terça-feira, 16 de abril de 2019

Psicologia Cliníca e Comportamental Aula 01 0PcCFd3F7a7U beta

Sociedade Mecanicista e Organicista


Durante a história mundial dois pontos foram discutidos e são colocados em pauta até hoje , são eles: o mecaniscismo e o orgânicismo.
Mecanicismo: prioriza o indivíduo em relação à sociedade . Seu grande objetivo é vedar o arbítrio do Estado e dar garantias individuais.
Organicismo: prioriza à sociedade em detrimento do indivíduo. Seu objetivo é garantir o bem comum.
No atual sistema brasileiro é percebido uma mescla dessas 2 correntes, o que é plausível , pois  um acaba freiando o outro e assim as garantias tanto socias , quanto individuais são garantidas.



Charles Baudelaire

Poeta-crítico da modernidade, as reflexões estéticas de Baudelaire
abrangeram a música,
a literatura e as artes plásticas.

“Eu sou bela, ó mortais! como um sonho de pedra,
E meu seio, onde todos vem buscar a dor,
É feito para ao poeta inspirar esse amor
Mudo e eterno que no ermo da matéria medra”.
(Trecho retirado do poema “A Beleza”)





Nascido em Paris no dia nove de abril de 1821, Charles-Pierre Baudelaire foi um poeta e teórico das artes em geral. Na opinião de especialistas e críticos de arte, foi o criador da tradição moderna na poesia junto a Walt Whitman. A influência de sua obra teórica ultrapassou sua existência, Baudelaire chegou a ser citado por artistas do século XIX e XX.
Aos seis anos, perdeu seu pai, que foi substituído pelo general Aupick, segundo marido de sua mãe. Baudelaire odiava Aupick e sua infância foi atormentada por diversas brigas com o padrasto. Devido ao mal estar familiar, Baudelaire abandona os estudos em Lyon e vai para a Índia. Regressa em 1848, ano em que participa da série de revoluções na Europa central e oriental que acabaram eclodindo em função de regimes governamentais autocráticos.

Depois disso, dissipa-se de seus bens e cai de cara na boemia e na jogatina de Paris. Perdido pelas ruas parisienses, acaba conhecendo uma infinidade de artistas que o influenciaram: Mme. Sabatier, Marie Daubrun. sua musa, a atriz Jeanne Duval, entre outras personalidades. Quebrado e cheio de dívidas, Baudelaire foi submetido a um conselho familiar e foi decidido que seu tutor, Ancelle, controlaria seus gastos.
Em 1857 um episódio marcaria sua vida. Assim que publicou a obra “As Flores do Mal” (Les Fleurs du Mal), o título mais consagrado de sua carreira, tomou um processo do tribunal de Sena. A alegação era de que Baudelaire era um subversivo e atentava contra os bons costumes e à moral. O poeta foi obrigado a retirar seis poemas originais. Apesar disso, teve seu trabalho publicado sem cortes em 1911, após a sua morte.

Passou os dias derradeiros de sua vida atormentado por doenças nervosas. Acabou morrendo em Paris, sua cidade natal, no dia 31 de agosto de 1867. Foi vítima de uma paralisia geral e deu seu último suspiro nos braços de sua mãe.

Entre as principais obras de Baudelaire, destacam-se Flores do Mal, Paraísos Artificiais (lançadas no Brasil), La Fanfarlo, Morale du joujou, Réflexions sur quelques-uns de mes contemporains e Journaux intimes.

Fontes:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/charles-baudelaire/index.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire
http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/baudelaire.htm
http://fr.wikipedia.org/wiki/Baudelaire

Por Felipe Araújo
https://www.infoescola.com/biografias/charles-baudelaire/










Stendhal

Marie Henri Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 – Paris, 23 de março de 1842) notabilizou-se como romancista e crítico. Seu estilo, ao contrário do excesso de ornamentos, valorizava o perfil psicológico dos personagens, a interpretação de seus atos, sentimentos e paixões. Seus romances mais conhecidos são: Do amor (1822), O vermelho e o negro (1831) e A cartuxa de Parma (1839), obras de notável análise psicológica, escritas todas elas com uma precisão e uma nudez simultaneamente naturais e intencionais. As duas últimas podem ser chamadas de novelas de aprendizagem, e compartilham de rasgos românticos e realistas; nelas aparece um novo tipo de herói, tipicamente moderno, caracterizado por seu isolamento da sociedade e seu confronto com suas convenções e ideais, no que muito possivelmente se reflete em parte a personalidade do próprio Stendhal.

Como crítico, escreveu: História da pintura na Itália (1817); Roma, Nápoles e Florença (1817) e as vidas de Mozart, Napoleão, Rossini, entre outros. Stendhal seguiu a princípio a carreira comercial e empreendeu em 1814 uma viagem de estudo pela Itália. Dândi afamado, freqüentava os salões de maneira assídua, enquanto sobrevivia com os redimentos obtidos com suas colaborações em algumas revistas literárias. Em 1821 foi expulso de Milão, suspeito de estar filiado a um clube de carbonários. Regressando a Paris, onde seu nome era, então, já citado com respeito, aí permaneceu até que foi nomeado cônsul em Trieste e depois em Civita Vechia, posto que ocupava quando faleceu em decorrência de um ataque de apoplexia.

Victor Hugo

Victor-Marie Hugo (26/02/1802, Besançon, França - 22/05/1885, Paris, França) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, estadista e ativista pelos direitos humanos de grande atuação política. Filho de um general do Primeiro Império Francês, passou sua infância em Paris. Muito jovem, compôs numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa.

Retrato de Victor Hugo.
Foto: Stocksnapper / Shutterstock.com
A partir de 1822, integrou-se ao romantismo e em breve se transformou no porta-voz desse movimento. No prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell (1827), Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo, que se converteu no manifesto do romantismo. A censura recaiu sobre sua segunda peça teatral, Marion do Lorme (1829), porque a obra era considerada muito liberal. Hugo se ressarciu da censura em 25 de fevereiro de 1830, quando sua peça teatral em verso, Hernani, teve uma tumultuosa estréia que assegurou o êxito do romantismo. Hernani foi adaptada pelo compositor italiano Giuseppe Verdi, e deu como resultado sua ópera, Ernani (1844).

O período entre 1829 e 1843 foi o mais produtivo de sua carreira. Escreveu vários volumes de poesia lírica, muito bem recebidas. Nos seus escritos reserva lugar preponderante aos estados de alma. Demonstra uma forte tendência ao estranho, ao maravilhoso, ao exótico e ao pitoresco.
Criado no espírito da monarquia, o escritor acabou se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária. Eleito deputado da Segunda República, em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, mas se exilou após o golpe de estado que este deu em dezembro de 1851, tornando-se imperador. Hugo condenou-o vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un Crime".
Em oposição a Napoleão III, viveu em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas, redigindo ferozes panfletos contra o regime imperial. Também escreveu grandes "painéis" novelescos e poéticos, em particular A Lenda dos Séculos (1859-1883). Esta obra épica evoca a história do mundo e mistura constantemente a lenda com a realidade. Escreve alguns romances,entre eles Os Miseráveis (1862).

Quando explode a guerra de 1870 e o Império se desmorona em 1870, Hugo retorna à França e retoma sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembléia Nacional, e mais tarde para o Senado. Não aderiu à Comuna de Paris, mas defendeu a anistia aos seus integrantes. Quando morre, em 1885, a República lhe presta homenagens fúnebres nacionais. Com ele desaparece um dos grandes gênios da língua francesa. Victor Hugo despertou imenso entusiasmo e fervor popular e deixou sua marca na literatura de todo o século XIX, e ainda em boa parte do século XX.

Bibliografia:

Victor Hugo. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/victor-hugo.jhtm>. Acesso em: 21 mai. 2012.

Victor Hugo (1802 - 1885). Disponível em: <http://victorhugo200anos.vilabol.uol.com.br/victor_hugo.htm>. Acesso em: 21 mai. 2012.

Victor Hugo (Victor Marie Hugo): 1802 - 1885. Disponível em: <http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_VictorHugo.htm>. Acesso em: 21 mai. 2012.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

PSICOLOGIA DA BOA FORMA OU GESTALT

Gestalt (“forma”, em alemão) refere-se a um processo de dar forma, de configurar “o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar”: a palavra gestalt tem o significado de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos.” ” A amplificação da percepção ou dos gestos não é “leitura do corpo”.

A psicologia se consolidou, ao longo do século XIX, como uma vertente filosófica; neste período ela estudava tão somente o comportamento, as emoções e a percepção. Vigorava então o atomismo – buscava-se compreender o todo através do conhecimento das partes, sendo possível perceber uma imagem apenas por meio dos seus elementos. Em oposição a esse processo, nasceu a Gestalt – termo alemão intraduzível, com um sentido aproximado de figura, forma, aparência.

Por volta de 1870, alguns estudiosos alemães começaram a pesquisar a percepção humana, principalmente a visão. Para alcançar este fim, eles se valiam especialmente de obras de arte, ao tentar compreender como se atingia certos efeitos pictóricos. Estas pesquisas deram origem à Psicologia da Gestalt ou Psicologia da Boa Forma. Seus mais famosos praticantes foram Kurt Koffka, Wolfgang Köhler e Max Werteimer, que desenvolveram as Leis da Gestalt, válidas até os nossos dias. Com seu desenvolvimento teórico, a Gestalt ampliou seu leque de atuação e transformou-se em uma sólida linha filosófica.

