Apenas mais um blog, de relevância para mim; uma extensão das minhas pesquisas visando ao auto estudo no processo de aprimoramento para uma formação continuada, em ambiente virtual de aprendizagem.
Homofobia significa aversão irreprimível, repugnância, medo, ódio, preconceito que algumas pessoas, ou grupos nutrem contra os homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais.
Em alguns casos, aqueles que guardam estes sentimentos não definiram completamente a sua identidade sexual, gerando dúvidas e revolta, que são transferidas para aqueles que já aceitaram as suas preferências sexuais.
Etimologicamente, a palavra "homofobia" é composta por dois termos distintos: homo, o prefixo de homossexual; e o grego phobos, que significa "medo", "aversão" ou "fobia". O indivíduo que pratica a homofobia é chamado de homofóbico.
A homofobia pode ter causas culturais e religiosas. Por exemplo, alguns católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, e fundamentalistas assumem tendências homofóbicas. Apesar disso, mesmo entre estes grupos existem aqueles que defendem e apoiam os direitos dos homossexuais, lésbicas e simpatizantes. No entanto, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo pena de morte como condenação para quem é homossexual.
Em muitos casos, a homofobia parte do próprio homossexual, porque ele está em um processo de negação de sua sexualidade e chega muitas vezes até a casar e constituir uma família, e pode até jamais assumir sua preferência.
Alguns movimentos contra os homossexuais são realizados em código pelo mundo inteiro pelos preconceituosos, como assovios, cantos, e bater de palmas. A homofobia é considerada uma forma de intolerância, assim como o racismo, o antissemitismo e outras formas que negam a humanidade e dignidade a estas pessoas. Desde 1991, a Anistia Internacional, passou a considerar a discriminação contra os homossexuais uma violação aos direitos humanos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o dia 17 de maio como o Dia Internacional contra a Homofobia (International Day Against Homophobia), comemorando a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre 1948 e 1990, a homossexualidade (chamado de "homossexualismo") era considerada um transtorno mental.
Lei contra Homofobia
No Brasil, a união estável entre duas pessoas do mesmo sexo foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal desde maio de 2011.
Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ aprovou e regulamentou o casamento civil gay no Brasil. Atualmente, casais homossexuais possuem os mesmos direitos e deveres que um casal heterossexual no país, podendo se casar em qualquer cartório brasileiro, mudar o sobrenome e participação na herança do cônjuge. O cartório que se negar a realizar um casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ser alvo de punição.
Os casais que já possuíam a união estável também podem alterar o status para casamento civil.
O Projeto de Lei da Câmara nº 122/06 (também conhecido como PLC 122) visa alterar a lei 7.716, criminalizando a discriminação motivada unicamente na orientação sexual ou na identidade de gênero da pessoa discriminada. Se essa alteração for aprovada, a Lei do Racismo sofrerá uma alteração, passando a incluir esse tipo de discriminação no parâmetro legal de racismo, que nos dias de hoje contempla discriminação pela etnia, cor da pele, religião ou origem nacional.
Homofobia é crime?
Apesar da Constituição Brasileira não citar especificamente a homofobia como um crime, o artigo 3º, item IV indica que um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."
Assim sendo, a homofobia pode ser contemplada como uma outra forma de discriminação, podendo ser classificada como um crime de ódio, passível de punição.
LGBT (ou LGBTTT) é a sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, que consistem em diferentes tipos de orientações sexuais.
A sigla LGBT também é utilizada como nome de um movimento que luta pelos direitos dos homossexuais e, principalmente, contra a homofobia.
Inicialmente, o movimento era conhecido apenas por GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), porém houve um grande crescimento e as pessoas começaram a questionar as diferentes ramificações e identidades, fazendo com que o movimento adquirisse outros tipos de orientações sexuais.
Aliás, o termo foi oficialmente alterado de GLS para LGBT em uma Conferência Nacional, realizada em Brasília, no ano de 2008.
Infelizmente, o movimento LGBT ainda é carregado de preconceito e conotações pejorativas, principalmente por núcleos mais conversadores da sociedade e religiosos.
De acordo com estas pessoas, as participações dos homossexuais nas paradas do orgulho LGBT são exageradas e despropositadas.
