sábado, 16 de julho de 2016

Direito Divino dos Reis



Direito Divino dos Reis foi uma doutrina política comum durante a Idade Moderna.

A ligação entre religião e política tem origem juntamente com as primeiras organizações sociais conhecidas. Desde quando os indivíduos passaram a se organizar, o argumento religioso esteve presente para validar determinados aspectos de suas respectivas culturas.

Luís XIV

O período histórico que comumente denominamos de História Antiga viu nascer o cristianismo. Naquela época, o Império Romano professava o paganismo. O culto a vários deuses perdeu lugar para o culto a um único Deus, como característica do cristianismo. Todavia, o poderio da religião cristã se ampliou consideravelmente durante a Idade Média. Neste período, a sociedade passou a ser guiada pelos preceitos determinados pela Igreja Católica, até então, única forma de expressão do cristianismo.

É também na Idade Média, na fase de transição para Idade Moderna, que começa a se estruturar uma nova forma de organização política. Começam a surgir os Estados Nacionais, representando a união dos reinos de uma mesma cultura. Esse Estado Nacional centraliza o seu comando na figura de um único indivíduo, o rei.

A figura do rei já era presente na Idade Média, entretanto nesse momento da história havia uma fragmentação do poder dos reis, pois eram vários os reinos. A Idade Moderna viu a consolidação de vários reinos sob um único Estado Nacional e a consequente fortificação da imagem do rei, o soberano.
No chamado Antigo Regime, a sociedade era estratificada. No topo estava o soberano rei, seguido pelo clero, a nobreza e o povo. Como o rei e o clero dispunham de forte poderio e influência sobre a população, era preciso uma boa ligação entre ambos. Especialmente a religiosidade era elemento muito influente na época, todas as ações da sociedade se pautavam pelos dogmas religiosos cristãos, no caso da Europa Ocidental.

O Estado Nacional tinha ainda o adjetivo de Absolutista. Nessa nova organização política, o rei era o soberano, dotado de poderes absolutos e concedidos por Deus. Acreditava-se que aquele que reinava tinha o merecimento por ter sido assim coroado por Deus. Desse modo, o Direito Divino dos Reisgarantia a legitimidade e soberania do monarca no Estado Nacional. A crença era de que não os súditos ou qualquer outra autoridade concederia ao rei o direito de governar, mas seria a vontade do próprio Deus.
Direito Divino dos Reis concedia aos monarcas grandes poderes no governo do Estado Nacional, mas não se tratava de uma teoria política prática, e sim um aglomerado de idéias e crenças. Por ser indicado por Deus, qualquer tentativa de depor o monarca seria tratada como contestação à vontade de Deus, fato que a sociedade da época ainda tinha muito medo de questionar.

Com as seguintes unificações dos Estados Nacionais Modernos, o Direito Divino dos Reis esteve cada vez mais presente nas sociedades do século XVII. Muitos pensadores foram adeptos de tal teoria, onde se pode destacar Jean Bodin e Jacques Bossuet. Por outro lado, alguns monarcas representaram bem o poder que possuíam em consequência do Direito Divino dos Reis, como é o caso de Luís XIV, rei da França.



Fontes:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/politica/2009/05/15/000.htm
http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/o-direito-divino-dos-reis.htm




Iluminismo



iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das idéias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris.
Os iluministas defendiam a criação de escolas para que o povo fosse educado e a liberdade religiosa. Para divulgar o conhecimento, os iluministas idealizaram e concretizaram a idéia da Enciclopédia (impressa entre 1751 e 1780), uma obra composta por 35 volumes, na qual estava resumido todo o conhecimento existente até então.
O iluminismo foi um movimento de reação ao absolutismo europeu, que tinha como características asestruturas feudais, a influencia cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das “idéias perigosas”.
O nome “iluminismo” fez uma alusão ao período vivido até então, desde a Idade Média, período este de trevas, no qual o poder e o controle da Igreja regravam a cultura e a sociedade.
Montesquieu, um dos principais filósofos do Iluminismo. Obra de autor desconhecido.

