terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Psicologia da Aprendizagem


Psicologia da Aprendizagem II


LEITURAS

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TEORIA DE PIAGET - APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA



Por Risia Kelly V. B. Resende -  Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Mato Grosso e Graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal do Mato Grosso. 

Jean Piaget, psicólogo e filósofo que nasceu na Suíça e viveu de 1896 a 1980, 
estabeleceu uma teoria a qual definia que as crianças e adolescentes pensam de forma diferente de um adulto. Ele investigou ainda, como estes adquirem e evoluem os conhecimentos absorvidos ao longo da infância e adolescência, amadurecendo-os até considerados adultos. 

Para o autor, dois mecanismos ocorrem durante esse processo à assimilação e a acomodação. No primeiro a criança capta o que o ambiente lhe oferece sistematizando dentro de uma estrutura pré-existente, ou seja, usa aquilo que já possui para dar significado ao que está recebendo. Piaget (1973)define a assimilação como“(...) uma integração a estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação”

O segundo mecanismo trata-se da acomodação, esta por sua vez leva o indivíduo a se reorganizar a fim de se adaptar ao meio ao qual está inserido, buscando o equilíbrio entre aquilo que recebeu e o que já possuía.   O filósofo ressalta “chamaremos acomodação (por analogia com os "acomodatos" biológicos) toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores (meio) ao quais se aplicam” (PIAGET, 1996 apud TAFNER, 2008). 

Com a proposta de um método que voltasse atenção à criança durante seu processo de aprendizado, Piaget lutava contra a metodologia do copiar e não pensar. Ele defendia que deveria ser levado em consideração cada processo de desenvolvimento pelo qual a criança passava. Nesse sentido classificou em quatro estágios do desenvolvimento psicológico por qual o indivíduo passa: o estágio sensório motor (de 0 a 18 ou 24 meses), o pré-operatório (de 2 a 6/7 anos), o operatório-concreto (de 7 a 11/12 anos) e o estágio pensamento formal (a partir de 11/12 anos). 

O estágio sensório motor (de 0 a 18 ou 24 meses) refere-se à fase inicial do desenvolvimento, é nesse momento que se constitui a organização reflexiva e a inteligência prática, conhecida como período pré-verbal. Para a criança, o ontem e 

o amanhã são desconhecidos, ele percebe apenas o hoje. Nesse processo os bebês passam a simbolizar mentalmente e utilizar algumas palavras, eles se sentem o centro do universo. 

Já no pré-operatório (de 2 a 6/7 anos), a capacidade simbólica está mais aguçada, é mais frequente o uso de símbolos mentais como a linguagem e imagens, aqui a competência linguística é muito superior ao período anterior. Deste modo surgem habilidades como imitação, jogos simbólicos, desenhos, imagens mentais e a linguagem falada. 

Por conseguinte no período operatório-concreto (de 7 a 11/12 anos) a criança já capaz de desenvolver processos de pensamento lógico, já sabe resolver problemas e argumentar em diversas situações, há o desenvolvimento da socialização, deixando de se sentir o centro do mundo ela passa a partir da linguagem falada se comunicar claramente com os outros, podendo organizar suas ideias a fim de dar respostas coerentes a possíveis questionamentos. Aqui a assimilação e acomodação começam a ser controlada pelo individuo, deixando de ser apenas resultados de suas percepções. 

O último estágio dessa classificação refere-se ao pensamento formal (a partir de 
11/12 anos). Neste período a criança, entrando na adolescência já começa tirar suas 
próprias conclusões. Ela se utiliza de esquemas internalizados anteriormente para 
fortalecer suas conclusões, daqui para frente os estágios anteriores são reforçados até o ponto de maturidade na considerada fase adulta. 

Diante do exposto Piaget conseguiu demonstrar que as crianças não pensam da mesma forma que os adultos, sendo que os símbolos, valores e regras são adquiridos ao longo do tempo. Constatações essas que contribuíram e continuam a ser de suma importância para que os profissionais da pedagogia possam exercer seu papel com êxito. 








REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERNANDES, A. Os Idiomas do Aprendente. São Paulo: Artmed, 2001. 

PAIN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1985. 

PIAGET, J. A psicologia. 2. Ed. Lisboa: Livraria Bertrand, 1973. 

TAFNER, Malcon. A Construção do Conhecimento Segundo Piaget. Disponivel 
em<www.cerebromente.org.br/n08/mente/.../construtivismo.htm> Acesso em Jul. 2016. 

SILVA, Rafael Rodrigues. A Origem e a Construção do Pensar Segundo Piaget e Freud. 
Disponível em <http://www.webartigos.com/artigos/a-origem-e-a-construcao-do
pensar-segundo-piaget-e-freud/91332/#ixzz4Fo8l0Ctm>  Acesso em Jul. 2016 

Fonte na Net:http://www.webartigos.com/storage/app/uploads/public/588/508/23c/58850823cb48c715994738.pdf

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Psicologia e a Aprendizagem (Vídeos-aulas de 06 até 10)

Aula 06
As múltiplas inteligências IV


Aula 07
Canais de aprendizagem



Aula 08
Teorias da personalidade


Aula 09
Tipos de Personalidade


Aula 10
Distúrbios da Personalidade






domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sinestesia

(...)


A sinestesia é uma condição neurológica que implica que o cérebro interpreta sensações de natureza diferentes em simultâneo, ou seja, um som pode representar uma cor ou um aroma (sensações que não são auditivas). Existe uma espécie de cruzamento de sensações em um só estímulo. Assim, uma cor pode ter um sabor ou um som pode ter uma forma.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a sinestesia não é uma doença, e por isso não há tratamento para ela. É simplesmente uma forma diferente do cérebro processar as informações obtidas através dos sentidos. A sinestesia é uma característica hereditária, sendo mais provável acontecer se há casos dentro de uma família. Alguns estudiosos afirmam que as pessoas que apresentam essa característica possuem uma memória acima da média e uma criatividade bastante desenvolvida.
Cerca de uma em cada 300 pessoas têm sinestesia.

