino remoto. Estúdio Kiwi | NOVA ESCOLA

A definição é do Clayton Christensen Institute, dos Estados Unidos, para ensino híbrido é: “um programa de Educação formal no qual um aluno aprende, pelo menos em parte, por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, lugar, modo e/ou ritmo do estudo, e pelo menos em parte em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência”. O modelo, portanto:


• Mescla estratégias de ensino off-line com estratégias digitais;
• Possibilita personalizar o ensino para atender melhor às necessidades de aprendizagem dos estudantes;
• Coloca o aluno como protagonista da sua aprendizagem;
• Transforma o papel do professor de transmissor para mediador do conhecimento

É preciso tomar cuidado para não confundir o ensino híbrido com outros modelos educacionais. “Temos escutado em alguns lugares a definição do ensino híbrido como sendo a transmissão online de aulas ao vivo, mas isso é a definição de aula síncrona transmitida ao vivo”, atenta Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional e co-autora do livro Ensino Híbrido: Personalização e tecnologia na Educação. “No híbrido, temos o que é para ser aprendido no presencial e o que é para ser aprendido no virtual e você conecta essas duas aprendizagens”. A sala de aula invertida, o laboratório rotacional e a rotação por estações são alguns exemplos de modelos híbridos.

(...) Os professores terão o desafio de pensar em estratégias que combinem atividades presenciais e não presenciais – característica que embasa o ensino híbrido.

Conheça abaixo os diferentes modelos de ensino híbrido:

MODELOS SUSTENTADOS



Sala de aula invertida

Consiste no envio prévio do material da aula para os alunos em casa, podendo este material ser um vídeo ou outro formato de conteúdo que explique o tema que será abordado em sala. “Assim, quando eles vão para o encontro com o professor, já vão munidos de muitas informações”, explica a professora Aline. Há uma inversão do que acontece, portanto, em sala e em casa: os alunos consumem a explicação do conteúdo sozinhos e usam o espaço coletivo escolar e a presença do professor para tirar fazer resolução de atividades e aplicações práticas do conhecimento e tirar dúvidas.

Laboratório rotacional

Neste modelo os alunos são divididos em dois grupos, um trabalha no laboratório com uma lista de atividades para realizar com apoio da tecnologia digital, enquanto o outro trabalha na sala de aula com o professor. Enquanto o primeiro grupo atua de forma autônoma, o professor pode fazer as intervenções mais diretas com a segunda metade da turma, trabalhando conceitos e solucionando dúvidas dos estudantes.

Rotação por estações

O modelo consiste em organizar a sala por grupos (estações de aprendizagem) para desenvolver atividades com objetivos de aprendizagens diferentes, mas complementares. Os alunos se revezam nas estações de aprendizagem, enquanto o professor atua como um mediador e intervém nos grupos que mais precisam de auxílio – o que personaliza o ensino e dá autonomia e protagonismo para os alunos construírem suas aprendizagens. 

DISRUPTIVOS

Rotação individual

Os percursos são voltados para as necessidades individuais dos estudantes. “É um modelo do ensino híbrido onde a personalização realmente acontece”, diz Aline. “O professor precisa estar atento às necessidades dos estudantes, planejando roteiros mais individualizados, para que as possíveis dificuldades sejam sanadas. Cabe ao professor propor as melhores situações de aprendizagem”. Isto não significa, no entanto, que o professor necessita propor um roteiro para cada aluno. “Significa que ele produzirá diferentes atividades, algumas para alunos com perfis e necessidades mais parecidas. Ele buscará os melhores recursos, online, por exemplo, para propor situações de aprendizagem para alguns alunos ou grupo”, detalha a educadora. O modelo pode se encaixar na realidade de muitas escolas que receberão alunos com variados níveis de aprendizagem.

Flex
É o mais usual nas escolas durante a pandemia. O aluno tem alguns roteiros que são entregues via plataforma digital, no qual realiza as atividades propostas em parte do tempo, com o professor por perto, como um tutor, e em outros momentos pode trabalhar em projetos com outros alunos ou fazer algo mais relacionado a uma atividade física. Aqui, é possível intercalar ações individuais e coletivas online.

