domingo, 3 de julho de 2016

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO (Síntese)





Guy Debord (1931-1994) - Filósofo, agitador social, diretor de cinema, Guy Debord se definia como 'doutor em nada' e pensador radical. Ligou-se nos anos 50 à geração herdeira do dadaísmo e do surrealismo. A primeira edição brasileira de 'A sociedade do espetáculo' - um livro lúcido e demolidor, precursor de toda análise crítica da moderna sociedade de consumo.

CAPÍTULO I 


  A SEPARAÇÃO CONSOLIDADA


(...)O espetáculo constitui o modelo presente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já feita na produção, e no seu corolário — o consumo.



"(...)No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso."



"(...)O espetáculo não quer chegar a outra coisa senão a si mesmo."
"(...) O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo."
"(...) O espetáculo é a expressão de uma WELTANSCHAUUNG (visão cristalizada do mundo).
"(...) O espetáculo constitui o modelo presente  da vida socialmente dominante."
"(...) Onde há "representação" independente, o espetáculo reconstitui-se."
"(...) O espetáculo não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade."
"(...) O espetáculo reúne o separado, mas reune-o enquanto separado."

A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta.
Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda a parte.


"(...) O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se toma imagem.

CAPÍTULO II
A MERCADORIA COMO ESPETÁCULO

"(...) O espetáculo é o momento em que a mercadoria chega à ocupação total da vida social. Tudo isso é perfeitamente visível com relação à mercadoria, pois nada mais se vê senão ela: o mundo visível é o seu mundo.
(...)
Embora na fase primitiva da acumulação capitalista «a economia política não visse no proletário senão o operário» que deveria receber o mínimo indispensável para a conservação da sua força de trabalho, sem nunca ser considerado «nos seus lazeres, na sua humanidade», esta posição de ideias da classe dominante inverte-se assim que o grau de abundância atingido na produção das mercadorias exige um excedente de colaboração do operário. Este operário, completamente desprezado diante de todas as modalidades de organização e vigilância da produção, vê a si mesmo, a cada dia, do lado de fora, mas é aparentemente tratado como uma grande pessoa, com uma delicadeza obsequiosa, sob o disfarce do consumidor. Então o humanismo da mercadoria toma a cargo os «lazeres e humanidade» do trabalhador, muito simplesmente porque a economia política pode e deve dominar, agora, também estas esferas, enquanto economia política. Assim, «a negação da humanidade» é agora a negação da totalidade da existência humana.

O espetáculo é uma permanente guerra do ópio para confundir bem com mercadoria; satisfação com sobrevivência, regulando tudo segundo as suas próprias leis. Se o consumo da sobrevivência é algo que deve crescer sempre, é porque a privação nunca deve ser contida. E se ele não é contido, nem estancado, é porque ele não está para além da privação, é a própria privação enriquecida. 

(...) O consumidor real toma-se um consumidor de ilusões. A mercadoria é esta ilusão efetivamente real, e o espetáculo a sua manifestação geral.

(...) O espetáculo é o dinheiro que se olha somente, pois nele é já a totalidade do uso que se trocou com a totalidade da representação abstrata. O espetáculo não é somente o servidor do pseudo-uso, é já, em si próprio, o pseudo-uso da vida.

CAPÍTULO III
UNIDADE E DIVISÃO NA APARÊNCIA


(...) O agente do espetáculo posto em cena como vedeta é o contrário do indivíduo, o inimigo do indivíduo, tanto em si próprio como, evidentemente, nos outros. Passando no espetáculo como modelo de identificação, renunciou a toda a qualidade autônoma, para ele próprio se identificar com a lei geral da obediência ao curso das coisas.

(...) Deve cada um identificar-se magicamente, ou desaparecer.

As pessoas admiráveis nas quais o sistema se personifica são bem conhecidas por não serem aquilo que são; tornaram-se grandes homens ao descer abaixo da realidade da mais pequena vida individual, e cada qual o sabe. 

(...) O espetáculo não canta os homens e as suas armas, mas as mercadorias e as suas paixões. É nesta luta cega que cada mercadoria, ao seguir a sua paixão, realiza, de fato, na inconsciência algo de mais elevado: o devir-mundo da mercadoria, que é também o devir-mercadoria do mundo.