Os principais pensadores iluministas foram:
Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas. Sua obra principal foi “O espírito das leis”. Antes mesmo da sociologia surgir, Montesquieu levantou questões sociológicas, e foi considerado um dos precursores da sociologia.
Voltaire (1694-1778) – Critico da religião e da Monarquia, Voltaire é o homem símbolo do movimento iluminista. Foi um grande agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. Segundo historiadores, as correspondências de Voltaire eram concluídas sempre com o mesmo termo:
Écrasez l’Infâme (Esmagai a infame). A infame a que se referia era a Igreja católica. Sua principal obra foi “Cartas Inglesas”.
Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia, sendo essa a sua principal contribuição.
D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia.
Rousseau (1712-1778) – redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia. Suas idéias eram por vezes contrárias as dos seus colegas iluministas, o que lhe rendeu a fama de briguento. Sua principal obra foi “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.
O movimento iluminista utilizou da razão no combate a fé na Igreja e a idéia de liberdade para combater o poder centralizado da monarquia. Com essa essência transformou a concepção de homem e de mundo.
A partir do iluminismo surgiu outro movimento, de cunho mais econômico e político: o liberalismo.

Leia também:
Por Thais Pacievitchhttp://www.infoescola.com/historia/iluminismo/

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fotografia na Aprendizagem I




Fotografia é a memória que se concretiza num suporte material. Essa relação indefinível, entre essas temporalidades – o presente e o passado – nas imagens registradas no passado que são trazidas ao presente, ilustra de maneira complementar o funcionamento do aparelho psíquico (DUBOIS, 1993).







Segundo o autor, uma fotografia sempre esconde mil imagens atrás dela, sob ela ou à sua volta. É um recorte idealizado e realizado pelo enquadramento dado, que imprime e esconde imagens do real. No entanto, a relação amorosa que temos com a fotografia emerge em grande medida desde sua origem, devido à vontade, ao desejo humano de conservar traços de uma presença que irá desaparecer com o tempo, é o “[...] trabalho sobre a temporalidade e o jogo complexo entre a duração e o instante, a presença marcada, numa das versões, do autorretrato, com suas impossibilidades e seus paradoxos enunciativos [...]” (DUBOIS, 1993, p. 139), que vai estar presente no ato de olhar para uma foto e que marca profundamente nossa relação com a imagem fotográfica.

(...) A fotografia age univocamente, invocando-nos a participar da mensagem-imagem com apelos que transcendem o consciente lido e racionalizado, pois traz à tona elementos registrados no nosso inconsciente que emergem como fragmentos, como ruínas de um tempo perdido. Ela superdimensiona a dimensão conotativa do objeto, de sua representação no contexto cultural e afetivo do sujeito. 





Conforme nos coloca Alegre (1998, p. 76), 
[...] o estudo da imagem é fundamental para o entendimento dos múltiplos pontos de vista que os homens constroem a respeito de si mesmos e dos outros, de seus comportamentos, seus pensamentos, seus sentimentos e suas emoções em diferentes experiências de tempo e espaço.

Entretanto, a autora adverte que a imagem, pelo seu caráter polissêmico, exige uma análise não só na sua dimensão histórica e sociológica, mas também semiológica, ou seja, na dimensão cognitiva da imagem.

Funções da Fotografia:

1. Uma foto pode assumir ou ser feita com uma função histórica ou documental. Por exemplo, as fotos antigas de cidades, casas e pessoas, atualmente podem ser utilizadas para analisar o contexto arquitetônico de um determinado período e região.