À la carte
É muito comum no Ensino Médio em países em que a ideia do ensino personalizado é mais difundida, como nos Estados Unidos, segundo Lilian Bacich. No modelo, o estudante é responsável pela organização do seu estudo a partir de objetivos gerais de aprendizagem a atingir.  As disciplinas podem ser eletivas e combinar, por exemplo, com os itinerários formativos escolhidos pelos estudantes. Nesse modelo, pelo menos uma disciplina é ofertada online, além das tradicionais da escola, e pode ser realizada no momento e local mais adequado para o estudante. 

Virtual aprimorado
O aluno tem todas as disciplinas ofertadas online e vai para a escola uma ou duas vezes por semana para realizar projetos, debates e discutir o que foi estudado online. Além disso, o presencial é utilizado como acompanhamento de como estão caminhando as aprendizagens.

É preciso olhar para frente

Neste ano em que o mundo parou por conta de uma pandemia, diversas reflexões surgiram na Educação e, como todo período desafiador, deixará algumas lições. “Que a gente saia da pandemia olhando para a frente e não para trás”, diz Lilian Bacich. Como uma das lições, a especialista ressalta a importância de olhar para um modelo de ensino que ajude o estudante a desenvolver o protagonismo e a autonomia, e a realmente ser um sujeito do seu conhecimento. Para Fernando Trevisani, o ensino remoto também fortaleceu a importância da autonomia dos alunos com relação ao próprio aprendizado. “Mostrou que o papel e as ações de cada um deles é essencial para que construam conceitos e trilhem caminhos de aprendizagem mais independentes rumo a construção do conhecimento”.

Ensino Híbrido tem como foco a personalização, considerando que os recursos digitais são meios para que o estudante aprenda, em seu ritmo e tempo, que possa ter um papel protagonista e que, portanto, esteja no centro do processo. Para isso, as experiências desenhadas para o online além de oferecerem possibilidades de interação com os conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades, também oferecem evidências de aprendizagem. A partir dessas evidências, nos momentos em que os alunos estão face a face com o professor, presencialmente, em uma sala de aula física, é possível que o professor utilize as evidências coletadas para potencializar a aprendizagem de sua turma.

Atenção: 

De acordo com essa definição, portanto, aulas que acontecem no espaço físico da escola e são transmitidas ao vivo para quem está em casa (modelo HOT) NÃO se incluem na definição de ensino híbrido; aulas que acontecem no modelo remoto, com alunos e professores em suas casas, mesmo que combinando momentos síncronos e assíncronos, NÃO se incluem na definição de ensino híbrido; enriquecer aulas presenciais com um jogo online, ou com a apresentação de um powerpoint NÃO se incluem na definição de ensino híbrido. 

FONTES:

BACICH, Lilian. Ensino híbrido: esclarecendo o conceito. Inovação na educação. São Paulo, 13 de setembro de 2020.

Disponível em:

https://lilianbacich.com/2020/09/13/ensino-hibrido-esclarecendo-o-conceito/

domingo, 4 de julho de 2021

AS SETE LEIS HERMÉTICAS II (Hermes Trimegistro - 2.700 a.C.)





Fonte: http://vidaarteedireitonoticias.blogspot.com/2018/11/as-sete-leis-hermeticas-hermes.html

 




AS SETE LEIS HERMÉTICAS (2.700 a.C.)

As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion" que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção.

1 - A LEI DO MENTALISMO

"O Todo é Mente; o Universo é mental." (O Caibalion)

O universo funciona como um grande pensamento divino. 

É a mente de um Ser Superior que "pensa" e assim, tudo existe. É o Todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.
O Universo e toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que "pensa". Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.

2 - A LEI DA CORRESPONDÊNCIA

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"  (O Caibalion)

Essa lei  nos lembra que vivemos em mais que um mundo.

Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e sem tempo.
A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.
O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.
Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos. Na menor partícula existe toda a informação do Universo.

3 - A LEI DA VIBRAÇÃO

"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".

No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia.
Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo está em movimento.
A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo.

4 - A LEI DA POLARIDADE

"Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. 

O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados"
(O Caibalion)

A polaridade revela a dualidade, os opostos representam a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, tudo é dual, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza.
O pólo positivo (+) e o negativo (-) da corrente elétrica são uma mera convenção. Energia negativa (-) é tão "boa" ou "má" quanto energia positiva (+).
Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

5 - A LEI DO RITMO

"Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".

Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão de energia cinética para potencial e da energia potencial para energia cinética. Os opostos se movem em círculos.
É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez em um sentido inverso.
Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. As coisas avançam e recuam, sobem e descem. Mas também giram em círculos e em espirais ascendentes e descendentes.

6 - A LEI DO GÊNERO

"O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação".

Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.
Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de "ying" e de "yang". Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.
É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio animas - animus de Carl Jung ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico. Nenhum ser humano é 100% masculino ou 100% feminino.

7 - A LEI DE CAUSA E EFEITO

"Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei".

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.
Para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.
Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.
No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma.


FONTE: http://vidaarteedireitonoticias.blogspot.com/2018/11/as-sete-leis-hermeticas-hermes.html



segunda-feira, 9 de novembro de 2020

ELÉTRON

 

Modelo que mostra o movimento do elétron no átomo. (Foto: Pixabay)

Partícula subatômica encontrada no átomo

elétron é uma das menores substâncias conhecidas, considerada uma partícula subatômica. Ele contém carga negativa e é considerada uma partícula fundamental, ou essencial, à vida. Seu nome vem do grego "élektron", que significa "âmbar", por causa dos primeiros registros sobre o magnetismo.


Esses registros foram feitos pelos gregos, que utilizavam o âmbar como peça de decoração. O âmbar é uma substância liberada por alguns vegetais, e que, ao secar, formavam um material fossilizado. Ao ser friccionado com alguns tecidos, como a lã ou a seda, o âmbar causava o efeito de magnetismo.


O elétron pode ser encontrado nos átomos na área chamada eletrosfera. Nela, o elétron faz movimentos circulares, conhecido como camadas eletrônicas.




O elétron faz parte do grupo de léptons, que, no padrão da física, reúne algumas das menores substâncias que existem. Ele faz parte do primeiro grupo dos léptons, o chamado grupo das partículas fundamentais. Os seus estudos podem ser vistos na química e na física nuclear.

Quando se fala em partículas subatômicas, logo nos vêm à mente os prótons, os nêutrons e os elétrons. No entanto, atualmente, sabe-se que essas não são as únicas partículas que compõem a estrutura de um átomo. Na verdade, ele é formado por inúmeras outras partículas que foram divididas em três classes: os léptons, os quarks e os bósons.

Modelo padrão de partículas elementaresNesse artigo, consideraremos quais são as partículas subatômicas que se enquadram entre os léptons, que são as que estão em verde na imagem acima. 


A palavra “léptons” vem do grego “leve”, pois são as partículas subatômicas que não sofrem influência da força nuclear forte que mantém os prótons e os nêutrons unidos, participam somente das interações eletromagnéticas e fracas. Essas partículas não ficam no núcleo do átomo e podem viajar por conta própria.

Em física nuclear e física de partículas, um lépton ou leptão (grego para "leve", em oposição aos hádrons, que são "pesados") é uma partícula subatômica que não interage fortemente. Os léptons são férmions de spin 1/2. Um lépton pode ser um elétron, um múon, um tau ou um dos seus respectivos neutrinos.

Até o momento são conhecidos seis léptons, sendo que o mais famoso é o elétron (e-). Outros dois léptons menos conhecidos e que também possuem carga negativa (-1), como o elétron, são o tau (τ-) e o muon (μ-). As outras três partículas são o neutrino do elétron (νe), o neutrino do tau (ντ) e o neutrino do muon (νμ).


Esses neutrinos não possuem carga elétrica, daí a origem do seu nome, que foi sugerido por Enrico Fermi, que significa “partículas eletricamente neutras”, como o nêutron, mas com a diferença de serem mais leves. O sufixo “ino” significa “piccolo neutron”, ou seja, um pequeno nêutron. Eles possuem massa muito pequena, mas não nula.

O neutrino foi descoberto em 1956, apesar de sua existência ter sido proposta em 1930, por Wolfgang Pauli. Os neutrinos são capazes de atravessar inúmeros objetos, incluindo nosso corpo e até planetas inteiros sem interagir com nenhuma partícula.

Entre os neutrinos citados, os do elétron são os que estão mais presentes em nosso cotidiano, pois eles vêm do sol, atravessando a atmosfera. Além disso, cerca de 600 trilhões de neutrinos atravessam o nosso corpo a cada segundo. Devido a essa capacidade, eles são chamados de “partículas-fantasma”.