(...) As ondas de entusiasmo por um dado produto, apoiado e relançado por todos os meios de formação, propagam-se, assim, a grande velocidade. Um estilo de roupa surge de um filme; uma revista lança clubes que por sua vez lançam panóplias diversas.

A potência cumulativa de um artificial independente conduz em toda parte à falsificação da vida social.

O que o espetáculo apresenta como perpétuo é fundado sobre a mudança, e deve mudar com a sua base. O espetáculo é absolutamente dogmático e, ao mesmo tempo, não pode levar a nenhum dogma sólido. Para ele nada pára; é o estado que lhe é natural e, todavia, o mais contrário à sua inclinação.

O que o espetáculo apresenta como perpétuo é fundado sobre a mudança, e deve mudar com a sua base. O espetáculo é absolutamente dogmático e, ao mesmo tempo, não pode levar a nenhum dogma sólido. Para ele nada pára; é o estado que lhe é natural e, todavia, o mais contrário à sua inclinação.

O que obriga os produtores a participar na edificação do mundo é também o que disso os afasta. A mesma coisa que relaciona os homens libertos nas suas limitações locais e nacionais é também aquilo que os distancia. O que obriga ao aprofundamento do racional é também o que alimenta o racional da exploração hierárquica e da repressão. O que constitui o poder abstrato da sociedade constitui a sua não-liberdade concreta.

CAPÍTULO IV
O PROLETARIADO COMO SUJEITO E COMO REPRESENTAÇÃO


O desenvolvimento das forças produtivas arrebentou com as antigas relações de produção e toda ordem estática se desfaz em pó. Tudo o que era absoluto tornou-se histórico.

A crítica da economia política é o primeiro ato deste fim de pré-história: «De todos os instrumentos de produção, o maior poder produtivo é a própria classe revolucionária.»

As correntes utópicas do socialismo, embora elas próprias fundadas historicamente na crítica da organização social existente, podem ser justamente qualificadas de utópicas na medida em que recusam a história — isto é, a luta real em curso, assim como o movimento do tempo para além da perfeição inalterável da sua imagem de sociedade feliz —, mas não porque eles recusassem a ciência.

Os socialistas utópicos, ao ficarem prisioneiros do modo de exposição da verdade científica, concebem esta verdade segundo a sua pura imagem abstrata, tal como a tinha visto impor-se um estágio muito anterior da sociedade.
(...)
Toda a insuficiência teórica na defesa cientifica da revolução proletária pode ser reduzida, tanto no conteúdo assim como na forma do enunciado, a uma identificação do proletariado com a burguesia, do ponto de vista da tomada revolucionária do poder.

(...)As duas únicas classes que correspondem efetivamente à teoria de Marx, as duas classes puras às quais leva toda a análise no Capital, a burguesia e o proletariado, são igualmente as duas únicas classes revolucionárias da história, mas a títulos diferentes: a revolução burguesa está feita; a revolução proletária é um projeto, nascido na base da precedente revolução, mas dela diferindo qualitativamente.
(...) A burguesia veio ao poder porque é a classe da economia em desenvolvimento. O proletariado não pode ele próprio ser o poder, senão tornando-se a classe da consciência.

(...)
É na própria luta histórica que é preciso realizar a fusão do conhecimento e da ação, de tal modo que cada um destes termos coloque no outro a garantia da sua verdade. A constituição da classe proletária em sujeito é a organização das lutas revolucionárias e a organização da sociedade no momento revolucionário: é aqui que devem existir as condições práticas da consciência, nas quais a teoria da práxis se confirma tomando-se teoria prática.

(...)







 









sexta-feira, 1 de julho de 2016

Quando o rádio chegou ao Brasil


RÁDIO

Em 7 de setembro de 1922, o Brasil entrou na era do rádio. No alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, foi instalada uma estação para transmitir o discurso do presidente Epitácio Pessoa.

A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu em 1922 e apenas 80 aparelhos transmitiram o programa. (Foto: Ilustração)


Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira
 De acordo com alguns estudos, a tecnologia de transmissão por meio de ondas de rádio foi inventado no fim do século XIX . Porém, apenas em 7 de setembro de 1922, o Brasil entrou na era do rádio.
No alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, foi instalada uma estação para transmitir o discurso do presidente Epitácio Pessoa, em comemoração ao Centenário da Independência. Poucos habitantes da então capital da Republica, sentados ao redor dos 80 aparelhos de rádio dispersos pela cidade, acompanharam esse discurso.

