domingo, 17 de julho de 2016

História do Cinema



Foi no final do século XIX, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinema. Na primeira metade deste século a fotografia já havia sido inventada por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, possibilitando esta criação revolucionária no mundo das artes e da indústria cultural: o cinema.

Para se chegar à projeção cinematográfica atual, muitos processos de investigação foram feitos em relação aos fundamentos da ciência óptica. Já vem dos primórdios da humanidade a necessidade de registrar movimentos através de pinturas e desenhos nas paredes. Há aproximadamente sete mil anos atrás, no oriente, os chineses já projetavam sombras de diferentes figuras recortadas e manipuladas sobre a parede, um jogo de sombras, próprio do seu teatro de marionetes. No século XV, Leonardo da Vinci realizou trabalhos utilizando a projeção da luz na superfície, criando a Câmara Escura, que era uma caixa fechada, possuindo um orifício com uma lente, local destinado a passagem da luz produzida pelos objetos externos. A imagem refletida no interior dessa caixa era a inversão do que se via na realidade. 

Mais adiante, no século XVII, O alemão Athanasius Kirchner criou a Lanterna Mágica, objeto composto de um cilindro iluminado à vela, para projetar imagens desenhadas em uma lâmina de vidro.

No século XIX, muitos aparelhos que buscavam estudar o fenômeno da persistência retiniana foram construídos, este fenômeno é o que mantém a imagem em fração de segundos na retina. Joseph-Antoine Plateau foi o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana, concluindo que uma ilusão de movimento necessita de uma série de imagens fixas, sucedendo-se pela razão de dez imagens por segundo. Plateau, em 1832, criou o Fenacistoscópio, apresentando várias figuras de uma mesma pessoa em posições diferentes desenhadas em um disco, de forma que ao girá-lo, elas passam a formar um movimento.

Criado pelo francês Charles Émile Reynaud o Praxinoscópio foi um invento importante para o surgimento do cinema. Este aparelho era um tambor giratório com desenhos colados na sua superfície interior, e no centro deste tambor havia diversos espelhos. Na medida em que girava-se o tambor, no centro, onde ficavam os espelhos, via-se os desenhos se unindo em um movimento harmonioso. Dentre outros inventos, há o Cinetoscópio, inventado por Thomas A. Edison, que consistia em um filme perfurado, projetado em uma tela no interior de uma máquina, na qual só cabia uma pessoa em cada apresentação. A projeção precisava ser vista por uma lente de aumento.

Em 1890, Edison projeta diversos filmes de seu estúdio, aos quais encontra-se “Black Maria”, considerado o primeiro filme da história do cinema. É a partir do aperfeiçoamento do Cinetoscópio, que o Cinematógrafo é criado pelos irmãos Louis e Auguste Lumière, na França, em 1895. O cinematógrafo era ao mesmo tempo filmador, copiador e projetor, e foi considerado o primeiro aparelho realmente qualificado de cinema. Louis Lumière foi o primeiro cineasta a realizar documentários em curta metragem na história do cinema. O primeiro se intitulava “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possuia 45 segundos de duração. Neste mesmo ano de 1895, Thomas Edison projeta seu primeiro filme, “Vitascope”.

O americano Edwin S. Porter, apropriou-se dos estilos documentarista dos irmãos Lumière e os de ficção com uso de maquetes, truques ópticos, e efeitos especiais teatrais de Georges Méliès, para produzir “Great Train Robbery” (O grande roubo do trem), em 1903, um modelo de filme de ação, obtendo êxito e contribuindo para que o cinema se popularizasse e entrasse para a indústria cultural.

A indústria cinematográfica atual é um mercado exigente e promissor para diferentes áreas do saber. Não são apenas os atores e atrizes que brilham nas cenas que são apresentadas a um público local e internacional, pois a realização de um filme precisa englobar uma equipe de trabalho. Na construção e realização de um filme existem os seguintes profissionais: o “roteirista” que escreve a história e as narrativas dos personagens, ou melhor, os diálogos; o “diretor” que tem a função de coordenar, direta e indiretamente, o trabalho de todas as pessoas envolvidas com o filme, da concepção à finalização; o “diretor de fotografia”, um profissional de artes visuais com sensibilidade e competência para decidir como iluminar uma cena, que lentes serão melhores para determinados ângulos, o tipo de filme a ser rodado, entre outras atribuições; há quem seja responsável pela trilha sonora do filme, que é o “compositor musical”, ele é quem fica responsável por contribuir para o clima pretendido pelo diretor; O “produtor” é a pessoa ou grupo de pessoas que se encarrega de viabilizar a realização do filme, buscando patrocínios e parcerias, e ainda, tratando da parte burocrática que envolve toda a equipe.

Há também uma equipe de técnicos/especialistas que são fundamentais junto aos profissionais já apresentados, que são: o “técnico de efeitos especiais” cuja tarefa é realizar efeitos visuais e sonoros às cenas já filmadas, inclusive utilizando inserção de efeitos posteriores por computador; o “técnico de som”, que cuida dos diferentes microfones durante as gravações, cuidando para que só haja a captação do que se julgue essencial; o “operador de câmera” que fica responsável por focar os ângulos solicitados pelo diretor; e os “editores” ou “montadores”, que trabalham numa ilha de edição, juntos com o diretor ou orientados por um mapa organizado pelo próprio diretor, onde se encontra organizados as cenas, os sons, a trilha sonora, entre outros parâmetros qualitativos e quantitativos de finalização do filme. Outros profissionais como coreógrafosfigurinistas, e maquiadores são essenciais em determinadas produções.


Fontes:


COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.
http://www.infoescola.com/cinema/historia-do-cinema/

Relação entre Cinema e Educação





O cinema constitui-se em um dos variados modos de expressão cultural da sociedade industrial e tecnológica contemporânea. A relação entre cinema e educação, seja no contexto da educação escolar ou da educação informal, é parte da própria história do cinema. Desde os primórdios das produções cinematográficas, produtores e diretores de cinema o consideravam como uma poderosa ferramenta para instrução, educação e reflexão humanas.

Cabe ressaltar que a relação entre cinema e conhecimento excede o campo da educação formal. O cinema em relação ao conhecimento pode ser localizado no campo da imagem e da edição das imagens, em primeiro lugar, mas também envolvendo outros elementos como o som. Considerando-se a variedade de saberes apresentados nos filmes, é possível transcender a simples utilização do cinema como estímulo audiovisual ou como uma ilustração da realidade. Deve-se trazer para o campo da educação e da didática a reflexão e a investigação sobre como os filmes, as imagens e os estímulos audiovisuais educam as pessoas e influenciam seu imaginário. Para isso deve-se partir de uma análise sob um enfoque sócio-cultural para se construir uma didática que identifique e discuta as questões ideológicas e mercadológicas que envolvem produções culturais como o cinema.

A utilização do cinema como veículo e ferramenta de ensino-aprendizagem oportuniza enfocar os aspectos culturais, históricos, literários e políticos, proporcionando uma visão integral do cinema enquanto mídia educativa. A inserção de novas estratégias de desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem é primordial para a inovação pedagógica e a adequação às mudanças sociais com a finalidade de proporcionar uma formação integral aos cidadãos. Nesse contexto o cinema se torna uma ferramenta educativa cheia de potencialidades ao constituir-se em um meio de contribui para a mudança social. Ao ser percebido como uma mídia educacional o cinema tem a possibilidade de inserir-se na sala de aula de forma promissora.

Para haver sinergia entre cinema e educação deve-se realizar uma análise correta da mensagem cinematográfica aliada ao contexto educativo. O professor deve auxiliar o aluno funcionando como elo entre o que o cinema proporciona e o conjunto de conhecimentos a serem construídos na relação de aprendizagem.


É comum alguns educadores denominarem "educativo" apenas os filmes cuja temática tem relação direta com os conteúdos e capacidades desenvolvidas no contexto escolar, considerando importante que tenham intenções formativas e didáticas bem definidas. Também é comum a utilização do termo "filme educativo" relacionado a filmes instrucionais, que tem a finalidade de assessorar ou suprir parcial ou totalmente a função desempenhada pelo professor. Essas duas situações constituem um reducionismo que limita a utilização do cinema como instrumento didático-pedagógico. Qualquer filme retrata o pensamento e a criação humana em um determinado modelo social e momento histórico, e portanto, educa a quem o assiste, gerando uma reflexão e uma impressão sobre o mundo.



O cinema, enquanto mídia educativa possui grande potencial pedagógico uma vez que é muito mais fácil, tanto para uma criança, quanto para um adulto, absorver informações advindas de estímulos audiovisuais. O filme auxilia o professor a romper com o modelo tradicional de aula baseada na explanação, podendo servir tanto para expor conteúdos quanto para ilustrar conceitos e demonstrar experiências.



Fonte: http://www.infoescola.com/pedagogia/relacao-entre-cinema-e-educacao/

Como funciona a TV a cabo


O primeiro objetivo da TV a cabo era o de difundir a televisão para distâncias mais remotas, mas a ideia se expandiu. A TV por assinatura passou a ser um investimento importante para aumentar a diversidade de canais disponíveis para o telespectador.
A TV a cabo teve origem nos Estados Unidos, quando moradores da Pensilvânia possuíam dificuldades de receber o sinal de televisão e instalaram antenas no alto dos vales e estenderam cabos até suas casas. A solução foi o início de um sistema que seria utilizado, a princípio, para abastecer os moradores de regiões afastadas dos sinais de emissoras abertas, mas que com o tempo começou a ser utilizado para incluir programação extra aos assinantes que desejassem obter o serviço.No Brasil, o caso foi o mesmo. Os sinais transmitidos das capitais não conseguiam ir muito longe, nem às cidades que se encontravam no meio das serras. O sistema progrediu tanto que, atualmente, não só é usado para transmitir programação de emissoras fechadas como estimulou a criação de TVs locais e comunitárias, já que a infraestrutura necessária para a montagem é bem menor.
Moradores distantes da torre de transmissão instalaram antenas no alto dos morros para trazer em casa o sinal através do cabo. (Foto: Reprodução/Osmar Castro)

Para captar e retransmitir o sinal por cabo, uma central técnica equipada com antenas via satélite e outras para receber as ondas terrestres reúne os canais e distribui através da rede de cabos aos domicílios. No início, os cabos usados eram os chamados “coaxiais” e conforme a distância que precisassem ir deixariam perder gradualmente o sinal que carregavam. Para solucionar o problema, os engenheiros responsáveis tinham que colocar incontáveis amplificadores pelo caminho e manter a qualidade de som e imagem que distribuíam.
Com o surgimento da fibra óptica, as empresas de TV a cabo puderam reduzir bastante o número de amplificadores, melhorar ainda mais a estabilidade do serviço, aumentar a oferta de canais, e ainda agregar outras funcionalidades aos assinantes como o pay-per-view e o acesso à Internet.
Além disso, hoje estamos vivendo uma fase de migração para o sistema de televisão digital. A novidade vem sendo implantada pelas operadoras de TV por assinatura e foi capaz não só de melhorar ainda mais a qualidade do sinal, como também de ampliar vertiginosamente a capacidade de suportar mais canais na mesma faixa de frequência. A tecnologia da compressão de áudio e vídeo multiplicou as opções de transmissão pelas programadoras e pelas emissoras.
A TV digital também serviu para aprimorar a segurança do sistema. Surgiram os canais codificados, guardados dos espectadores por exibirem conteúdo impróprio ou simplesmente como medida antipirataria, só sendo liberado com um código correto.
A TV digital vem crescendo no país e é realidade faz tempo nas operadoras de TV por assinatura (Foto: Reprodução/Rede Globo)
Na contramão do avanço da televisão digital, o sistema MMDS, semelhante ao usado pela TV aberta convencional, vem sofrendo a extinção na maior parte das cidades que usam sua cobertura. O MMDS é um sistema utilizado por operadoras de TV por assinatura que emite micro-ondas para levar o conteúdo analógico ou digital às casas dos espectadores. O retrocesso do sistema acontece por conta de um impasse: a mesma faixa de frequência que o MMDS ocupa é a destinada ao uso da tecnologia 4G no Brasil.
Fontes:http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/05/como-funciona-tv-cabo.html

História do Videogame


Videogame 
Videogame ou game é uma disputa competitiva, executada no formato de um jogo eletrônico. O jogador permanece diante de um veículo que transmite as imagens do confronto lúdico, quase sempre uma TV ou o dispositivo de um computador. Normalmente estende-se este termo também para definir o suporte no qual os games são processados, conhecido como console.
Ao que parece, o físico William Higinbotham, integrante do projeto Manhattan, responsável pela produção da primeira bomba atômica, foi o criador do Videogame, em 1958, mas inconsciente da importância de sua obra-prima ele não se preocupou em patenteá-la, portanto não foi oficialmente considerado seu artífice.

No auge da Guerra Fria, ele elaborou um mecanismo que incrementasse o número de visitantes do Brookhaven National Laboratories, sediado em Nova York, pois o governo norte-americano tinha como intenção exibir seu potencial nuclear diante de seu povo. Desta forma ele produziu um jogo de tênis com apenas dois traços primitivos e uma bola, batizando-o de Tennis Programming ou Tennis for Two, exposto em uma tela de 15 polegadas e projetado para ser processado em um computador analógico.

Tennis for Two recurso utilizado por William o surpreendeu, pois lhe garantiu um êxito sem igual; mas nem este surpreendente retorno foi suficiente para que ele decidisse patentear seu invento e comercializá-lo. Assim, ficou célebre apenas como um dos criadores da bomba atômica, e a lembrança de sua participação na criação dos videogames tornou-se quase nula.
Do primitivo videogame de Higinbotham, o game evoluiu da simulação de jogos convencionais, tais como os de damas e xadrez, para disputas e confrontos expositivos.

Em 1966, o engenheiro eletrônico Ralph Baer, alemão refugiado nos Estados Unidos durante aSegunda Guerra Mundial, considerado hoje o pai dos consoles de games, vislumbrou a oportunidade de criar um equipamento que processasse jogos eletrônicos por meio de sua veiculação na televisão, com poucos recursos financeiros.

Isto ocorreu quando Baer trabalhava para a Sander Associates. Contando com a contribuição de seus amigos e companheiros de trabalho, o primeiro fruto de suas experiências foi o ‘chasing game’, elaborado em 1967, um rústico game de Ping Pong, no qual duas figuras no formato quadrado podiam ser manuseadas pelo competidor, e assim deslocadas ao longo da tela.

Seu inventor o patenteou logo em seguida e, um ano depois, expôs o primeiro modelo do videogame, designado de Brown Box, o qual consistia de disputas de futebol, vôlei e tiro. Portanto, não foi o modelo Atari o primeiro game a ser comercializado no mercado de videogames, mas sim este ancestral dos games.

A Magnavox, uma filial da Philips sediada na Holanda, imediatamente se dispôs a lançar para o público consumidor o primeiro console de videogame, intitulado Odyssey 100. Deste primeiro console aos Nintendos, PlayStations e Xbox de hoje, este filão produtivo converteu-se, em princípios do século XXI, em uma empresa extremamente rendosa, captando assim investimentos de monta, que lhe permitem competir com a esfera cinematográfica e até mesmo transcender seus lucros.


Fontes


http://pt.wikipedia.org/wiki/Videogame
http://pt.wikipedia.org/wiki/Console_de_videogame

http://www.infoescola.com/curiosidades/historia-do-videogame/

sábado, 16 de julho de 2016

A Era da Razão

O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII
.na Europa,
que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) 


Era da Razão – O que foi a Era da Razão?


A Era da Razão foi um movimento do século XVIII que surgiu imediatamente depois do misticismo, da religião e da superstição da Idade Média. A Era da Razão representou uma gênese no modo como o homem via a si próprio, a busca do conhecimento e o universo. Neste período de tempo, os conceitos de conduta e pensamento que o homem anteriormente tinha agora podiam ser contestados verbalmente e por escrito. Medos de ser proclamado herege ou queimado na fogueira foram descartados. Este foi o início de uma sociedade aberta em que os indivíduos eram livres para buscar a felicidade individual e a liberdade. Política e socialmente, os conceitos imperiais do mundo medieval foram abandonados. A Era da Razão também incluiu o período mais curto chamado de Iluminismo. Durante este tempo ocorreram grandes mudanças no pensamento científico e na exploração. Novas ideias encheram o horizonte e o homem estava ansioso para explorá-las livremente. 

O filósofo alemão, Immanuel Kant, definiu o Iluminismo desta forma: "Esse movimento foi a libertação do homem do seu estado auto-provocado de minoria. A minoria é a incapacidade de usar um entendimento sem a direção de outra pessoa. Este estado é auto-causado quando a sua fonte não reside na falta de entendimento, mas na falta de determinação de usá-lo sem a ajuda de outro." 

A Era da Razão não precisa necessariamente ser vista como um ponto culminante na história do homem. O homem começou a abraçar uma crença exagerada na perfeição da humanidade com base na razão e pensamento claro, alegremente abandonando a confiança na verdade bíblica e no temor de Deus. Ao deixarem os extremos medievais de misticismo e superstição, eles oscilaram aos outros extremos da razão e da racionalidade, negligenciando as sutis nuanças cinzentas entre eles.


Era da Razão - Racionalidade, Razão e o Iluminismo


A Era da Razão trouxe uma grande mudança à história da trajetória do homem na terra. A razão, racionalidade e iluminação tornaram-se os novos 'deuses'. Durante os 1700 anteriores, a perfeição do homem só podia ser obtida através da graça após a morte. A Revolta Protestante contra a Igreja Católica e as subsequentes 'guerras santas' não fizeram nada para mudar as subjacentes crenças aceitas pela sociedade: a revelação era a fonte da verdade suprema e só podia ser recebida como uma comunicação de Deus. Esta era a base do Cristianismo. Agora, nesta nova era, o homem sentiu-se obrigado a seguir o seu próprio intelecto, não a verdade ‘revelada‘. A Terra e a ênfase na natureza tornaram-se os novos dogmas. Os milagres, profecias e rituais religiosos eram meras superstições. A razão, filosoficamente, é definida como a habilidade de formar e operar sobre os conceitos de abstração, reduzindo as informações ao seu conteúdo elemental, sem emoção. A racionalidade carrega a implicação dupla de inferência ordenada e compreensão juntamente com a compreensão e explicação. A iluminação é mais ou menos a aplicação da razão e da racionalidade a crenças anteriores, resultando em um pensamento mais amplo e mais claro. 

A Era da Razão viu a introdução da Revolução Científica e de várias progressões das novas escolas de pensamento. O Dualismo, defendido por Descartes, ensinava que Deus (a mente) e o homem (a natureza) eram distintos. Baruch Spinoza introduziu a ideia do Panteísmo, ou seja, que Deus e o universo são um, e também que "Deus era uma substância constituída por infinitos atributos." Os crentes no Deísmo, descrito como a religião da razão, rejeitaram o Cristianismo como um conjunto de revelações misteriosas e incompreensíveis. A revelação de Deus, de acordo com os deístas, era simples, lógica e clara, uma religião natural que sempre havia existido.



Era da Razão - A Visão Cristã


A Era da Razão foi caracterizada pela rejeição de Deus, negação dos milagres e ataques às básicas crenças cristãs. Durante a Era da Razão, na tentativa de separar-se do misticismo da Idade Média, o homem aplaudiu o intelecto e desdenhou o espírito. Acreditava-se que Deus era incognoscível, se é que existia, e certamente não havia necessidade de comunicação ou revelação divina. A revelação da natureza era o bastante, mostrando tudo o que precisava ser conhecido sobre Deus. O homem agora estava livre para postular suas próprias teorias da existência e ideias sobre a Terra e a sua relação com o sol.

A ironia do período é que embora o homem tenha procurado a Iluminação e tenha acreditado estar iluminado, ele deixou de enxergar as verdades básicas que teriam ficado claras se não tivesse endurecido o seu coração na denúncia de Deus. Sim, de fato, Deus se revela na natureza: "Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite" (Salmo 19:1-2). A glória de Deus é claramente revelada nas obras das mãos de Deus. Só Ele é a fonte da sabedoria e do conhecimento. Em desviar-se da Bíblia, a Palavra de Deus, como a verdade absoluta, o homem tem formulado todos os tipos de teorias para explicar o seu mundo. Entretanto, como 1 Coríntios 3:19a diz: "Pois a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus." 

Deus só pode ser encontrado através de um coração de fé. Deus criou o homem com a capacidade de pensar, descobrir e raciocinar. Entretanto, toda busca primeiramente necessita começar com Deus, reconhecendo-o como o autor de todas as coisas e o único com o poder absoluto e autoridade. "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso. Ele será louvado para sempre!" (Salmo 111:10).

Fonte: http://www.allabouthistory.org/portuguese/era-da-razao.htm

Direito Divino dos Reis



Direito Divino dos Reis foi uma doutrina política comum durante a Idade Moderna.

A ligação entre religião e política tem origem juntamente com as primeiras organizações sociais conhecidas. Desde quando os indivíduos passaram a se organizar, o argumento religioso esteve presente para validar determinados aspectos de suas respectivas culturas.

Luís XIV

O período histórico que comumente denominamos de História Antiga viu nascer o cristianismo. Naquela época, o Império Romano professava o paganismo. O culto a vários deuses perdeu lugar para o culto a um único Deus, como característica do cristianismo. Todavia, o poderio da religião cristã se ampliou consideravelmente durante a Idade Média. Neste período, a sociedade passou a ser guiada pelos preceitos determinados pela Igreja Católica, até então, única forma de expressão do cristianismo.

É também na Idade Média, na fase de transição para Idade Moderna, que começa a se estruturar uma nova forma de organização política. Começam a surgir os Estados Nacionais, representando a união dos reinos de uma mesma cultura. Esse Estado Nacional centraliza o seu comando na figura de um único indivíduo, o rei.

A figura do rei já era presente na Idade Média, entretanto nesse momento da história havia uma fragmentação do poder dos reis, pois eram vários os reinos. A Idade Moderna viu a consolidação de vários reinos sob um único Estado Nacional e a consequente fortificação da imagem do rei, o soberano.
No chamado Antigo Regime, a sociedade era estratificada. No topo estava o soberano rei, seguido pelo clero, a nobreza e o povo. Como o rei e o clero dispunham de forte poderio e influência sobre a população, era preciso uma boa ligação entre ambos. Especialmente a religiosidade era elemento muito influente na época, todas as ações da sociedade se pautavam pelos dogmas religiosos cristãos, no caso da Europa Ocidental.

O Estado Nacional tinha ainda o adjetivo de Absolutista. Nessa nova organização política, o rei era o soberano, dotado de poderes absolutos e concedidos por Deus. Acreditava-se que aquele que reinava tinha o merecimento por ter sido assim coroado por Deus. Desse modo, o Direito Divino dos Reisgarantia a legitimidade e soberania do monarca no Estado Nacional. A crença era de que não os súditos ou qualquer outra autoridade concederia ao rei o direito de governar, mas seria a vontade do próprio Deus.
Direito Divino dos Reis concedia aos monarcas grandes poderes no governo do Estado Nacional, mas não se tratava de uma teoria política prática, e sim um aglomerado de idéias e crenças. Por ser indicado por Deus, qualquer tentativa de depor o monarca seria tratada como contestação à vontade de Deus, fato que a sociedade da época ainda tinha muito medo de questionar.

Com as seguintes unificações dos Estados Nacionais Modernos, o Direito Divino dos Reis esteve cada vez mais presente nas sociedades do século XVII. Muitos pensadores foram adeptos de tal teoria, onde se pode destacar Jean Bodin e Jacques Bossuet. Por outro lado, alguns monarcas representaram bem o poder que possuíam em consequência do Direito Divino dos Reis, como é o caso de Luís XIV, rei da França.



Fontes:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/politica/2009/05/15/000.htm
http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/o-direito-divino-dos-reis.htm




Iluminismo



iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das idéias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris.
Os iluministas defendiam a criação de escolas para que o povo fosse educado e a liberdade religiosa. Para divulgar o conhecimento, os iluministas idealizaram e concretizaram a idéia da Enciclopédia (impressa entre 1751 e 1780), uma obra composta por 35 volumes, na qual estava resumido todo o conhecimento existente até então.
O iluminismo foi um movimento de reação ao absolutismo europeu, que tinha como características asestruturas feudais, a influencia cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “idéias perigosas”.
O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
Montesquieu, um dos principais filósofos do Iluminismo. Obra de autor desconhecido.

Os principais pensadores iluministas foram:
Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. Antes mesmo da sociologia surgir, Montesquieu levantou questões sociológicas, e foi considerado um dos precursores da sociologia.
Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire é o homem símbolo do movimento iluminista. Foi um grande agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. Segundo historiadores, as correspondências de Voltaire eram concluídas sempre com o mesmo termo:
Écrasez l’Infâme (Esmagai a infame). A infame a que se referia era a Igreja católica. Sua principal obra foi “Cartas Inglesas”.
Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição.
D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia.
Rousseau (1712-1778) – redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia. Suas idéias eram por vezes contrárias as dos seus colegas iluministas, o que lhe rendeu a fama de briguento. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.
O movimento iluminista utilizou da razão no combate a fé na Igreja e a idéia de liberdade para combater o poder centralizado da monarquia. Com essa essência transformou a concepção de homem e de mundo.
A partir do iluminismo surgiu outro movimento, de cunho mais econômico e político: o liberalismo.

Leia também:
Por Thais Pacievitchhttp://www.infoescola.com/historia/iluminismo/

A psicopedagogia no Brasil: Novas Perspectivas

Palestrante: Pp. Jossandra Barbosa Presidente do Sindicato dos Psicopedagogos do Brasil - SINDPSICOPP-BR Historiadora Psicopedagoga Neuropsi...