Os neutrinos estão associados às reações nucleares, como a fusão e a fissão de elementos e partículas. O momento em que mais neutrinos são produzidos é quando as estrelas morrem, em explosões de supernovas. Esses neutrinos carregam a maior parte da energia gerada na explosão e viajam pelo espaço numa velocidade próxima à da luz.

Podemos agrupar os seis léptons em três pares relacionados com as suas interações fracas: o elétron (e-) e seu neutrino associado (νe), o muon (μ) e seu neutrino μ) e o tau (τ) e seu neutrino τ):

Léptons agrupados segundo interações fracas

Os léptons são considerados partículas elementares da matéria, pois até o momento eles não podem ser divididos em partículas menores. Pelo menos é o que se sabe até as dimensões mais extremas exploradas atualmente, que são cerca de 10-18 metros.

Cada um dos seis léptons citados possui uma antipartícula, que são partículas com as mesmas características, porém de sinal contrário. A antipartícula do elétron é o pósitron (e-), que foi prevista em 1928 pelo físico inglês Paul Dirac (1902-1984) e descoberta em 1932 pelo físico norte-americano Carl David Anderson (1905-1991). Devido a essa descoberta, ele recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1936.

O muon e o tau também possuem antipartículas, que são, respectivamente, o antimuon (μ+e o antitau (τ+). Os neutrinos são exatamente iguais às suas antipartículas, porque não possuem carga elétrica. Para diferenciá-los na representação, basta colocar um traço em cima do símbolo, quando estiver se referindo à antipartícula.

Um aspecto interessante sobre os léptons é que eles podem decair e transmutar-se em outros léptons. O muon e o tau são instáveis, e este último se desintegra espontaneamente em partículas que apresentam uma estrutura, isto é, uma partícula sem estrutura pode gerar uma partícula com estrutura, ou uma partícula elementar pode gerar uma partícula não elementar.

 
clímax da produção de neutrinos (tipos de léptons) ocorre quando as estrelas morrem, 
como na explosão da supernova acima

Modelo que mostra o movimento do elétron no átomo. 
(Foto: Pixabay)



Vale ressaltar que os elétrons não possuem componentes conhecidos. Eles fazem parte de fenômenos físicos como a eletricidade e a condutividade elétrica. Além disso, estão presentes em processos tecnológicos, como a soldagem, a eletrônica, a radioterapia, os detectores de radiação ionizante e outros.




Descoberta do elétron


Hoje se sabe muita coisa sobre o elétron, desde a sua massa até a posição onde se encontra, sem contar com muitas das áreas onde pode ser aproveitado. Porém, a descoberta dessas partículas não aconteceu do dia para a noite, e foi uma sucessão de descobertas e experimentos de vários estudiosos. 

As primeiras descobertas

Tudo começou com os gregos, que perceberam que o âmbar, usado como peça de decoração, quando friccionado com alguns tecidos, criava um magnetismo. Em 1600, o cientista inglês William Gilbert publicou um estudo, onde se refere a essa atração após a fricção como "electricus", termo em neolatim. 

Mais tarde, Charles François du Fay e Francis Hauksbee descobriram outro objeto que, friccionado, gerava magnetismo: o vidro. Então, passaram a acreditar que objetos vítreos e resinosos tinham essa função. A teoria foi contestada por Benjamin Franklin dez anos depois. 

Para esse inventor, o magnetismo não dependia da substância que era friccionada, e sim da pressão que era feita sobre eles. Ele observou que os objetos tinham cargas diferentes, a qual chamou de positiva e negativa. Porém, para ele, o magnetismo pertencia ao material de carga positiva. 

Mais tarde, já sendo conhecida a existência do átomo, Richard Laming acreditava que essa substância era composta por um núcleo e por partículas subatômicas ao seu redor. Vários outros estudos de profissionais foram abrindo caminho para a descoberta do elétron.

A descoberta da partícula

Em seus estudos sobre condutividade elétrica, Johann Wilhelm Hittorf percebeu um brilho que era emitido do cátodo. Esse brilho aumentava a medida que a pressão dos gases diminuía. Eugen Goldstein demonstrou, mais tarde, que esses raios produziam uma sombra, as quais ele chamou de raios catódicos. 