Através de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana “Westinghouse”, o presidente Epitácio em clima de festa, abriu a programação que contou também com músicas clássicas, entre elas,  a ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes.

No final da transmissão, a emissora saiu do ar e os brasileiros precisaram esperar um ano até a próxima programação. Hoje, temos milhares de emissoras espalhadas pelo país.De acordo com historiadores, as pessoas ouviram muito pouco da transmissão, porque o barulho da exposição era intenso e os alto-falantes relativamente fracos. O responsável pela iniciativa foi o cientista e educador Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira.*
A primeira estação a transmitir uma programação diária foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923 por Roquete Pinto e Henrique Morize.
Sua grande concorrente surgiu apenas em 18 de setembro de 1950, quando entrou em cena a televisão, dando início a uma fase de decadência do rádio, pois seus principais ídolos se deslocaram para a rival.

“É a simbiose entre o rádio e idealismo”  – Tuma, o inventor desse termo radialista
Uma das grandes forças do rádio em todo o país são as transmissões esportivas, em especial o futebol. A primeira transmissão ocorreu no inicio da década de 30 e o principal personagem foi o jornalista
Nicolau Tuma, que narrou a primeira partida de futebol pelo rádio. Os times que disputaram esse jogo foram: Seleção Paulista X Seleção Paranaense.
Esse jornalista iniciou a narração assim: 
“Vou tentar transmitir uma coisa nova. Desenhem um retângulo ao lado do rádio para terem uma ideia do que está acontecendo. Os paulistas estão do lado direito e os paranaenses do esquerdo”.

A rádio nos dias de hoje

Será que na era dos smartphones e televisores de “centenas polegadas” ainda existe espaço para os rádios? Absolutamente que sim.

Uma pesquisa inédita realizada pela Ipsos Brasil, a partir de dados do IBOPE, mostra que o rádio tem o dobro da audiência da TV aberta das seis horas da manhã ao meio-dia, na média de todos os dias da semana. Nessa faixa horário, o rádio tem 1,815 milhão de ouvintes por minuto na só na Grande São Paulo.

De acordo com especialistas na área radialista, a grande parte da audiência não vem mais dos radinhos de pilha, mas sim dos próprios telefones celulares e dos carros que estão em trânsito pela cidade.

FONTE: http://clikaki.com.br/quando-o-radio-chegou-ao-brasil/

A HISTÓRIA DO RÁDIO


Definição e Características

O rádio é um veículo de comunicação, 
baseado na difusão de informações 
sonoras, por meio de ondas 
eletromagnéticas, em 
diversas freqüência.
 Ele pode ser caracterizado como 
um meio essencialmente auditivo, 
formado pela combinação do binômio: 
voz (locução) e música.


O rádio entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.

Como todo meio de massa, a comunicação pode ser caracterizada como pública, transitória e rápida. Ela é pública, porque, na medida em que as mensagens não são endereçadas a ninguém em particular, seu conteúdo esta aberto ao critério público. Rápida porque as mensagens são endereçadas para atingir grande audiência em tempo relativamente curto, ou mesmo simultaneamente. Transitória, pois a intenção é de que sejam consumidas imediatamente, não se destinando a registros permanentes, naturalmente há exceções, como filmotecas, gravações etc.


A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu em 1922
 e apenas 80 aparelhos transmitiram o programa.
(Foto: Ilustração)
O início - 
Tudo começou com Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética, assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade (300.000 Km/s). Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separada entre si e ligando-se o filamento ao negativo e uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário. Grande contribuição também foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de “Ondas de Rádio”. Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell, Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam também chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de “Ondas Hertzianas”, usando-se também o “Hertz” como unidade de freqüência.

As primeiras transmissões radiofônicas
Padre Roberto Landell de Moura
este é o nome do padre brasileiro
responsável pela invenção do primeiro transmissor de ondas,
responsável pela transmissão de voz sem fio.
Ele é considerado o inventor do rádio e do telefone sem fio.

Mais tarde em 1893 o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha Brasileira realizou, em 1 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban. Todavia, o primeiro mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o “descobridor do rádio”. Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de 2 quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente no ano de 1900. Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o primeiro mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens e suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).

Cronograma do rádio no Brasil

Em nosso cronograma você ficará por dentro dos principais acontecimentos que movimentaram a história do rádio no Brasil, desde o início, e as novas perspectivas sobre a vinda da tecnologia digital.

1922 – Em caráter experimental foi realizada pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro a primeira transmissão oficial de radiodifusão na praia Vermelha no Rio de Janeiro, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, para isso, foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento.

1923 – No dia 20 de abril, é fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje denominada Rádio MEC, criada para atuar sem fins comerciais.

1924 – É regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, compreendidas entre 550 à 1550 KHz.

1931 – São vendidos os primeiros receptores com o nome das estações no dial.
No mesmo ano foi inaugurada as rádios: Record e América de São Paulo.

1933 – Nasce a Sociedade Rádio Educadora de Campinas, que desde 2002 passou-se a denominar Rádio Bandeirantes AM, com isso a programação abre espaço para o jornalismo.

1936 – É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela se tornaria um marco na história do rádio com seus programas de auditório, suas comédias e rádio novelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação gravada e dias depois transmitidas em outras cidades brasileiras.

1937 – Em 6 de maio é inaugurada em São Paulo a Rádio Bandeirantes, a primeira emissora a divulgar notícias durante toda a programação.

1938 – Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde passa a ser a rádio AM mais popular do país.

1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro rádio jornal brasileiro, também entra no ar a primeira novela radiofônica do país: Em busca da felicidade.

1946 – O rádio ganha maior agilidade com o surgimento dos gravadores de fita magnética.

Também os retificadores de selênio começam a substituir as válvulas retificadoras material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.

1955 – Primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, extinta no final de dezembro/2000.

1967 – É criado o Ministério das Comunicações no dia 25 de fevereiro.

1990 – A rede Bandeirantes de rádio se torna a primeira emissora no Brasil a transmitir via satélite com 70 emissoras FM e 60 em AM, em mais de 80 regiões do país.

1991 – O sistema Globo de rádio inaugura a CBN (Central Brasileira de Notícias), emissora especializada em jornalismo, que a partir de 1996 inicia suas transmissões simultâneas em FM.

1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial “A voz do Brasil”.

2005 – Comemorando os 84 anos do rádio no Brasil, inicia-se no país em 26 de setembro as primeiras transmissões de rádio no sistema digital, tecnologia que está apenas “aterrissando” no Brasil.

http://srhistoria.blogspot.com.br/

O que são Blogs


Com a expansão da internet pelo mundo e a facilidade de comunicação que ela proporciona, cresceu o interessa das pessoas em possuir seu próprio espaço na web. Contudo, para montar uma home page e publicá-la era necessário ter certo domínio técnico, que poucas pessoas tinham.

Desse interesse e dessa dificuldade conflitantes surgiram os bloggers, que são serviços que oferecem ferramentas para possibilitaar que internautas comuns publiquem seus próprios textos na internet. Segundo a wikipedia, blogger é "uma palavra criada pela Pyra Labs e é um serviço que oferece ferramentas para indivíduos publicarem textos na Internet" sem a necessidade de ter domínio técnino, de programação ou software.

Esses espaços individuais dispomobilizados pelos bloggers receberam o nome de blogs.

O blog, ou weblog, é uma das ferramentas de comunicação mais populares da internet. A pessoa que administra o blog é chamada de blogueira(o). Uma das características dos blogs é que, em geral, eles têm um aspecto muito parecido, isto é, o usuário é limitado no que diz respeito a alterações visuais. Outra característica dos blogs é a freqüência de atualização. Alguns são atualizados diariamente, outros semanalmente, mensalmente e, em alguns casos, até várias vezes por dia. Cada atualização ou publicação no blog é chamadas de post (postagem).

Quando surgiram os blogs tinham caráter puramente recreativo, eram usados como "diários virtuais", on-line, onde as pessoas, especialmente adolescentes e jovens, expunham suas idéias, narravam o que acontecia em suas vidas. Com o tempo os blogs foram se tornando espaço de disseminação de idéias e informações mais consistentes, pessoas conhecidas e empresas passaram a utilizá-los também.