[...] o estudo da imagem é fundamental para o entendimento dos múltiplos pontos de vista que os homens constroem a respeito de si mesmos e dos outros, de seus comportamentos, seus pensamentos, seus sentimentos e suas emoções em diferentes experiências de tempo e espaço. Entretanto, a autora adverte que a imagem, pelo seu caráter polissêmico, exige uma análise não só na sua dimensão histórica e sociológica, mas também semiológica, ou seja, na dimensão cognitiva da imagem.  Alegre (1998, p. 76).

2. Uma foto também pode assumir uma função de registro do cotidiano – aquelas produzidas sobre fatos sociais, ambientais –, para servir como suporte às matérias jornalísticas. Essas imagens são chamadas de fotojornalísticas e, normalmente, são produzidas por fotógrafos especializados, que adquirem um olhar sobre a realidade que lhes permite registrar os fatos no  instante em que ocorrem.
Imagem fotojornalística usada em publicidade da Benetton.




As fotografias podem ser também do tipo artísticas, cuja função é a de apreciação artística. A fotografia artística se consolidou, atualmente, como um ramo da fotografia, com alguns fotógrafos que são artistas da imagem. Uma foto-arte possui o mesmo status que uma pintura ou escultura, existem exposições de fotografias em galerias de arte produzidas por fotógrafos que se especializaram nessa modalidade.

Um exemplo de fotógrafo que possui sua obra divulgada em vários países é Sebastião Salgado. Seu estilo fotográfico é reconhecidamente forte, em função do apelo emocional e crítico que possuem suas imagens – são fortes. 






Outro tipo é a foto cuja função é a publicidade, aquela produzida em estúdios fotográficos, ou mesmo externamente, mas com todo cuidado técnico para dar publicidade a algum produto. As fotos de moda também se encontram nessa categoria.




Aspectos Técnicos da Produção Fotográfica

Independente da função e do tipo da fotografia, existem cuidados para que se obtenha uma boa foto. A técnica para produção de uma imagem prende-se, basicamente, em três itens:

 Enquadramento, plano e ângulo. 


Outros elementos também são considerados, por exemplo, uma imagem com a fusão de fundo é desagradável e pode roubar a atenção do centro de interesse. Fusões de fundo são objetos ou linhas que estão excessivamente juntas ao assunto principal. 




O ideal é simplificar as fotos e reforçar o centro de interesse selecionando fundos simples, evitando assuntos não relacionados com o assunto principal.
Toda fotografia é um recorte da realidade definido pelo enquadramento, que é o recorte que será dado ao real, uma escolha entre o que ficará dentro do quadro da imagem e o que ficará fora. 

Um exemplo de falta de enquadramento
é quando tiramos uma foto
em que a cabeça ou os pés são cortados. 

É importante analisar os objetos que serão fotografados pelo visor ou lente da máquina para que se consiga um bom enquadramento.
Além do enquadramento, a composição também define o recorte a ser dado. 

1.Composição Diagonal

Na composição diagonal, propositalmente cria-se no leitor
uma sensação de desequilíbrio,
pois a impressão é de que o objeto vai cair.

2.Composição Central
Nessa foto, pode-se ver que o objeto ocupa toda a imagem, 
portanto o enquadramento centralizado é o mais indicado.
3.Composição Horizontal
Nessa foto, todos os objetos possuem uma direção mais horizontalizada
4.Composição Vertical
Um exemplo de composição vertical é o de fotos de pessoas.
O sentido de um corpo humano é vertical.
 O segredo é tirar a foto no sentido vertical
Planos

Pode-se utilizar o plano de duas formas:

a) Aproximando-se 



ou distanciando-se fisicamente do objeto 



b) utilizando os recursos de zoom da máquina, 
que permite que os objetos sejam fotografados com planos distintos.
ara que uma imagem possua um forte apelo emotivo e visual, é importante respeitar  “regra dos terços”.