Por outro lado, os organizadores destes eventos dizem ser a Parada Gay (como ficou popularmente conhecida), um espaço de visibilidade do homossexual, que é marginalizado na sociedade e deseja unicamente ter os mesmos direitos que os heterossexuais (como o casamento de pessoas do mesmo sexo e a adoção, por exemplo).
A Parada do Orgulho LGBT também tem o objetivo de conscientizar as pessoas da diversidade que uma sociedade e construída, devendo todos saber respeitar as diferenças.
Existem diversas ONG’s (Organizações Não-Governamentais) que trabalham em prol do movimento LGBT, para conscientizar a população e também os próprios membros, desde suporte para pessoas que enfrentam discriminação até conselhos sobre cuidados básicos contra doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo.
Pansexual é o indivíduo que aprecia e é atraído por todos os tipos de gêneros sexuais.
Os pansexuais não se limitam apenas ao gênero masculino ou feminino, mas são interessados em todos os diferentes tipos de sexualidades, como por exemplo os trangêneros (indivíduos que nascem com um sexo, mas se identificam com o aposto) ou os intersexuais (pessoas que se identificam com os dois gêneros: masculino e feminino).
Em suma, os pansexuais gostam de todos os gêneros sexuais existentes, sem distinção e não se limitando a binária de gênero homem – mulher.
Etimologicamente, o termo “pansexual” se originou a partir do prefixo grego “pan”, que significada “tudo” ou “todos”. Neste caso, seriam todos os tipos de gêneros sexuais.
Existe uma ideia equivocada de que os pansexuais sentem atração sexual por qualquer tipo de ser vivo, incluindo animais e plantas. No entanto, a definição de pansexualidade se limita apenas na diversidade de gênero sexual dos seres humanos, nada além disso.
Pansexualidade e Bissexualidade
Ao contrário dos bissexuais, que sentem atração unicamente por pessoas do sexo masculino e feminino, os pansexuais vão muito além, pois não entendem o gênero como dois “blocos rígidos” (masculino e feminino), mas sim como uma “corrente fluída” e mais complexa.
Normalmente, as pessoas transgêneras ou intersexuais são as mais propensas a entenderem e se assumirem como pansexuais, pois possuem um entendimento mais íntimo sobre os diferentes níveis que existem entre o masculino e o feminino.
No entanto, obvialmente, a pansexualidade não é exclusiva dos trans ou dos intersexuais. Os chamados cisgêneros, ou seja, todos os que não são transgênero, também podem se identificar como pansexuais.
Assim como a homossexualidade e a heterossexualidade, a pansexualidade se restringe aos interesses em gêneros humanos, excluindo deste conjunto os comportamentos ou práticas sexuais.
Isso significa que ser pansexual não é sinônimo de determinados comportamentos sexuais, como o incesto, a necrofilia, a pedofilia e etc.
Blade Runner, de Ridley Scott, baseado em um instigante romance de Philip K. Dick. A história é conhecida: o policial Deckard é um “caçador de andróides”, responsável por perseguir e eliminar máquinas que fugiram de controle. Os andróides são denominados como “replicantes”, na medida em que replicam – repetem – as formas e funções humanas para realizar tarefas perigosas ou estafantes. Mas a tecnologia é tão boa que, de tanto repetir a forma humana, gera a diferença: andróides da série Nexus 5 são tão perfeitamente humanos que sentem emoções e têm sua individualidade, personalidade própria. A “certeza de si” é dada pelo implante de memórias de uma infância e de uma família que eles não tiverem. Mas, para que não fujam ao controle, tornando-se talvez além-homens, mais humanos que os próprios humanos, são programados para morrer em cinco anos. Acontece que um grupo deles descobre isto e sai em busca de seu criador, para garantir a continuidade da vida. Nada mais humano. Os replicantes não são representações; são o outro, embora aparentemente iguais. Ou seja, os replicantes, repetições da forma humana, são a própria diferença, este outro que nos apavora e que pode ser qualquer um a nossa volta. Aí entra Deckard, o “caçador”, para eliminá-los. A tensão da história é dada pelo fato de que ele se apaixona por Rachel, uma replicante que ele quase não consegue identificar, e pelo fato de que ele próprio já não sabe se é, de fato, humano, ou também um replicante.
