quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Multiculturalismo, Interculturalidade e multiculturalidade





Interculturalidade - Conceito, o que é, Significado



O termo interculturalidade se refere à diversidade cultural que se manifesta na sociedade atual. Se levarmos em conta como referência as grandes cidades, vamos encontrar pessoas de variadas origens étnicas, línguas diferentes e tradições culturais bem diversificadas. Para que a convivência entre as pessoas seja harmoniosa é necessário promover valores como a integração, a tolerância e o respeito mútuo. Assim, a interculturalidade é justamente uma aposta da aceitação e da normalização das diferenças sociais.


Interculturalidade e multiculturalidade

Estes dois conceitos apresentam semelhanças e diferenças e se assemelham a uma ideia fundamental: que a sociedade não é homogênea, mas sim plural. Entretanto, há uma diferença notável, já que a multiculturalidade expressa as diferenças como um fato objetivo e a interculturalidade aspira que estas diferenças se traduzam em plena integração das culturas. Desta maneira, a interculturalidade tem um componente reivindicativo e transformador, uma vez que propõe superar a multiculturalidade.

Desafios da interculturalidade

Ao longo da história, as diferenças religiosas, étnicas e culturais constituíram um argumento para justificar a exclusão social de alguns grupos

Neste sentido, a interculturalidade pretende criar um marco de convivência na qual nenhum grupo se veja discriminado por algum aspecto diferenciador.

As diferenças entre um grupo e outro não podem envolver nenhuma forma de desigualdade. Na verdade, a sociedade tradicional estabelece hierarquias baseadas nos aspectos diferenciadores. Nesta linha de pensamento, a interculturalidade se baseia em um critério ético: todas as culturas merecem o mesmo respeito.

Um dos campos de atuação da interculturalidade é área educacional

Assim, há países que colocam em prática programas escolares para que estudantes de diferentes culturas tenham uma relação satisfatória e um plano de igualdade.

A interculturalidade expressa o desejo de uma melhor convivência entre os seres humanos. No entanto, trata-se de um caminho com todo tipo de obstáculos: a superação dos preconceitos, problemas linguísticos e a hegemonia histórica de alguns grupos sobre outros. Definitivamente, a interculturalidade é uma aposta pela inclusão social do conjunto da cidadania, uma questão que deve ser abordada na escola, nos meios de comunicação, na legislação e na vida cotidiana.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Estruturalismo: Quais as origens desse método de análise?

O que determina o modo como pensamos, nos relacionamos com os outros, nos comportamos à mesa, nos vestimos e vivemos em família? Será que cultura e sociedade foram historicamente construídas pela ação do homem ou existiriam estruturas ocultas que explicariam nossos hábitos? Para o estruturalismo francês, movimento intelectual que atingiu seu apogeu na segunda metade da década de 1960, a segunda hipótese seria mais viável para investigar tais fenômenos
Pode-se dizer que o estruturalismo foi o último movimento filosófico francês a ganhar notoriedade mundial, logo após o existencialismo, corrente criticada em debates que envolveram dois dos maiores expoentes dessas escolas filosóficas, respectivamente, Michel Foucault (1926-1984) e Jean-Paul Sartre (1905- 1980).

Mas o estruturalismo reuniu pensadores de diversas áreas das ciências humanas, a ponto de ser difícil encontrar um núcleo coeso que permita classificá-lo como sistema filosófico. Na verdade, o estruturalismo é mais um método de análise, que consiste em construir modelos explicativos de realidade, chamados estruturas.

Por estrutura entende-se um sistema abstrato em que seus elementos são interdependentes e que permite, observando-se os fatos e relacionando diferenças, descrevê-los em sua ordenação e dinamismo. É um método que contraria oempirismo, que vê a realidade como sendo constituída de fatos isolados. Para o estruturalismo, ao contrário, não existem fatos isolados, mas partes de um todo maior. Assim, compreende-se que:

  • Alguns fenômenos podem ser explicados não pelo que deixam à mostra, mas por uma estrutura subjacente.
  • Os fatos possuem uma relação interna, de tal forma que não podem ser entendidos isoladamente, mas apenas em relação aos seus pares antagônicos.