Essa regra diz que quando se quer dar relevância a certos objetos numa imagem, deve-se colocá-lo ocupando a região compreendida entre os dois terços inferiores direito ou esquerdo da imagem, nunca na parte superior e menos ainda na parte central. Assim, a leitura respeitará as zonas de atenção que ficam entre os dois terços abaixo e à direita da imagem.


domingo, 3 de julho de 2016

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO (Síntese)





Guy Debord (1931-1994) - Filósofo, agitador social, diretor de cinema, Guy Debord se definia como 'doutor em nada' e pensador radical. Ligou-se nos anos 50 à geração herdeira do dadaísmo e do surrealismo. A primeira edição brasileira de 'A sociedade do espetáculo' - um livro lúcido e demolidor, precursor de toda análise crítica da moderna sociedade de consumo.

CAPÍTULO I 


  A SEPARAÇÃO CONSOLIDADA


(...)O espetáculo constitui o modelo presente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já feita na produção, e no seu corolário — o consumo.



"(...)No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso."



"(...)O espetáculo não quer chegar a outra coisa senão a si mesmo."
"(...) O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo."
"(...) O espetáculo é a expressão de uma WELTANSCHAUUNG (visão cristalizada do mundo).
"(...) O espetáculo constitui o modelo presente  da vida socialmente dominante."
"(...) Onde há "representação" independente, o espetáculo reconstitui-se."
"(...) O espetáculo não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade."
"(...) O espetáculo reúne o separado, mas reune-o enquanto separado."

A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta.
Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda a parte.


"(...) O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se toma imagem.

CAPÍTULO II
A MERCADORIA COMO ESPETÁCULO

"(...) O espetáculo é o momento em que a mercadoria chega à ocupação total da vida social. Tudo isso é perfeitamente visível com relação à mercadoria, pois nada mais se vê senão ela: o mundo visível é o seu mundo.
(...)
Embora na fase primitiva da acumulação capitalista «a economia política não visse no proletário senão o operário» que deveria receber o mínimo indispensável para a conservação da sua força de trabalho, sem nunca ser considerado «nos seus lazeres, na sua humanidade», esta posição de ideias da classe dominante inverte-se assim que o grau de abundância atingido na produção das mercadorias exige um excedente de colaboração do operário. Este operário, completamente desprezado diante de todas as modalidades de organização e vigilância da produção, vê a si mesmo, a cada dia, do lado de fora, mas é aparentemente tratado como uma grande pessoa, com uma delicadeza obsequiosa, sob o disfarce do consumidor. Então o humanismo da mercadoria toma a cargo os «lazeres e humanidade» do trabalhador, muito simplesmente porque a economia política pode e deve dominar, agora, também estas esferas, enquanto economia política. Assim, «a negação da humanidade» é agora a negação da totalidade da existência humana.

O espetáculo é uma permanente guerra do ópio para confundir bem com mercadoria; satisfação com sobrevivência, regulando tudo segundo as suas próprias leis. Se o consumo da sobrevivência é algo que deve crescer sempre, é porque a privação nunca deve ser contida. E se ele não é contido, nem estancado, é porque ele não está para além da privação, é a própria privação enriquecida. 

(...) O consumidor real toma-se um consumidor de ilusões. A mercadoria é esta ilusão efetivamente real, e o espetáculo a sua manifestação geral.

(...) O espetáculo é o dinheiro que se olha somente, pois nele é já a totalidade do uso que se trocou com a totalidade da representação abstrata. O espetáculo não é somente o servidor do pseudo-uso, é já, em si próprio, o pseudo-uso da vida.

CAPÍTULO III
UNIDADE E DIVISÃO NA APARÊNCIA


(...) O agente do espetáculo posto em cena como vedeta é o contrário do indivíduo, o inimigo do indivíduo, tanto em si próprio como, evidentemente, nos outros. Passando no espetáculo como modelo de identificação, renunciou a toda a qualidade autônoma, para ele próprio se identificar com a lei geral da obediência ao curso das coisas.

(...) Deve cada um identificar-se magicamente, ou desaparecer.

As pessoas admiráveis nas quais o sistema se personifica são bem conhecidas por não serem aquilo que são; tornaram-se grandes homens ao descer abaixo da realidade da mais pequena vida individual, e cada qual o sabe. 

(...) O espetáculo não canta os homens e as suas armas, mas as mercadorias e as suas paixões. É nesta luta cega que cada mercadoria, ao seguir a sua paixão, realiza, de fato, na inconsciência algo de mais elevado: o devir-mundo da mercadoria, que é também o devir-mercadoria do mundo.

(...) As ondas de entusiasmo por um dado produto, apoiado e relançado por todos os meios de formação, propagam-se, assim, a grande velocidade. Um estilo de roupa surge de um filme; uma revista lança clubes que por sua vez lançam panóplias diversas.

A potência cumulativa de um artificial independente conduz em toda parte à falsificação da vida social.

O que o espetáculo apresenta como perpétuo é fundado sobre a mudança, e deve mudar com a sua base. O espetáculo é absolutamente dogmático e, ao mesmo tempo, não pode levar a nenhum dogma sólido. Para ele nada pára; é o estado que lhe é natural e, todavia, o mais contrário à sua inclinação.

O que o espetáculo apresenta como perpétuo é fundado sobre a mudança, e deve mudar com a sua base. O espetáculo é absolutamente dogmático e, ao mesmo tempo, não pode levar a nenhum dogma sólido. Para ele nada pára; é o estado que lhe é natural e, todavia, o mais contrário à sua inclinação.

O que obriga os produtores a participar na edificação do mundo é também o que disso os afasta. A mesma coisa que relaciona os homens libertos nas suas limitações locais e nacionais é também aquilo que os distancia. O que obriga ao aprofundamento do racional é também o que alimenta o racional da exploração hierárquica e da repressão. O que constitui o poder abstrato da sociedade constitui a sua não-liberdade concreta.

CAPÍTULO IV
O PROLETARIADO COMO SUJEITO E COMO REPRESENTAÇÃO


O desenvolvimento das forças produtivas arrebentou com as antigas relações de produção e toda ordem estática se desfaz em pó. Tudo o que era absoluto tornou-se histórico.

A crítica da economia política é o primeiro ato deste fim de pré-história: «De todos os instrumentos de produção, o maior poder produtivo é a própria classe revolucionária.»

As correntes utópicas do socialismo, embora elas próprias fundadas historicamente na crítica da organização social existente, podem ser justamente qualificadas de utópicas na medida em que recusam a história — isto é, a luta real em curso, assim como o movimento do tempo para além da perfeição inalterável da sua imagem de sociedade feliz —, mas não porque eles recusassem a ciência.

Os socialistas utópicos, ao ficarem prisioneiros do modo de exposição da verdade científica, concebem esta verdade segundo a sua pura imagem abstrata, tal como a tinha visto impor-se um estágio muito anterior da sociedade.
(...)
Toda a insuficiência teórica na defesa cientifica da revolução proletária pode ser reduzida, tanto no conteúdo assim como na forma do enunciado, a uma identificação do proletariado com a burguesia, do ponto de vista da tomada revolucionária do poder.

(...)As duas únicas classes que correspondem efetivamente à teoria de Marx, as duas classes puras às quais leva toda a análise no Capital, a burguesia e o proletariado, são igualmente as duas únicas classes revolucionárias da história, mas a títulos diferentes: a revolução burguesa está feita; a revolução proletária é um projeto, nascido na base da precedente revolução, mas dela diferindo qualitativamente.
(...) A burguesia veio ao poder porque é a classe da economia em desenvolvimento. O proletariado não pode ele próprio ser o poder, senão tornando-se a classe da consciência.

(...)
É na própria luta histórica que é preciso realizar a fusão do conhecimento e da ação, de tal modo que cada um destes termos coloque no outro a garantia da sua verdade. A constituição da classe proletária em sujeito é a organização das lutas revolucionárias e a organização da sociedade no momento revolucionário: é aqui que devem existir as condições práticas da consciência, nas quais a teoria da práxis se confirma tomando-se teoria prática.

(...)







 









sexta-feira, 1 de julho de 2016

Quando o rádio chegou ao Brasil


RÁDIO

Em 7 de setembro de 1922, o Brasil entrou na era do rádio. No alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, foi instalada uma estação para transmitir o discurso do presidente Epitácio Pessoa.

A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu em 1922 e apenas 80 aparelhos transmitiram o programa. (Foto: Ilustração)


Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira
 De acordo com alguns estudos, a tecnologia de transmissão por meio de ondas de rádio foi inventado no fim do século XIX . Porém, apenas em 7 de setembro de 1922, o Brasil entrou na era do rádio.
No alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, foi instalada uma estação para transmitir o discurso do presidente Epitácio Pessoa, em comemoração ao Centenário da Independência. Poucos habitantes da então capital da Republica, sentados ao redor dos 80 aparelhos de rádio dispersos pela cidade, acompanharam esse discurso.

Através de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana “Westinghouse”, o presidente Epitácio em clima de festa, abriu a programação que contou também com músicas clássicas, entre elas,  a ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes.

No final da transmissão, a emissora saiu do ar e os brasileiros precisaram esperar um ano até a próxima programação. Hoje, temos milhares de emissoras espalhadas pelo país.De acordo com historiadores, as pessoas ouviram muito pouco da transmissão, porque o barulho da exposição era intenso e os alto-falantes relativamente fracos. O responsável pela iniciativa foi o cientista e educador Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira.*
A primeira estação a transmitir uma programação diária foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923 por Roquete Pinto e Henrique Morize.
Sua grande concorrente surgiu apenas em 18 de setembro de 1950, quando entrou em cena a televisão, dando início a uma fase de decadência do rádio, pois seus principais ídolos se deslocaram para a rival.

“É a simbiose entre o rádio e idealismo”  – Tuma, o inventor desse termo radialista
Uma das grandes forças do rádio em todo o país são as transmissões esportivas, em especial o futebol. A primeira transmissão ocorreu no inicio da década de 30 e o principal personagem foi o jornalista
Nicolau Tuma, que narrou a primeira partida de futebol pelo rádio. Os times que disputaram esse jogo foram: Seleção Paulista X Seleção Paranaense.
Esse jornalista iniciou a narração assim: 
“Vou tentar transmitir uma coisa nova. Desenhem um retângulo ao lado do rádio para terem uma ideia do que está acontecendo. Os paulistas estão do lado direito e os paranaenses do esquerdo”.

A rádio nos dias de hoje

Será que na era dos smartphones e televisores de “centenas polegadas” ainda existe espaço para os rádios? Absolutamente que sim.

Uma pesquisa inédita realizada pela Ipsos Brasil, a partir de dados do IBOPE, mostra que o rádio tem o dobro da audiência da TV aberta das seis horas da manhã ao meio-dia, na média de todos os dias da semana. Nessa faixa horário, o rádio tem 1,815 milhão de ouvintes por minuto na só na Grande São Paulo.

De acordo com especialistas na área radialista, a grande parte da audiência não vem mais dos radinhos de pilha, mas sim dos próprios telefones celulares e dos carros que estão em trânsito pela cidade.

FONTE: http://clikaki.com.br/quando-o-radio-chegou-ao-brasil/

A HISTÓRIA DO RÁDIO


Definição e Características

O rádio é um veículo de comunicação, 
baseado na difusão de informações 
sonoras, por meio de ondas 
eletromagnéticas, em 
diversas freqüência.
 Ele pode ser caracterizado como 
um meio essencialmente auditivo, 
formado pela combinação do binômio: 
voz (locução) e música.


O rádio entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.

Como todo meio de massa, a comunicação pode ser caracterizada como pública, transitória e rápida. Ela é pública, porque, na medida em que as mensagens não são endereçadas a ninguém em particular, seu conteúdo esta aberto ao critério público. Rápida porque as mensagens são endereçadas para atingir grande audiência em tempo relativamente curto, ou mesmo simultaneamente. Transitória, pois a intenção é de que sejam consumidas imediatamente, não se destinando a registros permanentes, naturalmente há exceções, como filmotecas, gravações etc.


A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu em 1922
 e apenas 80 aparelhos transmitiram o programa.
(Foto: Ilustração)
O início - 
Tudo começou com Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética, assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade (300.000 Km/s). Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separada entre si e ligando-se o filamento ao negativo e uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário. Grande contribuição também foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de “Ondas de Rádio”. Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell, Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam também chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de “Ondas Hertzianas”, usando-se também o “Hertz” como unidade de freqüência.

As primeiras transmissões radiofônicas
Padre Roberto Landell de Moura
este é o nome do padre brasileiro
responsável pela invenção do primeiro transmissor de ondas,
responsável pela transmissão de voz sem fio.
Ele é considerado o inventor do rádio e do telefone sem fio.

Mais tarde em 1893 o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha Brasileira realizou, em 1 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban. Todavia, o primeiro mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o “descobridor do rádio”. Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de 2 quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente no ano de 1900. Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o primeiro mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens e suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).

Cronograma do rádio no Brasil

Em nosso cronograma você ficará por dentro dos principais acontecimentos que movimentaram a história do rádio no Brasil, desde o início, e as novas perspectivas sobre a vinda da tecnologia digital.

1922 – Em caráter experimental foi realizada pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro a primeira transmissão oficial de radiodifusão na praia Vermelha no Rio de Janeiro, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, para isso, foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento.

1923 – No dia 20 de abril, é fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje denominada Rádio MEC, criada para atuar sem fins comerciais.

1924 – É regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, compreendidas entre 550 à 1550 KHz.

1931 – São vendidos os primeiros receptores com o nome das estações no dial.
No mesmo ano foi inaugurada as rádios: Record e América de São Paulo.

1933 – Nasce a Sociedade Rádio Educadora de Campinas, que desde 2002 passou-se a denominar Rádio Bandeirantes AM, com isso a programação abre espaço para o jornalismo.

1936 – É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela se tornaria um marco na história do rádio com seus programas de auditório, suas comédias e rádio novelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação gravada e dias depois transmitidas em outras cidades brasileiras.

1937 – Em 6 de maio é inaugurada em São Paulo a Rádio Bandeirantes, a primeira emissora a divulgar notícias durante toda a programação.

1938 – Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde passa a ser a rádio AM mais popular do país.

1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro rádio jornal brasileiro, também entra no ar a primeira novela radiofônica do país: Em busca da felicidade.

1946 – O rádio ganha maior agilidade com o surgimento dos gravadores de fita magnética.

Também os retificadores de selênio começam a substituir as válvulas retificadoras material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.

1955 – Primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, extinta no final de dezembro/2000.

1967 – É criado o Ministério das Comunicações no dia 25 de fevereiro.

1990 – A rede Bandeirantes de rádio se torna a primeira emissora no Brasil a transmitir via satélite com 70 emissoras FM e 60 em AM, em mais de 80 regiões do país.

1991 – O sistema Globo de rádio inaugura a CBN (Central Brasileira de Notícias), emissora especializada em jornalismo, que a partir de 1996 inicia suas transmissões simultâneas em FM.

1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial “A voz do Brasil”.

2005 – Comemorando os 84 anos do rádio no Brasil, inicia-se no país em 26 de setembro as primeiras transmissões de rádio no sistema digital, tecnologia que está apenas “aterrissando” no Brasil.

http://srhistoria.blogspot.com.br/

O que são Blogs


Com a expansão da internet pelo mundo e a facilidade de comunicação que ela proporciona, cresceu o interessa das pessoas em possuir seu próprio espaço na web. Contudo, para montar uma home page e publicá-la era necessário ter certo domínio técnico, que poucas pessoas tinham.

Desse interesse e dessa dificuldade conflitantes surgiram os bloggers, que são serviços que oferecem ferramentas para possibilitaar que internautas comuns publiquem seus próprios textos na internet. Segundo a wikipedia, blogger é "uma palavra criada pela Pyra Labs e é um serviço que oferece ferramentas para indivíduos publicarem textos na Internet" sem a necessidade de ter domínio técnino, de programação ou software.

Esses espaços individuais dispomobilizados pelos bloggers receberam o nome de blogs.

O blog, ou weblog, é uma das ferramentas de comunicação mais populares da internet. A pessoa que administra o blog é chamada de blogueira(o). Uma das características dos blogs é que, em geral, eles têm um aspecto muito parecido, isto é, o usuário é limitado no que diz respeito a alterações visuais. Outra característica dos blogs é a freqüência de atualização. Alguns são atualizados diariamente, outros semanalmente, mensalmente e, em alguns casos, até várias vezes por dia. Cada atualização ou publicação no blog é chamadas de post (postagem).

Quando surgiram os blogs tinham caráter puramente recreativo, eram usados como "diários virtuais", on-line, onde as pessoas, especialmente adolescentes e jovens, expunham suas idéias, narravam o que acontecia em suas vidas. Com o tempo os blogs foram se tornando espaço de disseminação de idéias e informações mais consistentes, pessoas conhecidas e empresas passaram a utilizá-los também.

Os blogs tornaram-se o "endereço virtual" de muitas pessoas e empresas e perdeu o status inicial de "diário", tornando-se, além de tudo, fonte de obtenção de informações, ferramenta de trabalho e auxílio de diversos profissionais, especialmente jornalistas, repórteres e professores. Além de publicar conteúdo pessoal, profissional, informativo e educativo, os blogs viraram também ferramenta de divulgação artística, possibiltando a publicação de material desenvolvido por artistas independentes como poetas, desenhistas, escritores e fotógrafos, antes impossibilitados de mostrar seu trabalho.

A popularização dessa ferramenta foi tamanha que até as empresas passaram a utilizá-la como ferramenta de comunicação. A maioria das empresas, mesmo aquelas que não atuam diretamente na internet já mantém blogs para se comunicar com funcionários e clientes.
Pessoas comuns ou famosas, empresas pequenas, médias ou grandes, todos compartilham dablogosfera, o mundo dos blogs. Nesse espaço, alguns blogueiros se destacam e ficam famosos, ganhamm dinheiro ou simplesmente externam suas idéias a quem quiser conhecê-las.

A característica mais marcante da blogosfera é interação entre os diversos espaços. Em cafa blog existe uma lista com link (ligação) para outros blogs "indicados" pelo autor ou pelo próprio blogger. Quando o blogger gera essa lista automaticamente, são utilizados diversos critérios para um blog aparecer na lista, alguns dos mais comuns são mostrar os blogs mais visitados ou os mais recentemente atualizados.

Alguns dos serviços de blogs mais conhecidos da atualidade é o Blogger do Google (http://www.blogger.com/home) e o Windows Live Spaces da Microsoft (http://spaces.live.com), que é vinculado ao messenger mais utilizado no mundo, o MSN. Existe também o WordPress, umscript blog desenvolvido em PHP (linguagem de programação), mas para utilizá-lo é preciso ter uma conta de hospedagem de sites na internet, entre outros detalhes

http://www.infoescola.com/informatica/o-que-sao-blogs/

Wikipedia: www.wikipedia.org.br
Blogger: http://www.blogger.com/home
Windows Live Spaces: spaces.live.com
Revista Info: info.abril.com.br

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