Foi William Crookes que desenvolveu uma espécie de tubo com vácuo no interior, que possibilitou enxergar esses raios catódicos. Esse experimento demonstrou a forma como os raios eram carregados negativamente.

Em 1879 Crookes propôs que esses raios eram um novo estado físico da matéria, o que ele chamou de Matéria Radiante. Entretanto, essa teoria foi derrubada por J. J. Thomson, que descobriu que as origens dos raios eram na verdade pequenas partículas, ou seja, o elétron.

 O elétron nos aceleradores de partículas


Com os estudos sobre os elétrons, sabendo-se que a partícula era subatômica, seu uso foi incluído aos estudos dos aceleradores de partículas. Ainda no início do desenvolvimento dessa tecnologia, na metade do século XX. 

Em 1942 aconteceu a primeira tentativa com sucesso do uso de elétrons com indução eletromagnética. O responsável foi Donald Kerst, que usou o betraton, uma espécie de acelerador de partículas. O aparelho alcançou energia de 2,3 MeV, e o subsequente chegou a 300 MeV.

Os estudos avançaram com a radiação sincrotron, um tipo de radiação que se move a velocidade quase igual a da luz, descoberta pela General Eletric em 1947. O primeiro colisor de partículas foi o ADONE, criado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear, na Itália, em 1968. Ele possuía um raio de energia de 1,5 GeV.

Foi o ADONE que conseguiu acelerar o elétron e o pósitron em direções opostas, conseguindo dobrar a energia dessa colisão. Mais tarde, o Grande Colisor de Elétrons e Pósitrons, que pertencia à Organização Europeia Para a Pesquisa Nuclear (CERN), conseguiu alcançar colisões energéticas de 209 GeV, fazendo importantes inovações para a física de partículas.

Artigos Relacionados

Nos estudos químicos, a fórmula molecular é aquela que aponta o número exato de átomos contidos na molécula de certa substância.

A fórmula estrutural é uma representação gráfica de como os átomos estão organizados em moléculas que são formadas por ligações covalentes.

Forças intermoleculares ou forças de Van der Waals são as interações, por atração ou repulsão, que ocorrem nas moléculas de uma substância.

FONTES:
1.  https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/quimica/eletron
2.  https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/os-leptons.htm



quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Big Bang - A Teoria do Big Bang

 

Segundo a Teoria do Big Bang, 
o universo teria surgido de uma grande explosão cósmica, 
que criou o espaço e o tempo.

Há muito tempo o homem questiona a origem do Universo e do planeta Terra. Atualmente temos duas vertentes que tentam explicar essa origem: o criacionismo (explicação religiosa) e o evolucionismo (explicação científica). O Big Bang é uma teoria evolucionista desenvolvida a partir do século XX.

O último século marcou a humanidade em razão da difusão do conhecimento e da informação, sem contar as inúmeras inovações tecnológicas que aconteceram nesse período. Nesse período muitas teorias e hipóteses puderam ser comprovadas com auxílio de tecnologias e intercâmbios científicos.

No campo astronômico surgiram importantes instrumentos e equipamentos, como os telescópios de alta precisão, que contribuem diretamente no desvendar dos mistérios e enigmas que esse complexo universo “esconde”.

Quanto à origem do Universo, são muitas as teorias que buscam explicar a sua criação, porém, a mais aceita pela classe científica e acadêmica é a do Big Bang.
A teoria do Big Bang foi divulgada no início do século XX, após ter sido formulada por astrônomos e físicos. Essa classe científica acredita que a formação do Universo se deu a partir de gigantescas explosões que teriam acontecido há pelo menos 15 bilhões de anos.

Segundo tais cientistas, o Universo - antes da suposta explosão - se encontrava aglomerado em uma espécie de esfera densa e quente, além disso, tinha uma composição a partir de hélio e hidrogênio. Entretanto, eles não conseguem explicar o que teria motivado a explosão da esfera e sua intensidade, sabem que a partir do evento foram lançados materiais por todos os rumos.

A teoria do Big Bang afirma que após a explosão e a acomodação das diferentes matérias, essas se aglomeraram formando as galáxias do Universo.
Com base nessa teoria esse processo ainda continua, ou seja, o Universo ainda está em constante expansão.


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Segundo a teoria do Big Bang, 
o Universo teria se formado a partir de uma grande explosão

por: Eduardo de Freitas

FONTE: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-big-bang.htm

A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...