Exemplos de sinestesia

A sinestesia está presente quando por exemplo, uma cor é ligada a uma impressão auditiva (audição colorida, fotismos) ou sons são  ligados a uma impressão visual (fonismos).
No vocabulário da língua portuguesa existem várias expressões que se referem a fenômenos de sinestesia, como vermelho-berrante, cores quentes. A expressão "voz doce" é outro caso de sinestesia, pois existe a junção de uma sensação auditiva (voz) e uma sensação gustativa (doce).

Figura de linguagem

No âmbito da linguística, a sinestesia é também uma figura de linguagem semelhante à metáfora ou comparação por símile, porque combinam elementos de universos diferentes. No caso concreto da sinestesia, os elementos distintos que são combinados são os sentidos humanos.
Eu me lembro daquela noite de Verão, e do aroma doce dos seus cabelos.
Neste exemplo, a sinestesia como figura de linguagem está presente na expressão "aroma doce", pois existe a combinação de duas sensações diferentes: a olfativa e a gustativa.

Fonte: https://www.significados.com.br/sinestesia/

O QUE É PSICOLOGIA

Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Melhor dizendo, a Psicologia estuda o que motiva o comportamento humano – o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência...

A história da Psicologia, cuja etimologia deriva de Psique (alma) + Logos (razão ou conhecimento), se confunde com a Filosofia até meados do século XIX. Sócrates, Platão e Aristóteles deram o pontapé inicial na instigante investigação da alma humana:



Para Sócrates (469/ 399 a C.) a principal característica do ser humano era a razão – aspecto que permitiria ao homem deixar de ser um animal irracional.

Platão (427/ 347 a C.) – discípulo de Sócrates, conclui que o lugar da razão no corpo humano era a cabeça, representando fisicamente a psique, e a medula tria como função a ligação entre mente e corpo.

Já Aristóteles (387/322 a C.) – discípulo de Platão – entendia corpo e mente de forma integrada, e percebia a psiqué como o princípio ativo da vida.

Durante a “era cristã” – quando todo conhecimento era produzido e mantido a sete chaves pela Igreja, Santo Agostinho e São Tomas de Aquino partem dos posicionamentos de Platão e Aristóteles respectivamente.

Em 1649, René Descartes – filósofo francês – publica Paixões da Alma, reafirmando a separação entre corpo e mente. Pensamento que dominou o cenário científico até o século XX. Alguns pesquisadores alegam que essa hipótese assumida por Descartes foi um subterfúgio encontrado para continuar suas pesquisas , desenvolvidas a partir da dissecação de cadáveres, com o apoio da Igreja e protegido contra a Inquisição.

O fato é que no final do século XIX, os acadêmicos da época resolvem distanciar a Psicologia da Filosofia e da Fisiologia, dando origem ao que se chamou de Psicologia Moderna. Os comportamentos observáveis passam a fazer parte da investigação científica em laboratórios com o objetivo de se controlar o comportamento humano. Nesse sentido, os teóricos objetivam suas ações na tentativa construir um corpo teórico consistente, buscando o reconhecimento, enfim, da Psicologia como ciência. 

É neste cenário investigativo que surgem três correntes teóricas: o Funcionalismo, o Estruturalismo e o Associacionismo.

O Funcionalismo foi elaborado por William James(1842/1910) que teve a consciência como sua grande preocupação – como funciona e como o homem a utiliza para adaptar-se ao meio.
No Estruturalismo Edward Titchener(1867/1927) também se preocupava com a consciência, mas com seus aspectos estruturais – percebiam a consciência , isto é, seus estados elementares como estruturas do Sistema Nervoso Central.
O Associacionismo foi apresentado por Edward Thorndike(1874/1949). Seu ponto de vista era que o homem aprende por um processo de associação de ideias – da mais simples para a mais complexa.
No início do século XX, surgem mais três correntes principais,que, por sua vez originaram a diversidade de correntes psicológicas, que conhecemos hoje:

Behaviorismo – surgiu nos EUA com John Watson(1878/1958). Foi conhecida pela teoria S-R, ou seja, para cada resposta comportamental existe um estímulo.
Gestaltismo – surgiu na Europa, mais precisamente na Alemanha, com Wertheimer, Köhler e Koffka, entre 1910 e 1912 e nega a fragmentação das ações e processos humanos, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade, resgatando as relações da Psicologia com a Filosofia.
Psicanálise – teoria elaborada por Sigmund Freud(1856/1939) recupera a mportância da afetividade e tem como seu objeto de estudo o inconsciente.
Hoje, século XXI os conhecimentos produzidos pela Psicologia e a complexidade e capacidade de transformação do ser humano, acabaram por ampliar em grande medida sua área de atuação.

Assim, a Psicologia hoje, pode contribuir em várias áreas de conhecimento, possibilitando cada área uma gama infinita de descobertas sobre o homem e seu comportamento, ou sobre o homem e suas relações.

São elas:

Psicologia Experimental
Psicologia da Personalidade
Psicologia Clínica
Psicologia do Desenvolvimento
Psicologia Organizacional
Psicologia da Educação
Psicologia da Aprendizagem
Psicologia Esportiva
Psicologia Forense
Neuropsicologia



Por Regina Célia de Souza
Fonte na net: http://brasilescola.uol.com.br/psicologia/o-que-e-psicologia.htm#

A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...