Os blogs tornaram-se o "endereço virtual" de muitas pessoas e empresas e perdeu o status inicial de "diário", tornando-se, além de tudo, fonte de obtenção de informações, ferramenta de trabalho e auxílio de diversos profissionais, especialmente jornalistas, repórteres e professores. Além de publicar conteúdo pessoal, profissional, informativo e educativo, os blogs viraram também ferramenta de divulgação artística, possibiltando a publicação de material desenvolvido por artistas independentes como poetas, desenhistas, escritores e fotógrafos, antes impossibilitados de mostrar seu trabalho.

A popularização dessa ferramenta foi tamanha que até as empresas passaram a utilizá-la como ferramenta de comunicação. A maioria das empresas, mesmo aquelas que não atuam diretamente na internet já mantém blogs para se comunicar com funcionários e clientes.
Pessoas comuns ou famosas, empresas pequenas, médias ou grandes, todos compartilham dablogosfera, o mundo dos blogs. Nesse espaço, alguns blogueiros se destacam e ficam famosos, ganhamm dinheiro ou simplesmente externam suas idéias a quem quiser conhecê-las.

A característica mais marcante da blogosfera é interação entre os diversos espaços. Em cafa blog existe uma lista com link (ligação) para outros blogs "indicados" pelo autor ou pelo próprio blogger. Quando o blogger gera essa lista automaticamente, são utilizados diversos critérios para um blog aparecer na lista, alguns dos mais comuns são mostrar os blogs mais visitados ou os mais recentemente atualizados.

Alguns dos serviços de blogs mais conhecidos da atualidade é o Blogger do Google (http://www.blogger.com/home) e o Windows Live Spaces da Microsoft (http://spaces.live.com), que é vinculado ao messenger mais utilizado no mundo, o MSN. Existe também o WordPress, umscript blog desenvolvido em PHP (linguagem de programação), mas para utilizá-lo é preciso ter uma conta de hospedagem de sites na internet, entre outros detalhes

http://www.infoescola.com/informatica/o-que-sao-blogs/

Wikipedia: www.wikipedia.org.br
Blogger: http://www.blogger.com/home
Windows Live Spaces: spaces.live.com
Revista Info: info.abril.com.br