Esta doutrina traz em si a concepção de que não se pode conhecer o todo através das partes, e sim as partes por meio do conjunto. Este tem suas próprias leis, que coordenam seus elementos. Só assim o cérebro percebe, interpreta e incorpora uma imagem ou uma idéia. Segundo o psicólogo austríaco Christian von Ehrenfels, que em 1890 lançou as sementes das futuras pesquisas sobre a Psicologia da Gestalt, há duas características da forma – as sensíveis, inerentes ao objeto, e a formais, que incluem as nossas impressões sobre a matéria, que se impregna de nossos ideais e de nossas visões de mundo. A união destas sensações gera a percepção. É muito importante nesta teoria a idéia de que o conjunto é mais que a soma dos seus elementos; assim deve-se imaginar que um terceiro fator é gerado nesta síntese.

Leis da Gestalt

Observando-se o comportamento espontâneo do cérebro durante o processo de percepção, chegou-se á elaboração de leis que regem esta faculdade de conhecer os objetos. Estas normas podem ser resumidas como:

  • Semelhança: Objetos semelhantes tendem a permanecer juntos, seja nas cores, nas texturas ou nas impressões de massa destes elementos. Esta característica pode ser usada como fator de harmonia ou de desarmonia visual.

  • Proximidade: Partes mais próximas umas das outras,em um certo local, inclinam-se a ser vistas como um grupo.

  • Boa Continuidade: Alinhamento harmônico das formas.

  • Pregnância: Este é o postulado da simplicidade natural da percepção, para melhor assimilação da imagem. É praticamente a lei mais importante.

  • Clausura: A boa forma encerra-se sobre si mesma, compondo uma figura que tem limites bem marcados.

  • Experiência Fechada: Esta lei está relacionada ao atomismo, pensamento anterior ao Gestalt. Se conhecermos anteriormente determinada forma, com certeza a compreenderemos melhor, por meio de associações do aqui e agora com uma vivência anterior.

A Terapia Gestalt


A Gestalt Terapia surgiu pelas mãos do médico alemão Fritz Perls (1893-1970), que tinha grande interesse pela neurologia e posteriormente pela psiquiatria. Por este caminho tornou-se um psicanalista. Ao elaborar novas idéias psicanalíticas, chegou a ser expulso da Sociedade de Psicanálise. Depois de um encontro com Freud, rompeu definitivamente com este campo de pesquisas. Em 1946, Fritz imigrou para a América, instalando-se definitivamente em Nova York, onde conheceu seu grande colaborador, Paul Goodman. Juntos introduziram o conceito de Gestalt Terapia, recebendo depois o apoio e o auxílio da esposa de Fritz, Lore, e de outros autores. Foram inspirados por várias correntes, como o Existencialismo, a Psicologia da Gestalt, a Fenomenologia, a Teoria Organísmica de Goldstein, a Teoria de Campo de Lewin, o Holismo de Smuts, o Psicodrama de Moreno, Reich, Buber e, enfim, a filosofia oriental.

A Gestaltpedagogia

No campo da pedagogia, a Gestalt também encontrou terreno fértil. O russo Hilarion Petzold, radicado na Alemanha, foi o primeiro a apresentar esta possibilidade na área educacional. Em 1977, ele cria a Gestaltpedagogia, uma transferência dos princípios terapêuticos da filosofia da Gestalt para o contexto da educação, com o objetivo de resolver os principais problemas pedagógicos da atualidade.
Mais de 50 anos depois da criação da Gestalt Terapia, estes princípios filosóficos conquistaram seu lugar no panorama psicoterapêutico, bem como na educação e na área de Recursos Humanos das empresas.

Fontes:
http://www.gestaltsp.com.br/o-que-e-gestalt/
https://www.infoescola.com/psicologia/gestalt/

terça-feira, 2 de abril de 2019

Como reconhecer os sinais do TDAH

1. O transtorno é caracterizado por até 18 sintomas, que incluem desatenção, hiperatividade e impulsividade, levando a prejuízos nos âmbitos familiar, escolar e social. As manifestações clínicas podem começar antes dos 5 anos, mas se confundem com a agitação e a insubordinação compatíveis com a idade pré-escolar. A maioria das crianças abandona essas características quando cresce um pouco e é por isso que o diagnóstico não pode ser feito antes disso.
2. O grau de agitação se torna um sintoma quando passa a ser muito mais intenso, em comparação às crianças da mesma idade.
3. O comportamento deve ser observado em vários ambientes, como em casa e na escola. Se a criança apresentá-lo apenas em um ambiente, é necessário checar se ocorre alguma alteração na dinâmica familiar ou na sala de aula.
4. Em casa, observe se o seu filho parece não ouvir quando falam com ele, se mexe com as mãos ou pés ou se remexe o tempo todo na cadeira, se corre de um lado para outro ou sobe onde não deve com frequência, se não presta atenção em detalhes ou, por descuido, erra nas tarefas escolares, e se responde logo a uma pergunta que nem acabou de ser feita. E, claro, não tire conclusões precipitadas: a avaliação só pode ser feita por profissionais qualificados, com base em uma série de fatores.


FONTE



A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...