    Para entender como esse método funciona, é preciso estudar suas origens, na Linguística e na Antropologia.

    A linguagem O método estruturalista foi usado pela primeira vez pelo linguista suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913) em sua obra póstuma, editada por alunos, Curso de Linguística Geral. Nesta obra, Saussure fornece as bases teóricas para duas importantes ciências do século 20: a Linguística Estrutural e a Semiologia, ou ciência dos signos.

    As teorias de Saussure podem ser explicadas por meio de quatro dicotomias. A primeira diz respeito a duas formas de se abordar a linguagem:
  • Língua: o aspecto social da linguagem.
  • Fala: o aspecto individual da linguagem.

    A segunda refere-se a tipos de estudos da linguagem:
  • Linguística sincrônica (estática ou descritiva): estuda a constituição da língua (fonemas, palavras, gramática, etc.) num dado momento.
  • Linguística diacrônica (evolutiva ou histórica): estuda as mudanças da língua através dos tempos.

    A originalidade de Saussure foi propor um estudo da língua enquanto sistema social de um ponto de vista sincrônico, não histórico, como vinha sendo feito antes. Ele também propõe o nome de semiologia, ou estudo do signo linguístico, que contém:
  • Significante: é a expressão material do signo, como o som da palavra "árvore" ou a imagem da palavra escrita no papel.
  • Significado: o conceito que o significante representa ou o conteúdo do signo, uma ideia, como a árvore que eu imagino ao ouvir ou ler a palavra escrita.

    A palavra estrutura não aparece na obra do linguista suíço, mas se faz presente no conceito de sistema, que quer dizer uma análise estrutural que inclui o estudo da língua em suas relações internas, conforme a terceira dicotomia:
  • Eixo sintagmático: um termo só é compreendido em oposição (relação) a outro termo. Ex.: "O semáforo está verde".
  • Eixo paradigmático: o termo é associado a outros, presentes na memória. Por exemplo, na frase anterior, ao invés de semáforo, uso "sinal" e ao invés de "está verde", "abriu": "O sinal abriu".

    Saussure, ao entender a linguagem como estrutura subjacente e sistema cujos elementos são solidários entre si (e que, somente assim, adquirem valor e sentido), e, ainda, vista de uma perspectiva não histórica, inaugurou o método estruturalista de análise.

    Os mitos A primeira aplicação do estruturalismo fora do âmbito da linguística foi feita pelo antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908), hoje aposentado e um dos mais importantes intelectuais vivos.

    Lévi-Strauss observou, ao estudar tribos indígenas de vários países, incluindo o Brasil, um conjunto de normas que se preservavam em diferentes culturas, como se fossem formas inconscientes que moldavam o pensamento e o comportamento dos povos. Diferente de uma abordagem histórica, que não veria as relações, ele empregou o método da linguística estrutural em, basicamente, dois sentidos:
  • Como uma estrutura profunda ou inconsciente.
  • Como elementos que só adquirem significado quando vistos dentro dessa estrutura.

    Consequentemente, existiriam estruturas que determinam regras de vestuário, alimentação, parentesco, condutas morais e políticas recorrentes em diferentes povos, e que não são visíveis.

    Os mitos, segundo Lévi-Strauss, são estruturados com linguagem, de modo que, da mesma forma que na língua - eu não penso em formas gramaticais quando falo, apenas falo -, também não penso em mitos quando os reproduzo inconscientemente (como Freud mostrou com o mito de Édipo, por exemplo): os mitos só funcionam quando a estrutura permanece invisível, como a linguagem.

    A conclusão do antropólogo é a de que o pensamento mítico não está no homem, mas o próprio homem é que é pensado nos mitos.

    Mas vejamos outro exemplo da antropologia estrutural de Lévi-Strauss nasrelações de parentesco. Parte-se da compreensão de que fenômenos de parentesco são estruturados como fenômenos linguísticos. Então, procede-se à identificação de elementos desta estrutura: pai, mãe, filhos, tios e irmãos. Cada um desses termos só faz sentido estando em relação aos demais: o pai autoritário em relação à mãe protetora, por exemplo.

    O que o antropólogo verificou, no convívio com culturas diversas, foi que, apesar das diferentes formas de filiação e relações de afetividade, hostilidade, antagonismo ou reserva (tios mais afetivos, pais mais hostis e irmãos mais conflituosos, por exemplo), a mesma estrutura de oposições - pai/mãe, tios/sobrinhos, irmãos/irmãs - permanece inalterada.

    Outros estruturalistas No decorrer das décadas de 1960 e 1970, surgiram aplicações do método estruturalista em áreas como crítica literária, cinema, estudos culturais e publicidade, entre outros, o que provocou críticas de abusos.

    Alguns dos mais renomados intelectuais e pensadores franceses empregaram o método em suas obras, como Jacques Lacan (1901-1981), que concebeu o inconsciente como estruturado na forma de linguagem; Foucault, que estudou estruturas discursivas que condicionavam o pensamento do homem em determinadas épocas; Roland Barthes (1915-1980), que examinou os mitos modernos, a moda e a literatura; e Louis Althusser (1918-1990), que fez uma leitura estruturalista da obra de Marx.

    Leituras recomendadas Curso de Linguística Geral, de Saussure, foi publicado no Brasil pela Editora Cultrix. Uma boa introdução ao pensamento de Lévi-Strauss é Antropologia Estrutural (Tempo Brasileiro), que reúne ensaios do autor. Outros livros indicados são Mitologias (Difel), de Roland Barthes, As Palavras e as Coisas (Martins Fontes), de Foucault, e Escritos (Perspectiva), de Lacan. Para mais detalhes sobre o movimento estruturalista, História do Estruturalismo(EDUSC), de François Dosse.

José Renato Salatiel, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é jornalista e professor universitário.
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3034414634056562020#editor/target=post;postID=2076067652786282726

domingo, 25 de setembro de 2016

O que é Mercosul

Mercosul é a abreviação de Mercado Comum do Sul
um bloco econômico sul-americano formado oficialmente pelo BrasilArgentina,UruguaiParaguai Venezuela.

O principal objetivo do Mercosul é garantir a construção de uma consolidação econômica, política e social entre os países membros, colaborando para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos que habitam os Estados que constituem o bloco.
Como o próprio nome sugere, o Mercosul visa a definição de um mercado comum entre os governos pertencentes ao bloco e, para atingir esta meta, define algumas regras, como:
  • Garantir da livre circulação de bens, serviços e produtos entre os países membros;
  • Garantia da TEC (Tarifa Externa Comum) em negociações comerciais com Estados que não pertencem ao bloco econômico;
  • Políticas macroeconômicas e setoriais nos Estados Partes;
  • Compromisso em fortalecer a integração entre todos os membros efetivos da organização.
O Mercosul foi criado a partir do Tratado de Assunção, assinado em 26 de março de 1991 pelos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.


Porém atualmente, o MERCOSUL é regido com base no Protocolo de Ouro Preto, firmado em 17 de dezembro de 1994 e em vigor desde dezembro de 1995.





Quase todos os países da América do Sul estão ligados ao Mercosul, seja como membros efetivos ou associados.
A partir de 2012, os membros considerados como “Estados Partes” do bloco são: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai (desde 26 de março de 1991) e Venezuela (desde 7 de dezembro de 2012).
Já os países classificados como “Estados Associados” são: Chile (desde 1996), Peru (desde 2003), ColômbiaEquador (desde 2004), Guiana,Suriname (desde 2013) e Bolívia (atualmente em processo para se tornar um Estado Parte).
A principal diferença entre os Estados Parte e os Estados Associados está no poder de decisão que os primeiros possuem em relação aos assuntos importantes do bloco. Os associados, por exemplo, não têm o direito de votar para a aprovação do ingresso de novos estados-membros à organização.
Os Estados Associados também são usufruem do TEC (Tarifa Externa Comum), que consiste numa taxa padrão sobre os produtos que são exportados para os países fora do bloco. A TEC ajuda a evitar concorrência comercial internacional e privilegia os membros efetivos deste acordo.
Também existem os países denominados “observadores”, como o México, por exemplo, embora este seja regido NAFTA (North American Free Trade Agreement).

Dados Básicos do Mercosul

Dados Básicos do Mercosul
Fonte dos dados: http://www.mercosul.gov.br/

sábado, 24 de setembro de 2016

O Grande Desafio Dual Audio

Chimamanda Adichie: O perigo da história única

Curta-metragem "O preconceito cega"

PCN – PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS



Os Parâmetros Curriculares Nacionais, mais conhecidos como PCN, é uma coleção de documentos que compõem a grade curricular de uma instituição educativa.
Esse material foi elaborado a fim de servir como ponto de partida para o trabalho docente, norteando as atividades realizadas na sala de aula.
É claro que cada instituição deve montar o seu Projeto Político Pedagógico, sua proposta pedagógica, adaptando esses conteúdos à realidade social da localidade onde está inserida.
O documento é uma orientação quanto ao cotidiano escolar, os principais conteúdos que devem ser trabalhados, a fim de dar subsídios aos educadores, para que suas práticas pedagógicas sejam da melhor qualidade.
Em sua abordagem, os parâmetros curriculares nacionais definem que os currículos e conteúdos não podem ser trabalhados apenas como transmissão de conhecimentos, mas que as práticas docentes devem encaminhar os alunos rumo à aprendizagem.
A reflexão da prática docente deve ser feita através de reuniões com todo o grupo da escola, direção, coordenação, orientação, psicopedagoga, psicóloga, professores, dentre outros profissionais, ligados à rotina da instituição e de sala de aula.
Cabe a cada instituição se organizar nesse sentido, pois a escola que não promove momentos de reflexão da prática docente causa uma relação duvidosa entre docente, alunos e conteúdos a serem ministrados.
Muitas vezes os professores não conhecem a proposta pedagógica da instituição, pois os diretores mantêm a mesma sob sete chaves, para que ninguém copie seu conteúdo. Isso torna difícil a reflexão do professor sobre o seu próprio trabalho, pois o mesmo precisa conhecer que tipo de educação aquela instituição quer oferecer, que princípios devem trabalhar e quais os objetivos a serem conquistados.
A escola deve ter responsabilidade social, instituir situações didáticas fundamentais entre os temas a serem abordados e a prática docente, as formas pelas quais a aprendizagem acontecerá, através do desenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação, estudo independente e pesquisa.
Os PCN estão divididos a fim de facilitar o trabalho da instituição, principalmente na elaboração do seu Projeto Político Pedagógico. São seis volumes que apresentam as áreas do conhecimento, como: língua portuguesa, matemática, ciências naturais, história, geografia, arte e educação física.
Outros três volumes trazem elementos que compõem os temas transversais. O primeiro deles explica e justifica o porquê de se trabalhar com temas transversais, além de trazer uma abordagem sobre ética. No segundo volume os assuntos abordados tratam de pluralidade cultural e orientação sexual; e o terceiro volume aborda meio ambiente e saúde.
O MEC (fazer os links) disponibiliza esse material a todos os professores, a fim de que os mesmos possam estudá-lo e conhecê-lo a fundo, auxiliando os professores em sua atividade profissional, além de perceber a responsabilidade social conferida ao ofício de professor.
Os PCN podem ser facilmente encontrados, estando divididos para o Ensino Fundamental 1, do 1º ao 5º ano, e o documento para o Ensino Fundamental 2, do 6º ao 9º ano.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
http://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/pcnparametros-curriculares-nacionais.htm

A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...