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Internet

A Internet nasceu em 1969, nos Estados Unidos. Interligava originalmente laboratórios de pesquisa militares e se chamava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency). Era uma rede do Departamento de Defesa norte-americano. 
Era o auge da Guerra Fria, e os cientistas queriam uma rede que continuasse de pé em caso de um bombardeio. Surgiu então o conceito central da Internet: é uma rede em que todos os pontos se equivalem e não há um comando central. Assim, se “B” deixa de funcionar, “A” e “C” continuam a poder se comunicar. 
O nome Internet propriamente dito surgiu bem mais tarde, quando a tecnologia da ARPAnet passou a ser usada para conectar universidades e laboratórios, primeiro nos EUA e depois em outros países. Por isso, não há um único centro que "governa" a Internet. Hoje ela é um conjunto de mais de 40 mil redes no mundo inteiro. 
O que essas redes têm em comum é o protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), que permite que elas se comuniquem umas com as outras. Esse protocolo é a língua comum dos computadores que integram a Internet. 
Então, a Internet pode ser definida como: 
1. uma rede de redes baseadas no protocolo TCP/IP .
2. uma comunidade de pessoas que usam e desenvolvem essas redes. 
3. uma coleção de recursos que podem ser alcançados através destas redes. 
Durante cerca de duas décadas a Internet ficou restrita ao ambiente acadêmico e científico. Em 87 pela primeira vez foi liberado seu uso comercial nos EUA. Mas foi em 92 que a rede virou moda. Começaram a aparecer nos EUA várias empresas provedoras de acesso à Internet. 
Centenas de milhares de pessoas começaram a pôr informações na Internet, que se tornou uma mania mundial. No Brasil foi liberada a exploração comercial da Internet em 95. 
WWW - A World Wide Web (www) 
A Web nasceu em 1991 no laboratório CERN, na Suíça. Seu criador, Tim Berners-Lee, a concebeu apenas como uma linguagem que serviria para interligar computadores do laboratório e outras instituições de pesquisa e exibir documentos científicos de forma simples e fácil de acessar. 
A Web "pegou" rápido. Em 93 já era comum em universidades que estudantes fizessem "páginas" com informações pessoais. O que determinou seu crescimento foi a criação de um programa chamado Mosaic, que permitia o acesso à Web num ambiente gráfico, tipo Windows. Antes do Mosaic só era possível exibir textos na Web. 
Hoje é o segmento da Internet que mais cresce. A chave do sucesso da World Wide Web é o hipertexto. Os textos e imagens são interligados através de palavras-chave, tornando a navegação simples e agradável. 
A "antiga" Internet, antes da Web, exigia do usuário disposição para aprender comandos em Unix (linguagem de computador usada na Internet) bastante complicados e enfrentar um ambiente pouco amigável, unicamente em texto. A Web fez pela Internet o que o Windows fez pelo computador pessoal. 
Os endereços de Web sempre se iniciam com http:// (http significa Hipertext Transfer Protocol ou protocolo de transferência de hipertexto). Seu formato mais comum é algo como http://www.uol.com.br, onde: www: (World Wide Web) convenção que indica que o endereço pertence à Web (não é obrigatório); 
WWW uol: nome da empresa ou instituição que mantém o serviço; com: indica que é comercial (ver "Correio Eletrônico"); br: indica que o endereço é no Brasil. 
O correio eletrônico 
O correio eletrônico é o recurso mais antigo e mais utilizado da Internet. Qualquer pessoa que tem um endereço na Internet pode mandar uma mensagem para qualquer outra que também tenha um endereço, não importa a distância ou a localização. Não é necessário pagar individualmente as mensagens enviadas. 
Ele tem várias vantagens sobre outros meios de comunicação: alcança o destinatário em qualquer lugar em que estiver. Além disso, é mais rápido e não depende de linhas que podem estar ocupadas (como o fax), nem de idas ao correio e é incrivelmente mais barato que o telefone. Outra vantagem: você não está limitado a mandar cartas por correio eletrônico 
Pode enviar programas, arquivos e imagens. Um endereço de correio eletrônico obedece a seguinte estrutura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido do usuário. À direita, ficam da empresa ou organização que fornece o acesso, o tipo de instituição e finalmente o país. 
Complicado? Nem tanto. O resultado é algo assim: maria@uol.com.br Onde: - maria=usuário; - empresa=uol (Universo Online); - tipo=com (comercial); - país=br (Brasil). 
Domínios 
Os tipos de instituição são divididos em: 1. mil - militar 2. org - organização não-lucrativa (organizacional) 3. com - comercial 4. edu - educação (universidades, escolas, etc.) 5. net - rede 6. gov - governamental 
Nos Estados Unidos não é usada a sigla que identifica o país. Assim, se um endereço não tem sigla de país, já sabemos que é dos EUA (embora haja algumas exceções). 
Chat 
O IRC (Internet Relay Chat) foi criado em 88 na Finlândia. Rapidamente se estabeleceu uma rede de computadores que dispunham de recursos para o IRC por toda a Internet. No começo o público era principalmente de estudantes que tinham tempo para jogar fora. 
Hoje se encontra gente de todos os tipos e idades no IRC. O IRC é dividido em canais. Qualquer um pode criar um canal, a qualquer momento e sair conversando. O IRC era adaptado aos usuários que tinham acesso a computadores em universidades e estavam familiarizados com computador. 
Hoje existe uma variedade de programas que possibilitam a conversa pelo computador. Muitos podem ser acessados diretamente na Web. Isso significa que você nem precisa sair do programa de navegação que usa para conversar. 
Em 95 também ficou popular na Internet o chat de voz. é uma espécie de telefone por computador -basta ter uma placa de som, um microfone e uma conexão à Internet para se comunicar com qualquer lugar do mundo pelo preço de uma ligação local. A qualidade da ligação não é lá essas coisas, o que torna as sessões mais parecidas com rádio-amador que com telefone. 
Listas de discussões 
As listas de discussão são uma aplicação de correio eletrônico muito usada para troca de informações entre pequenos grupos. Logo depois que a Internet foi criada, os cientistas que a usavam desenvolveram um programa que aceitava "assinaturas" dos interessados em determinado tema e enviava as mensagens de todos para todos. 
É um recurso simples e eficiente, muito usado até hoje. Escreva "lista de discussão” programa de busca brasileiro. Você vai descobrir listas sobre milhares de assuntos. 
FTP (File Transfer Protocol) 
Protocolo usado para a transferência de arquivos. Sempre que você transporta um programa de um computador na Internet para o seu, você está utilizando este protocolo. Muitos programas de navegação, como o Internet Explorer, permitem que você faça FTP diretamente deles, sem precisar de um outro programa. 
Você pode encontrar uma variedade incrível de programas disponíveis na Internet, via FTP. Existem softwares gratuitos, shareware (o shareware pode ser testado gratuitamente e registrado mediante uma pequena taxa), e com esta taxa paga você pode transportar para o seu computador. Grandes empresas como a Microsoft também distribuem alguns programas gratuitamente por FTP. 
A Internet no Brasil 
A Rede Nacional de Pesquisas foi criada em julho de 90, como um projeto do Ministério da Educação, para gerenciar a rede acadêmica brasileira, até então dispersa em iniciativas isoladas. À RNP Em 92, foi instalada a primeira a espinha dorsal conectada à Internet nas principais universidades e centros de pesquisa do país, além de algumas organizações não-governamentais, como o Ibase. 
Em 95 foi liberado o uso comercial da Internet no Brasil. Os primeiros provedores de acesso comerciais à rede surgiram em julho de 1995. O Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia criaram um Comitê Gestor Internet, com nove representantes, para acompanhar a expansão da rede no Brasil. 
Site de buscas 
1. Alta vista Endereço: http://www.altavista.com 
2. Cadê? Endereço: http://www.cade.com.brSite brasileiro que apresenta índice de home pages organizado por tópicos. 
3. Google Endereço: http://www.google.com.brhttp://www.google.com.br Este site tem uma extensão de busca bem abrangente, e a sua grande vantagem é que ele faz a tradução de páginas estrangeiras para o português. 
4. Radar Uol Endereço: http://www.radaruol.com.br Este site de busca como o próprio nome diz é da Uol. Possui uma área de busca bem abrangente. Na lista de páginas encontradas, é apresentado um pequeno comentário sobre a referida página (site). 
Pesquisas Google e no CADê. 
- Use o TAB para navegar pelos links; 
- Use as setas para ler linha por linha da página; 
- Pressione Enter ou Barra de espaço sobre o link desejado, para acessá-lo; 
- Pressione a tecla CTRL para interromper uma leitura; 
- Pressione Insert+Seta para baixo para uma leitura contínua; 
- CTRL+HOME vai para o início da página; 
- CTRL+End vai para o fim da página; 
- Insert + F7 lista somente os links de uma página. 
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/4077549/

Conceito de CHAT

Chat é um termo da língua inglesa que se pode traduzir como “bate-papo” (conversa). Apesar de o conceito ser estrangeiro, é bastante utilizado no nosso idioma para fazer referência a uma ferramenta (ou fórum) que permite comunicar (por escrito) em tempo real através da Internet.
Exemplos: “Ontem à noite, estive até às três da madrugada no chat”, “O futebolista participará num chat e irá responder a perguntas dos adeptos”, “Conheci a minha namorada numchat”, “Não aprecio o chat, prefiro as mensagens de correio electrónico”.
Por norma, a noção de chat é usada para fazer alusão à troca de mensagens escritas de forma instantânea. Ou seja, na prática, quando um utilizador escreve a mensagem e envia-la, o destinatário recebe-a no momento. O mesmo acontece se o utilizador deixar a sua mensagem num fórum público.
Isto leva-nos a fazer a diferença entre o chat privado (que se realiza entre duas ou mais pessoas, mas num âmbito virtual cujos limites são definidos pelos próprios participantes) e o chat público (onde todos os que entram na sala/no fórum podem ler as mensagens).
Quando no chat é possível ver a outra pessoa e falar come la, costuma-se falar de videochat (ou videoconferência). Neste caso, os utilizadores podem trocar mensagens escritas, mas também orais ou visuais, o que conseguem se dispuseram de um microfone e de uma câmara (web cam).

Fonte: http://conceito.de/chat

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