A questão que se impõe: como conviver com este absoluto outro que, aparentemente é o mesmo, mas que não pode ser reduzido ao mesmo?
FONTE:
Eu, o outro e tantos outros: educação, alteridade e filosofia da diferença
Sílvio Gallo* (* Professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Pesquisador do CNPq. Coordenador do DiS – Grupo de Estudos e Pesquisas Diferenças e Subjetividades em Educação – FE-Unicamp. )
Gilles Deleuze nasceu em 18 de janeiro de 1925 e é considerado um dos maiores filósofos do século passado. Filho de uma família de classe média, passou a maior parte de sua vida em Paris (não gostava de viajar). Deleuze estudou filosofia na Universidade de Sorbonne, Paris, entre 1944 a 1948. Durante sua vida toda foi professor, primeiro em liceus (até 1957) e depois em universidades como Lyon, Paris VIII e Vicennes.
É bem difícil escrever sobre a vida de Deleuze. Ele era muito reservado, não deixou nenhuma auto-biografia, não gostava de dar entrevistas. Considerava suas obras muito mais importantes que sua vida particular. Apesar de tudo, era uma personagem muito excêntrica, com unhas compridas e um jeito bem particular de agir e falar (por exemplo, um período de sua vida em que sempre usava chapéu).
Deleuze com seu filho Julian
Sua obra pode ser separada em duas categorias: livros de conceitos (como “Diferença e Repetição” e “Lógica do Sentido”, ambos obras primas) e livros de história da filosofia. Apesar de ser considerado um grande historiador de filosofia, sua abordagem é diferente dos seus companheiros, Deleuze mesmo dizia que “fazia um filho pelas costas” de cada pensador que estudava. Sua intenção não é encontrar o “verdadeiro” Nietzsche ou Espinosa. Não, na verdade, os pensamentos dos filósofos que estuda são usados como ferramentas para pensar o presente e por isso reinventa os filósofos sobre os quais admira e escreve: Hume, Bergson, Espinosa, Nietzsche, Leibniz, Kant.
Deleuze e Guattari
Outra questão muito importante foi a sua obra em conjunto com Félix Guattari, cujo encontro aconteceu em 1969. Anti-Édipo (1972) e Mil-Platôs (1980) podem ser consideradas suas obras mais importantes, ambas com o subtítulo “Capitalismo e Esquizofrenia”. Grande parte das resenhas e conceitos abordados neste blog se situam neste território (ou seria
Sua obra à quatro-mãos é de extrema importância para o pensamento moderno, principalmente após maio de 68.
Deleuze lecionou na universidade de Vincennes até 1987 e é conhecido por ter sido um grande professor. Seus cursos eram célebres e frequentados por uma enorme quantidade de estudantes não matriculados que queriam conhecer o mestre dando aula (até mesmo estrangeiros que consideravam as aulas de Deleuze um importante ponto turístico para visitar e conhecer). Também ficou conhecido por desenvolver um filosofia da imanência e do desejo, muitas vezes associada ao pós-estruturalismo.
Desde cedo o filósofo sofria de problemas respiratórios e desenvolveu uma tuberculose em 1968. No fim de sua vida Deleuze diminuíra suas atividades acadêmicas. Seus pulmões estavam muito debilitados. Desde 1992 eles funcionavam com apenas um terço de sua capacidade, em 1995 Deleuze só respirava com ajuda de aparelhos. Então, em 4 de novembro do mesmo ano, Deleuze jogou-se da janela de seu apartamento em Paris, deixando dois livros inacabados. Muitos estudiosos da obra de Deleuze consideram seu suicídio condizente com o pensamento que desenvolveu em vida, Deleuze se mata quando seus órgãos não permitiam mais a vida passar em toda sua intensidade, seu ato final foi uma afirmação de um corpo que estava quase morto. Uma vida que pediu passagem, para fluir em outras direções.
Veja aquitodos os textos relacionados com Deleuze em nossa página
– Textos sobre Deleuze publicados pela Razão Inadequada: