quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Influência da Mídia na Educação

 A mídia é um fator fundamental na vida da sociedade, sem ela a sociedade fica aquém da realidade. Assistir televisão, navegar na Internet, falar ao celular são coisas do cotidiano da maioria da população mundial. Vive-se em uma era tecnológica em que se vêem ao vivo acontecimentos no mundo inteiro. E essa tecnologia influencia o tempo todo à sociedade e em conseqüência, a educação, tanto informal quanto formal. A influência da mídia na sociedade e na educação é um tema muito discutido e questionado. 

Este tema é bastante polêmico, pois muitos afirmam que a mídia pode ser uma influência negativa, já outros acreditam que a mídia deve ser de interesse de professores, pais, alunos, pois ela pode melhorar a educação.

A mídia é importante não somente na educação, mas também na sociedade, pois a partir dela o indivíduo aprende a interagir com o mundo a seu redor e também a ser uma pessoa crítica e de opinião na sociedade. 

2. MÍDIA E EDUCAÇÃO NO BRASIL


2.1 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA





A educação a distância tem sido o grande desafio do preparo de participantes e professores, pois se trata de uma nova tecnologia e tudo que é novo requer que se trabalhe um processo de aprendizagem e adaptação.

Essa nova tecnologia recebeu notável impulso a partir da aplicação de novas tecnologias, notadamente aquelas que envolvem a Internet. A intensa capilarização das redes interconectadas de computadores vem ampliando o público desta modalidade de ensino ao mesmo tempo em que confronta aqueles que trabalham em educação com novos desafios dentro de uma realidade.

Novas tecnologias, ao se disseminarem pela sociedade, levam a novas experiências e a novas formas de relação como outro, com o conhecimento e com o processo de ensino-aprendizagem. Também foi assim com a escrita que é uma tecnologia. A própria origem da Educação e da Escola, tal como concebemos hoje, depende fundamentalmente desta tecnologia de registro e recuperação de informação que é a escrita. O desenvolvimento desta tecnologia promoveu grandes transformações na prática educativa.

Hoje para nós, é praticamente inconcebível ensinar e aprender sem os livros, objetos que somente começaram a ser usados em larga escala com o advento da máquina de imprimir e da técnica de corte de papel que permitiu que os livros se tornassem portáteis.


Atualmente, as novas tecnologias, especialmente as que estão ligadas às chamadas “mídias interativas”, estão promovendo mudanças na Educação, num processo que parece estar apenas começando. Para a maioria dos educadores elas são absolutamente desconhecidas. 
Uma parcela muito pequena teve algum contato ou usa com alguma freqüência estas tecnologias. E, mesmo para estes, elas representam uma imensa novidade.

As novas tecnologias são uma novidade que requer adaptação em termos operacionais, com isso é preciso aprender a mexer com equipamentos, a trabalhar com programas e assimilar conceitos e vocabulários próprios de uma nova área. Mas, além disto, estas tecnologias nos levam as novas experiências em sentido mais profundo. No mundo da comunicação mediada por computador vive-se num outro espaço e num outro tempo, diverso do tempo e do espaço vividos no mundo da comunicação de oralidade primária e da cultura escrita.

Com a chegada destas novas tecnologias, chega também um novo tempo e um grande desafio para a prática educativa que irá utilizar essa tecnologia, pois é preciso promover a ambientação de professores e alunos no espaço virtual dos sistemas on-line de educação a distância.

Existe ainda por parte de alguns alunos a aversão e difícil adaptação ao espaço virtual. O que grande parte deles acredita é que precisa ter um contato direto com o professor para que a interação ou até mesmo o aprendizado possa ocorrer. O problema era o modelo pedagógico no qual ele fora ambientado desde sua pré-escola. Um ambiente em que o aluno é visto fundamentalmente como um receptor de conteúdos, cuja tarefa é assimilar e reproduzir, mas quase nunca problematizar, analisar, refletir, isto é, discutir.

Se no ambiente virtual de ensino-aprendizagem são disponibilizados estes recursos e seu uso é incentivado, o aluno precisará desenvolver outra atitude, adquirir novos hábitos, deixar de ver-se como um receptor no final de uma linha e passar a ver-se como um nó de transmissão numa teia de linhas de comunicação. Este precisará deixar sua postura passiva e adotar uma postura ativa.

2.2 OS PROBLEMAS E DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL


A educação a distância evoluiu através de diversas gerações e baseia-se num modelo educacional em que a aprendizagem não tem limitações espaciais ou temporais (MOORE E KEARSLEY, 1996). 

Historicamente, o ensino a distância evoluiu através de diferentes gerações acompanhando o desenvolvimento tecnológico das telecomunicações, da informática e da internet. As tecnologias utilizadas aumentaram progressivamente em numero, complexidade e potencialidade, criando novos modelos de formação a distância.

A educação à distância disponibiliza inúmeras vantagens como: A flexibilidade no acesso a aprendizagem, podemos escolher a hora e local de estudo que queremos; Economia de tempo, não sendo necessário viajar, nem interromper as atividades diárias; A competência, onde é desenvolvida a organização de estudos e trabalhos intelectuais; A inclusão, que possibilita atender um grande número de pessoas.

Durante muito tempo o Brasil esteve alheio à evolução desta metodologia alternativa de ensino, mas finalmente neste novo milênio, o país está redescobrindo a educação a distância dentro do contexto, inserindo-se na revolução tecnológica que vem estabelecendo novos conceitos de comunicação, facilitando o contato entre as pessoas e permitindo o acesso a uma grande quantidade de informações necessárias à tomada de decisão no mundo globalizado.

Através de uma pesquisa realizada será mostrado a seguir um gráfico com a porcentagem dos estudantes brasileiros com acesso à Internet na escola:

Gráfico 1: Acesso a Informática nas Escolas

FONTE: INEP, 2009

Existem ainda grandes desafios para a implementação e desenvolvimento da Ead (Educação a Distância), no país. O Brasil hoje conta com cerca de 50 milhões de estudantes matriculados no ensino básico à espera de acesso a esse “mundo digital”. Devemos pensar que antes de falar do uso de tecnologias digitais, é necessário falar na integração do usuário às novas mídias, pois são poucos os estudantes que hoje no Brasil tem acesso à internet nas escolas. 

Alienada a isto, atualmente é difícil acreditar que a falta de acesso à energia elétrica também é um dos fatores que atinge 10 milhões de casas. Dos 55 milhões de alunos matriculados no 1º e 2º grau, 10 milhões estudam em escolas sem energia elétrica. Sem contar nas várias escolas que não possuem esgoto e nem água, que são fatores cruciais para a garantia de qualidade em qualquer modalidade de ensino.

A falta de energia elétrica impede ainda que estes alunos tenham acesso ao computador, televisão e vídeo, equipamentos cada vez mais usados pela mídia no processo de aprendizagem. Nem os professores podem se aperfeiçoar ou se qualificar assistindo os programas da TV. Esses estudantes do ponto de vista pedagógico estão alienados e impedidos de usufruírem equipamentos importantes no processo de aprendizagem.

Portanto, o ensino a distância é um fator de grande importância para a inclusão social e a democratização do conhecimento. Assim para romper essas barreiras e criar infra-estrutura necessária, é preciso uma ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal. Com isso espera-se que esses fatores venham alavancar o processo de buscas de soluções alternativas para a democratização do ensino no Brasil. Levando, assim a uma melhor qualificação dos professores do ensino médio e conseqüentemente diminuindo a alta taxa de analfabetismo e a exclusão educacional.


2.3 A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NA EDUCAÇÃO

2.3.1 Recursos de Ensino


A mídia pode ser inserida em sala de aula através dos Recursos de Ensino. Estes segundo Gagné (1971, p. 247) “são componentes do ambiente da aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno”. Estes componentes são, além do professor, todos os tipos de mídias que podem ser utilizadas em sala de aula, tais como, revistas, livros, mapas, fotografias, gravações, filmes etc.

A utilização de recursos de ensino diminui o nível de abstração dos alunos, pois eles vêem na prática o que estão aprendendo na escola, e podem relacionar a matéria aprendida com fatos reais do seu cotidiano. Desta forma é mais fácil eles absolverem os conteúdos escolares. 

Dale (1966) criou uma classificação de recursos de ensino que é bastante utilizada. Ele nos trouxe o “cone de experiências”, que mostra que o ensino verbalizado, uso de palavras sem experiência, não deve mais ser usado pelo professor, pois os alunos aprendem mais quanto mais pratica experiências em torno do que está sendo ensinado. 



Figura 1: Pirâmide do Aprendizado
FONTE: (DALE, 1966, p. 221)



Segundo Dale (1966), os objetivos do uso dos recursos de ensino são: 

• motivar e despertar o interesse dos alunos;
• favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
• aproximar o aluno da realidade;
• visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem;
• oferecer informações e dados;
• permitir a fixação da aprendizagem;
• ilustrar noções mais abstratas;
• desenvolver a experimentação concreta.

Para utilização dos recursos de ensino é preciso estar atento aos seus objetivos, eficácia e função em relação à matéria ensinada. Todos esses objetivos podem ser alcançados através de recursos de ensino, midiáticos, como, por exemplo, computador, internet, em que o aluno além de conhecer novas tecnologias, faz também interação com o mundo e novas informações. O aluno busca algo novo, algo atrativo, e a educação deve acompanhar essa busca. Mas não basta apenas usar a tecnologia, no ambiente de ensino/aprendizagem temos que rever o uso que fazemos de diferentes tecnologias enquanto estratégias, tendo clareza quanto à função do que estamos utilizando, não basta trocar o livro por um computador se na prática não promovemos a inclusão do aluno, no que se refere aos processos de aprendizagem.

O computador é conhecido como uma tecnologia da informação devido a sua grande capacidade na solução de problemas relacionados a armazenamento, organização e produção de informação de várias áreas do conhecimento. A utilização dessa tecnologia pode ser usada de varias formas, como programas de exercício-e-prática, jogos educacionais, programas de simulação, linguagem de programação entre outros, despertando assim um grande interesse do aluno.

Conforme observado por Valente (1993), o computador não é mais o instrumento que ensina o aprendiz, mas a ferramenta com a qual o aluno desenvolve algo, e, portanto, o aprendizado ocorre pelo fato de estar executando uma tarefa por intermédio do computador. O processo de interação se torna mais agradável com a presença da multimídia na aprendizagem, pois naquele momento o aluno está descobrindo o novo, o contemporâneo.

2.3.2 Recursos Audiovisuais


Recursos audiovisuais são os que estimulam a visão e/ou a audição. Esses recursos contribuem para a absorção de conteúdos através de comparações com fatos e elementos do cotidiano do aluno.

Os avanços tecnológicos nos últimos cinqüenta anos contribuíram para a formação de um mundo ao vivo e a cores. A queda do muro de Berlim, por exemplo, foi visto simultaneamente em todos os lugares do mundo que possuíam televisão. Hoje, as informações viajam rapidamente e tem-se que estar a atento a tudo, TV, Internet, celular, I-pod, MP3, MP4, todos esses recursos fazem parte do dia-a-dia das crianças do século XXI. Então, porque não utilizá-los em sala de aula?

Muito se discute sobre a qualidade na educação. A complexidade do ato educativo suscita inúmeras abordagens e múltiplas respostas, mas a análise de casos de sucesso indica alguns pontos comuns.

Vários estudos e pesquisas feitos a partir de instituições de ensino cujos alunos alcançaram pontuação elevada em provas feitas pelo Ministério da educação, apontam com fatores presentes nessas escolas, gestores com capacidade de liderança e autonomia para desenvolver projetos personalizados, são professores com boa auto-estima e comprometidos com o sucesso escolar e um ambiente escolar caracterizado pela pluralidade de estratégias didáticas.

São escolas que não dispõem de boas instalações e que a única riqueza que possuem é a “riqueza de estratégias pedagógicas”. Elas exploram todos os recursos que possuem incluindo os que estão na comunidade em que se inserem. Livros didáticos, obras literárias, jornais, TV, rádio, revistas, computadores, teatros etc., todos esses recursos integram harmonicamente o projeto pedagógico, incentivando os alunos, elevando a qualidade e conquistando o apoio das famílias.

Em casos como estes se pode perceber o quanto a mídia pode ajudar, fazendo dos professores, profissionais criativos, protagonistas da educação e não simples repetidores. A mídia nos dá a oportunidade de inserir nosso aluno no mundo tecnológico e ao mesmo tempo passar o conhecimento de matérias que devem ser vistas, de uma forma inovadora e compartilhada. Muitos pais e professores têm grande resistência à TV, Internet, mas se estas forem utilizadas como recurso de ensino, elas têm um grande valor na educação, pois com elas, não se trata de treinar um usuário de mídias, mas de formar um cidadão capaz de explorar, analisar e refletir criticamente sobre as inúmeras fontes de informação e comunicação que o cercam e de produzir em diferentes linguagens e mídias, comprometendo-se com o impacto dessa criação no meio que o cerca.

2.3.3 A TV e a Educação: méritos e deméritos


Conforme Maia (2003), a mídia é a designação genérica dos meios de comunicação social; jornais, revistas, cinema, rádio, televisão, internet. Assim ela está no dia-a-dia das pessoas. 

Hoje em dia, as informações estão ao nosso redor constantemente. Se quisermos saber sobre qualquer notícia do passado ou sobre as programações das baladas de sábado à noite, ou o endereço de tal loja, tudo isso se consegue rápido e fácil pela Internet. 

As notícias são transmitidas ao vivo, enquanto que no passado eram levadas por barcos através do oceano e levavam dias e até meses para chegar em outro continente. A televisão é um veículo de massa que melhor transmite informações por ser de fácil aquisição, devido ao seu baixo valor aquisitivo. Por isso, este trabalho dá especial destaque a este veículo midiático.

Quando se liga uma televisão o indivíduo receptor é invadido por várias informações, e ele pode ser influenciado ou não pelo que assiste. A maneira como são mostrados os programas também é importante, porque pode contagiar o público. Se determinado canal de televisão é a favor de um fato, e outro canal é contra, isso faz com que o público tenha uma visão crítica, e um poder de escolha, entretanto somente tomar partido de uma das partes às vezes é pouco. A sociedade pode ficar alienada ao que vem mastigado pelos programas televisivos e não ser capaz de ver outros ângulos e hipóteses de um mesmo acontecimento. 

Por outro lado podemos ver a TV com o um grande fator na educação. Em 1996, o Ministério da Educação, por meio da recém-criada Secretaria da Educação a Distância, lançou nacionalmente o programa TV na Escola, cuja finalidade era a qualidade da educação e oferecer às escolas um riquíssimo acervo de recursos didáticos capaz de enriquecer o projeto pedagógico das instituições e de valorizar os professores da educação. O foco da TV na Escola era os professores e alunos. 

Com base nas experiências e pesquisas feitas, esse curso foi elaborado com a proposta de capacitar o educador, no uso critico e criativo da TV e do vídeo. Toda a experiência com o curso TV na Escola, em especial tinha o propósito de formar professores profissionais no uso da TV e vídeo. Todavia, era preciso atualizar a linguagem, integrar as tecnologias, renovar estratégias didáticas, garantir aos educadores condições de produção em diferentes linguagens e mídias, para que os alunos recebessem toda a tecnologia com sucesso. Esse fator com certeza traria para a sala de aula algo novo e inusitado para os alunos.

2.3.4 As Influências Negativas e Positivas da Televisão na Sociedade

Parece mentira, mas infelizmente é verdade. Novelas e filmes da televisão estão fazendo apologia ao crime e a violência. A qualquer hora do dia ligando a Televisão, só vemos tiros, facadas, sequestros, destruição, mortes, e muitas vezes nos perguntamos, será que o mundo é só isso?

Segundo Hoinef (1991), a televisão é uma forma de privação de sentidos, causando desorientação e confusão. Ela suprime e substitui o imaginário humano, encoraja a passividade da massa e treina as pessoas para aceitar a autoridade.

O autor compara a televisão a um veneno que se expandiu pelo mundo, com enorme poder de destruir padrões de comportamentos, atitudes e valores que culturas e subculturas reverenciam para sobreviver, e ainda exercem sobre nós um poder de influência muito grande, nos fazendo aceitar o que é imposto.

A luta pela audiência, de toda a forma tem levado emissoras brasileiras a trocar o bom-gosto e o respeito pelo público por um verdadeiro festival de baixarias, incluindo sexo, violência etc. A onipotência da televisão, o seu poder sem limites, impede que se possa ensinar ética a sociedade.

Desde que a televisão surgiu sempre nos acrescenta “pratos de má qualidade”, para disfarçar o seu gosto detestável e insípido, pois infelizmente este veículo de comunicação não nasceu para isso, mas sempre se confunde a realidade e ficção com a maior tranqüilidade.

A modernidade na educação básica do Brasil é algo muito importante e deve ser tratado com muita responsabilidade e sabedoria. Primeiramente devemos analisar a necessidade de incorporar as novas tecnologias educacionais aos conceitos de modernização, com isso percebemos que o Brasil tem cerca de 1.300.000 professores em todos os graus. Pode ser considerada uma operação de guerra a reciclagem destes em relação ao processo midiático, que por sinal é um elemento essencial ao processo, para que mensagens modernas formem a informação aos alunos.

Nesta busca pela modernização, o papel da televisão educativa é de grande importância, pois o aluno tem mais facilidade em aprender através de recursos audiovisuais. A televisão pode ser usada como um instrumento auxiliar do processo ensino-aprendizagem, usando em cada escola um rádio, um DVD e uma televisão, por exemplo.

Além disso, a televisão ajuda no desenvolvimento da sociedade, quando é informativa e cultural. Ela traz ao público informações sobre outros povos, outros modos de vestir, comer e educar. 

Segundo Torres (1998), a televisão contribuiu para reforçar a democracia, pois fala em linguagem simples sobre assuntos variados. Toda informação passada pela televisão atinge todos os cidadãos, fornecendo o discernimento sobre vários assunto, e contribuindo para aumentar a participação na comunidade. 

Enfim, se a televisão for utilizada para informar ela será uma arma a favor da população, tanto para se qualificar como para estar sempre a par das informações ao redor do mundo. Além disso, não importa o programa que é transmitido pela TV, importa se o público tem uma visão crítica e sabe separar o que é bom e o que é ruim, o que deve ser guardado e transmitido. A pessoa deve ler as mensagens subliminares, entender quais idéias são passadas e assim poder dominar a televisão e não ser dominado por ela.

3 CONCLUSÃO

Através de pesquisas realizadas pode-se concluir que a mídia tem seus méritos e também seus deméritos, mas cabe aos pais e professores, saber utilizá-la para meios didáticos e benéficos em nossas vidas.

A mídia é toda a tecnologia que nos rodeia, e essa tecnologia tem crescido dia após dia. Se a escola não introduzir o aluno nesse mundo tecnológico, seja através da televisão ou do computador, mais tarde o mercado de trabalho vai cobrar isso dele e será muito mais difícil a sua inserção na sociedade.

Nota-se que a mídia na educação se bem utilizada pode trazer grandes resultados, e até ajudar na formação de um indivíduo. A aprendizagem, por exemplo, fica mais fácil para os alunos quando o professor utiliza filmes, cartazes, livros ou qualquer outro tipo de mídia. É mais fácil a absorção de conteúdos na escola com uso de recursos que estão no dia-a-dia dos estudantes.

Outro fator importante que discutido foi a EaD, Educação a Distância, muitos educadores e até mesmo alunos não concordam com o ensino a distância, mas como percebemos, é um ensino onde o aluno é o coordenador de seu próprio tempo, seu desempenho é maior e sem duvidas ele é merecedor de um diploma, assim como o aluno de um curso presencial. No ensino a distância, o aluno também se dedica e com certeza se dispõe de tempo e estudos mesmo estando longe da sala de aula. Ele é beneficiado pela tecnologia que lhe promove a oportunidade de estar em casa acessando as matérias, através da rede de computadores e assim pode obter certificação.

A televisão também é um meio de comunicação muito utilizado, e pode auxiliar no processo de ensino aprendizagem. Porém, se mal utilizada em casa ou até mesmo na escola, pode causar grandes problemas, pois ao se deixar influenciar, o individuo se torna escravo dela. A mídia tem o poder de criar, formar e transformar um indivíduo, dependendo de como for utilizada. Cabe a cada um dos pais e professores auxiliar e até mesmo aprender a usar a mídia para o nosso beneficio.

Por fim, entende-se que o governo deve investir em tecnologia nas escolas, especialmente nas escolas públicas, haja vista para as grandes desigualdades sociais e regionais que ainda persistem em nosso país. É necessário adotar políticas públicas diferenciadas por região e contar com a participação de toda a sociedade, para que o Brasil figure entre aqueles países com tecnologia de ponta, principalmente advinda de uma educação inclusiva.

FONTES: A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NA EDUCAÇÃO. 
Uzias Ferreira Adorno Júnior¹. Faculdade Albert Einstein. Brasília. 2009.

http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/a-influencia-da-midia-na-educacao/36848/


REFERÊNCIAS

DALE, Edgar. Metodos de Enseñanza Audiovisual. México: Editorial Reverte Mexicana, 1966.

GAGNÉ, R. Como se realiza aprendizagem. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1971. 

HOINEF, N. TV em Expansão. Rio de Janeiro: Editora Record, 1991.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. Publicações. Brasília, 29 jan. 2009. Disponível em: <http://www.publicacoes.inep.gov.br>. Acesso em: 03 dez. 2009. 

MAIA, João Domingues. Português-Novo Ensino Médio. Volume único. 10.ª edição – São Paulo: Editora Ática, 2003.

MOORE, M. G., KEARSLEY, G. Distance Education: a systems view. Belmont (USA): Wadsworth Publishing Company, 1996.

TORRES, Eduardo Cintra. Ler televisão. Oeiras: Celta Editora, 1998.

VALENTE, J. A. . Diferentes usos do computador na Educação. In: VALENTE JA. (Org.). Computadores e conhecimento: repensando a educação. 2ª ed. Campinas: Gráfica Central UNICAMP, 1998, v. , p. 1-27.

terça-feira, 19 de julho de 2016

O começo da internet no Brasil

No livro de Érico Guizzo, Internet: O que é, o que oferece, como conectar-se (Editora Ática, 1999) demonstra como foi o histórico da internet aqui no Brasil que se iniciou em setembro de 1988. 

As conexões inicialmente foram feitas em setor acadêmico e somente anos depois foi destinada a usuários domésticos e empresas. A internet no Brasil iniciou-se em setembro de 1988 quando no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado no Rio de Janeiro, conseguiu acesso à Bitnet, através de uma conexão de 9 600 bits por segundo estabelecida com a Universidade de Maryland.

Dois meses depois foi a vez da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também ligou-se à Bitnet, por meio de uma conexão com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago. Algum tempo depois, a Fapesp criou a rede ANSP (Academic Network at São Paulo), interligando a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Mais tarde, ligaram-se à ANSP a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).

Em maio de 1989, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também ligou-se à rede Bitnet, através da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), constituindo-se no terceiro ponto de acesso ao exterior.  Em 1981 foi fundado o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), autônomo e apartidário o Ibase sempre teve como um de seus objetivos a disseminação de inframções a sociedade civil. Isso incluía a democratização do acesso às redes de computadores no país. 

Em meados da década de 80, o Ibase integrou-se a um projeto internacional chamado Interdoc. Sua finalidade era o uso do correio eletrônico para o intercâmbio de informações entre ONGs (organizações não-governamentais) de todo o mundo. Participavam do projeto dezenas de entidades da África, América Latina, Ásia e Europa. Contudo, o uso desse sistema ainda era extremamente caro. Fazia-se necessário encontrar meios alternativos para facilitar essa conexão internacional e reduzir os custos de comunicação.  

Alternex, um serviço internacional de mensagens e conferências eletrônicas pioneiro no país. Através do Alternex era possível trocar mensagens com diversos sistemas de correio eletrônico de todo o mundo, incluindo a Internet. O Alternex foi, portanto, o primeiro serviço brasileiro de acesso à Internet fora da comunidade acadêmica. 

O brasileiro quer se conectar 

A situação permaneceu assim até meados de 94, quando a Internet ultrapassou as fronteiras acadêmicas e começou a chegar ao ouvido de muitos brasileiros. No dia 17 de julho daquele ano, o jornal Folha de S.Paulo dedicou a edição dominical do seu caderno Mais! à “superinfovia do futuro”. E anunciava: “nasce uma nova forma de comunicação que ligará por computador milhões de pessoas em escala planetária”. 

Quase no final de 94, o governo brasileiro – que até então pouco tinha feito pela Internet no Brasil – divulgava, através do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações, a intenção de investir na nova tecnologia. A criação da estrutura necessária para a exploração comercial da Internet ficou a cargo da Embratel e da RNP. 

No final de 94, a Embratel iniciou seu serviço de acesso à Internet em caráter experimental. Cinco mil usuários foram escolhidos para testar o serviço. Alguns meses depois, em maio de 95, o acesso à Internet via Embratel começou a funcionar de modo definitivo. Mas a exclusividade da Embratel no serviço de acesso a usuários finais desagradou à iniciativa privada. Temia-se que a Embratel e outras empresas de telecomunicações dominassem o mercado, criando um monopólio estatal da Internet no Brasil. 

Diante disso, o Ministério das Comunicações tornou pública a posição do governo de que não haveria monopólio e que o mercado de serviços da Internet no Brasil seria o mais aberto possível. 

Ainda nesta época, foi criado o Comitê Gestor Internet Brasil, com o objetivo de traçar os rumos da implantação, administração e uso da Internet no país. Participariam do Comitê Gestor membros do Ministério das Comunicações e do Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes de provedores e prestadores de serviços ligados à Internet e representantes de usuários e da comunidade acadêmica. O Comitê Gestor teria ainda como atribuições principais: fomentar o desenvolvimento de serviços da Internet no Brasil, recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais, além de coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços da Internet.  

Apesar do mercado promissor, as coisas continuaram assim, meio capengas, por todo o ano de 95. A Embratel e o Ministério das Comunicações não facilitavam as iniciativas dos provedores privados: a estrutura necessária não estava totalmente implantada e havia indefinições sobre os preços a serem cobrados. Mesmo assim, uma dezena de provedores já operava até o final de 95 conectados à Internet através da Embratel. Outros, como a IBM e a Unisys, começaram a implantar suas próprias conexões internacionais. 

A Internet decola no país 

O grande boom da rede aconteceu ao longo do ano de 1996. Um pouco pela melhoria nos serviços prestados pela Embratel, mas principalmente pelo crescimento natural do mercado, a Internet brasileira crescia vertiginosamente, tanto em número de usuários quanto de provedores e de serviços prestados através da rede. 

Uma das provas de que a Internet realmente havia decolado no Brasil veio no dia 14 de dezembro de 1996, quando Gilberto Gil fez o lançamento de sua música Pela Internet através da própria rede, cantando uma versão acústica da música ao vivo e conversando com internautas sobre sua relação com a Internet.



Fonte:https://www.oficinadanet.com.br/artigo/904/o_comeco_da_internet_no_brasil

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Significados e Conceitos


Link é uma palavra em inglês que significa elo, vínculo ou ligação.
No âmbito da informática, a palavra link pode significar hiperligação, ou seja, uma palavra, texto ou imagem que quando é clicada pelo usuário, o encaminha para outra página na internet, que pode conter outros textos ou imagens.

O que é URL:


URL é o endereço de um recurso disponível em uma rede, seja a rede internet ou intranet, e significa em inglês Uniform Resource Locator, e em português é conhecido por Localizador Padrão de Recursos.
Em outras palavras, url é um endereço virtual com um caminho que indica onde está o que o usuário procura, e pode ser tanto um arquivo, como uma máquina, uma página, um site, uma pasta etc. Url também pode ser o link ou endereço de um site.
Um URL é composto de um protocolo, que pode ser tanto HTTP, que é um protocolo de comunicação, FTP que é uma forma rápida de transferir arquivos na internet etc.
O formato das URL é definido pela norma RFC 1738.

Encurtador de URL

Um encurtador de URL (ou URL shortener, em inglês) é uma ferramenta que compacta links muitos extensos. Compartilhar links muito grandes pode ser um problema, e por esse motivo, a divulgação de conteúdoonline é mais fácil quando os links são mais curtos. Existem várias ferramentas que funcionam como encurtadores de URL, como o TinyURL, Bitly, Goo.gl, etc.

O que é Layout:

Layout é uma palavra inglesa, muitas vezes usada na forma portuguesa "leiaute", que significa planoarranjoesquemadesignprojeto.
Na área da arte gráfica, o layout é um esboço ou rascunho que mostra a estrutura física de uma página de um jornal, revista ou página na internet (como um blogue, por exemplo). O layout engloba elementos como texto, gráficos, imagens e a forma como eles se encontram em um determinado espaço. O layout gráfico pressupõe o trabalho de um designer gráfico, que vai trabalhar no formato e números de página e suas margens, números de colunas de texto e outros aspectos relevantes.
layout de uma página vai depender da criatividade e do conteúdo que vai conter. Por esse motivo, muitas vezes o cliente dá indicações precisas ao designer, para que ele possa trabalhar no layout. Assim, o layout consiste em um rascunhoesboço ou projeto, um trabalho prévio que dá uma ideia de como será a aparência final da página em questão. Pode ser um desenho simples numa folha ou algo mais evoluído, quando o projeto já está em uma fase mais avançada.
No ramo editorial e da publicidade, layout é também o termo que designa a técnica ou processo de fazer layouts.
No âmbito empresarial, o layout pode ser sinônimo de "arranjo físico", ou seja, o modo como estão organizados os equipamentos, máquinas, ferramentas, produtos finalizados e mão de obra dentro da empresa. Um bom layout pode ter um efeito na produtividade da empresa, podendo também reduzir os custos (por significar menos desperdícios) e perda de tempo.


MODEM


Para entender a história do modem (modem = modulador-demodulador), é necessário conhecer o que veio antes, quais foram os primeiros métodos de transmissão de dados á longa distancia. Ocódigo Morse foi o primeiro método que permitiu a comunicação codificada de longa distancia.  Vários códigos foram inventados depois. Com a invenção do telefone, foi possível transmitir a voz por meio de linhas metálicas. Este foi o inicio da transferência de dados. O próximo passo foi a invenção do Fax, em 1843. Após muita evolução, foi inventado o Fax-modem, em 1950.
Um modem PCI antigo.

Este tinha função de transmitir de forma segura informações para o exército americano, utilizando as linhas telefônicas.  Desde então se trabalha para aumentar a taxa de transferência de dados, que no inicio era muito lenta, devido á interferência da linha telefônica. Robert Lucky inventou, em 1965, os equalizadores, que diminuíram muito a interferência.
A velocidade da transmissão do modem só aumentou desde então. Esta velocidade que determina a velocidade de transmissão de dados, downloads, uploads e acesso à sites. Nos anos 80 era de 14kbits/s, em 1994 já estava em 56kbits/s . Atualmente, a internet comercial esta com um máximo de 100 Mbits/s, no Brasil. Em outros países já começa a venda de internet com um gigabit/s de velocidade. No Brasil, algumas empresas e instituições de ensino têm internet com velocidade de transmissão de 10 gigabits/s.
O modem é um aparelho utilizado para trocar informações entre computadores, utilizando-se de linhas telefônicas. Os computadores trabalham com dados binários (sequências de zero e um), já o modem, com dados analógicos (em forma de onda eletromagnética).
O modem pega o dado binário do computador converte estes dados em sinais analógicos, os quais são transmitidos pela linha telefônica. Chegando ao destino (outro modem) os sinais analógicos são convertidos novamente em dados binários, para serem interpretados pelo computador. O que acontece quando fazemos upload de um arquivo em qualquer site:
  1. A imagem é um agrupamento de dados binários que formam as cores. Estes dados são enviados para o modem
  2. O modem recebe os dados da imagem e transforma em dados analógicos.
  3. Os dados são enviados para o servidor da empresa onde esta sendo feito o upload.
  4. Os dados são convertidos novamente em dados binários e a imagem é salva nos HD’s da empresa.
Todo este processo mostra como o modem trabalha em conjunto com a internet e com o computador.
http://www.infoescola.com/informatica/modem/

Internet: História da web

Foi em 1969 que nasceu o princípio básico do que viria a ser uma das grandes invenções do homem no último século.
Atualmente, é complicado imaginar a vida sem redes sociais, e-mails e sites de buscas. No entanto, no início da história da Internet, o objetivo estava longe de ser negócios ou entretenimento. Tudo começou na área militar dos Estados Unidos, com a intenção de ajudar a proteger o país nas guerras.
Anos 60-70: Guerra Fria dá origem às redes
A evolução da Internet (www) (Foto: Reprodução)
Os conceitos militares por trás da Internet começaram a surgir em meados dos anos 50, mas só na década de 60, com o mundo polarizado entre Estados Unidos e URSS que a ideia se desenvolveu. Cientes de poder da comunicação, os EUA criaram um sistema de descentralização de suas informações no Pentágono para evitar que possíveis ataques causassem a perda irreparável de documentos do governo.
Notas relacionadas à Arpa mostram início do projeto(Foto: Reprodução/Computer History)
Em 1962, o engenheiro Joseph Licklider, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), já falava na criação de uma Rede Intergalática de Computadores. Sete anos depois, ficou estabelecido o marco do “nascimento da Internet”, com a criação da ARPANET, a rede de conexão da DARPA, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada dos Estados Unidos.
Ela atuava com um sistema chamado chaveamento de pacotes, onde as informações são divididas em pequenos pacotes que contêm trechos dos dados, os endereços de destinatários e informações que permitiam a remontagem da mensagem original. Era uma forma de codificação da época, para garantir a segurança do país, que estava de olho em se proteger de possíveis ataques soviéticos.
Anos 70-80: Surge o termo Internet
Esta década foi fundamental para a mudança de padrão de conexão que permitiu que os atuais protocolos de Internet nascessem. São os protocolos TCP/IP, vindos de trabalhos experimentais em cooperação entre a DARPA e outras agências.
Khan e Cerf foram dois dos responsáveis pelaInternet atual (Foto: Reprodução/ComputerHistory)
A primeira descrição de protocolos TCP foi feita no ano de 1973, pelos especialistas Net Vinton Cerf e Bob Kahn. O uso do termo “Internet” para uma rede TCP/IP global se deu em dezembro de 1974, com a publicação da primeira especificação completa do TCP, assinada por Vinton Cerf, Yogen Dalal e Carl Sunshine, na Universidade de Stanford.
A partir de então, bastou só dar mais qualidade aos protocolos e tentar implementar novas tecnologias para fazer com que estas novas redes pudessem suportar a quantidade de acessos que era crescente a partir daquele momento.
Anos 80-90: Início das grandes redes
O dia 1 de janeiro de 1983 marcou a entrada no ar da primeira rede de grande extensão baseada em TCP/IP. Todos os computadores que usavam a tal ARPANET trocaram os antigos sistemas de pacotes pela nova tecnologia. Dois anos depois, nasceu a National Science Foundation Network, um conjunto de redes universitárias interconectadas em 56 kilobits por segundo (kbps).
Diagrama mostra modelo de hipertexto sugerido
nos anos 80 (Foto:
O Protocolo de Internet (Internet Protocol) permitia que a transição de dados entre redes. Assim, todas as redes conectadas pelo endereço IP na Internet poderiam navegar pelos arquivos e trocar mensagens. Então, nasceram os backbones, computadores que fazem estas tarefas. Estava estabelecido o modo de conexão.
Mas foi somente em 1988, com a abertura da rede para interesses comerciais, começou a “popularização” da grande rede. Serviços de correio eletrônico e provedores que faziam a conexão à rede pelo antigo método dial-up começaram a surgir no final dos anos 80. O “boom” que a web teve na década de 90 só foi possível graças a esta atitude dos Estados Unidos em “comercializar” a Internet e ao modelo de “hipertexto” que surgiu em 1989.
Anos 90-00: O boom da WorldWideWeb
Em 1992, o cientista Tim Berners-Lee criou a World Wide Web – ou esse “www” que se digita antes do nome de qualquer site. A rede nasceu na Organização Europeia para a Investigação Nuclear, que propôs a criação dos hipertextos para permitir que várias pessoas trabalhassem juntas acessando os mesmos documentos. Esta foi a gêneses do processo de conexão à Internet atual.
Google foi um dos sites que marcaram os anos 90 (Foto: Reprodução/Smashing Apps)
Também nos anos 90, a empresa norte-americana Netscape criou um protocolo HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), que garante o envio de dados criptografados pela web. Com isso, estava nascendo a Internet atual. E o interesse mundial em torno desta nova ferramenta foi enorme, causando um grande “boom” na década de 90, quando as pessoas começaram a ter PCs e acesso, ainda discado, à grande rede.
A oferta de conteúdo era enorme e aumentava a cada ano a partir de 1992. Foi na década de 90 que começaram a surgir grandes portais, como AOL e Yahoo, salas de bate-papo e mensageiros instantâneos, como o ICQ e o mIRC, os serviços de e-mail gratuitos, como o Hotmail, e, claro, sites de busca, como Google e Cadê. E, nos anos 2000, este “boom” iria se consolidar e ganhar ainda mais revoluções.
Anos 00-Hoje: A era da Web 2.0
Após o surgimento da Internet para o público em geral, era necessário consolida-la entre as pessoas. E esta tarefa não foi muito difícil dada às facilidades impostas para aquisição de computadores e também às grandes novidades que a web recebeu nos anos 2000. A tecnologia evoluiu muito e, assim, permitiu avanços significativos.
Facebook marca a era das redes sociais na web (Foto: TechTudo/Thiago Barros)
A Internet discada deu lugar à Banda Larga e até à conexão no seu próprio celular, com a rede 3G (e agora 4G). Ao invés de uma ferramenta de difícil acesso e ainda crescendo, a Internet virou praticamente uma necessidade diária, seja no dia a dia das empresas ou na casa de um usuário que busca entretenimento ou faz pesquisas para o dever de casa.
O compartilhamento de arquivos em sites P2P como o Kazzaa surgiu para destacar uma faceta multimídia da Internet. Veio a era das redes sociais, para reunir amigos e fazer os novos contatos, com Orkut, MySpace, Twitter, Facebook e etc. Os simples ICQ e MSN deram lugar ao Skype e ferramentas que permitem fazer até ligações para telefones comuns.

Cresceu o número de provedores, o comércio online se estabeleceu, o mercado de jogos apostou no online e agradou, há centenas de redes de conteúdo multimídia usando tanto streaming como buffer para entreterem os internautas… Hoje, a Internet é um mundo de grandes possibilidades. E não há dúvida de que o futuro ainda reserva mais novidades.

Futuro: O que ainda vem por aí?
A tendência principal é de que o mobile tome conta do mercado cada vez mais. A ideia de estar sempre conectado à Internet ganhou muita força nos últimos anos e com os tablets e smartphones, a conexão à web se tornou quase que uma necessidade diária de boa parte da população. E o investimento das empresas nesta área só aumenta.
Navegação móvel e a tendência para o futuro (Foto: TechTudo)
Parece estar nascendo uma geração em que o consumo de conteúdo via web é enorme, com a demanda aumentando constantemente. As redes sociais seguem se reinventando, os aplicativos móveis seguem nascendo a cada dia e, nos próximos anos, a expectativa é de que o foco esteja cada vez mais na convergência das mídias para a Internet.
Assistir televisão, ouvir rádio, entrar no Facebook, mandar uma mensagem e ligar para o seu amigo. Tudo “ao mesmo tempo”, do mesmo lugar, sempre conectado. Por ser uma ferramenta em um ambiente livre, a Internet permite muitas possibilidade e com todos os avanços tecnológicos atuais, não é difícil crer que ela vai se perpetuar por um longo tempo.
Fontes:http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/04/internet-completa-44-anos-relembre-historia-da-web.html


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